Antígono de Caristo
Antígono de Caristo é muito provavelmente o nome de pelo menos dois intelectuais gregos do século IV a.C. e século III a.C.. Suas personalidades continuam sendo controversas, uma vez que todos os seus escritos se perderam ou chegaram até a época contemporânea apenas em fragmentos. A variedade de disciplinas atribuídas a essas figuras — naturalismo, poesia, escultura, biografia — leva a supor que esse nome se refira a pelo menos dois Antígonos de Caristo homônimos.
Após passar algum tempo em Atenas e de realizar muitas viagens, Antígono foi chamado à corte de Átalo I (r. 241–197) em Pérgamo. Sua obra principal é as Vidas dos filósofos, escrita a partir de suas próprias experiências, e da qual se conservam grandes fragmentos nos trabalhos de Ateneu e Diógenes Laércio. Também se conserva ainda sua Coleção de histórias maravilhosas, extraídas principalmente da Θαυμασια Ακουσματα, atribuída a Aristóteles, e a Θαυμασια de Calímaco. É duvidoso que se trate do escultor de mesmo nome que, segundo Plínio (História Natural, xxxiv. 19), escreveu livros sobre sua arte. Diversos estudos realizados pelos filólogos Reinhold Köpke, Wilamowitz, Erwin Rohde, Olympius Musso, Credaro e Nebert tentaram reconstruir Antígono de Caristo. Suas conclusões são variadas e têm sido frequentemente questionadas. Dorandi retoma a construção de Wilamowitz que indica que houve dois Antígonos de Caristo, homônimos da mesma etnia. Um viveu sob Átalo I, na corte de Pérgamo, foi biógrafo de filósofos, escultor e historiador da arte. O outro é um século mais velho e era poeta. É impossível saber se ele é o autor da História da Itália e da Periegese da Macedônia, mas as Curiosidades da Natureza estão excluídas.


