Antimaçonaria
Antimaçonaria é um movimento coordenado, mas autônomo, nascido principalmente nos EUA em meados do século XX e formado quase majoritariamente por fundamentalistas religiosos ou ex-maçons, os quais enveredam para a crítica à Maçonaria por diversos motivos alegados. Há também ação antimaçônica organizado por específicos movimentos políticos, cujo maior afloramento ocorreu na Europa para defesa de sua manutenção contra a Maçonaria, vista como opositora natural destes. À parte destes âmbitos religiosos e políticos há também o que se poderia denominar de “antimaçonaria popular” que seria composta pelas opiniões convergentes de indivíduos influenciados por estes e que reproduzem o discurso antimaçônico no âmbito local de suas relações interpessoais.
Deus
A Maçonaria afirma que a crença no Ser Supremo é encarada como uma realidade filosófica e não como um ponto doutrinal de religião, daí por que ela apregoar a necessidade de crer no Ser Supremo para ser iniciado e ainda continuar sendo não-confessional. Isto porque duas das principais e primordiais certezas do homem é que ele existe e que por isso deve existir um criador que o fez e tudo o mais que existe. A Maçonaria faz especulações metafísicas sobre Deus, até enveredando pela Teodiceia, mas não faz o papel de uma religião dando a Deus um nome ou informações sobre liturgia ou culto. A atividade da Maçonaria com relação a Deus (ou Grande Arquiteto do Universo - G.A.D.U.) envolve estudos e não proselitismo, não sendo o G.A.D.U. um "deus maçônico", nem a união sincrética de todos os deuses pagãos antigos.
Homem
A Maçonaria afirma que seus princípios apenas servem para que o homem seja socialmente melhorado, nada implicando aspectos religiosos, mas sim apenas o que se depreende pelo estudo da Moral e da Ética. A Antimaçonaria contra-argumenta afirmando que a Maçonaria apenas diz que suas intenções são sociais, mas que na verdade ela ensina que o homem receba a própria salvação eterna pelo que ele faz ou deixa de fazer e que isso contraria o dogma cristão que afirma serem as boas obras ou um dever de todos ou algo que apenas exterioriza sua condição de cristão. A Antimaçonaria também denuncia que algumas vertentes maçônicas afirmam que o homem já é um deus em si mesmo e que não precisa seguir qualquer religião para conseguir redenção de sua alma, uma vez que ele estaria numa condição transitória de aprendizado deificante ou de ajuda aos menos iluminados, mas que inegavelmente não existiria uma “punição eterna” por algo feito no curto espaço de tempo de uma vida.
Religião
A Maçonaria afirma que não é uma religião porque seus estatutos sociais declaram isso expressamente, além de não possuir uma confissão de fé, nem uma teologia, nem uma doutrina da salvação ou dogmas sobre o estado eterno da alma após a morte. A Antimaçonaria rebate tais afirmações porque entende que a Maçonaria não se registre como uma religião nos seus estatutos apenas para ter mais este argumento a usar contra seus opositores, mas que na verdade ela manteria todas as características de uma religião de mistérios, pois:
Partidarismos
A Maçonaria nega possuir qualquer caráter político-partidário, não aderindo ou interferindo na Política nacional de forma revolucionária e afirma que suas incursões em levantes e revoluções que lhe são tributadas (Revolução Francesa, Independência do Brasil, Proclamação da República, etc) ou foram ações de maçons isoladamente, de acordo com suas convicções pessoais ou atenderam a anseios nacionais por se tratarem de formas de governo que não retratavam a condição social de época. A Antimaçonaria contraria essa argumentação por afirmar que a Maçonaria possua uma forma coordenada, centralizada e militante de ação política para atender aos seus interesses corporativos ou que esteja a serviço de determinados grupos minoritários para subverter a ordem mundial, inserindo em posição de destaque algumas pessoas a si ligadas.
Caráter revolucionário
A Maçonaria nega ter qualquer orientação revolucionária em suas ações porque sempre se disporia a auxiliar o governo local em suas ações sociais beneméritas e ser encontrada em diferentes formas de Estado, tais como Repúblicas, Monarquias, mas não estando presente em regimes totalitaristas. A Antimaçonaria contra-argumenta essa afirmação porque relata que muito antes de existirem totalitarismos já havia proibição da Maçonaria se instalar em diversos Estados europeus, tais como: Diante deste quadro a Antimaçonaria afirma que se a Maçonaria fosse inocente e inofensiva ela não teria sido proscrita de alguns países já no Séc. XVIII, de modo que estes fatos seriam um indicador de que mesmo em Estados pacíficos ela deveria realizar atos subversivos para que fosse proibida de realizar suas reuniões, enquanto que outras organizações, como sociedades literárias e corporações de ofício, permaneceram permitidas.


