Antibiograma
Um antibiograma é o resultado de um exame laboratorial para identificar a sensibilidade de uma linhagem de bactéria isolada para diferentes antibióticos. É, por definição, um teste de sensibilidade in vitro, ou seja, realizado fora de um organismo vivo, por exemplo, em um tubo de ensaio ou em um laboratório, objetivando indicar o medicamento mais aconselhado para agir sobre a infecção do paciente.
Na medicina clínica, os antibióticos são mais frequentemente prescritos com base nos sintomas de uma pessoa e nas diretrizes médicas. Este método de seleção de antibióticos é chamado de terapia empírica e é baseado no conhecimento sobre quais bactérias causam uma infecção e a quais antibióticos as bactérias podem ser sensíveis ou resistentes. Por exemplo, uma simples infecção do trato urinário pode ser tratada com sulfametoxazol + trimetoprima. Isso ocorre porque a Escherichia coli é a bactéria causadora mais provável e pode ser sensível a essa combinação de antibióticos. No entanto, as bactérias podem ser resistentes a várias classes de antibióticos. Essa resistência pode ser porque um tipo de bactéria tem resistência intrínseca a alguns antibióticos, devido à resistência após exposição prévia a antibióticos, ou porque a resistência pode ser transmitida de outras fontes, como plasmídeos. O teste de sensibilidade a antibióticos fornece informações sobre quais antibióticos são mais propensos a serem bem-sucedidos e, portanto, devem ser usados para tratar a infecção.
Contudo, muitas bactérias acabam desenvolvendo resistência a várias classes de antibióticos, tornando o tratamento mais difícil. Isso se aplica a situação da bactéria Staphylococcus aureus. Como suas cepas desenvolveram resistência aos efeitos dos antibióticos, a partir do momento em que os portadores tomam antibióticos, as cepas não resistentes morrem e as mais resistentes sobrevivem. Estas bactérias, então, podem multiplicar-se e, causar uma infecção mais grave. Outro caso parecido, está relacionado ao tratamento dos pacientes internados ou não, em unidades de terapia intensiva (UTI), onde o uso prolongado de antibiótico ou fatores como erro diagnóstico, negligência e a deficiência qualitativa e quantitativa de profissionais de saúde podem afetar diretamente a resistência microbiana e aumentar os índices de morbimortalidade. Se esses pacientes desenvolverem infecções localizadas, em consequência de procedimentos cirúrgicos ou até mesmo uma pneumonia, devido ao ambiente nosocomial (após ou durante uma internação) bactérias como Pseudomonas aeruginosa estão potencialmente envolvidas, o que, se for devidamente comprovado, representa um risco á vida, principalmente aos pacientes mais debilitados.
Logo, o tratamento é comumente iniciado, com base em informações estatísticas a respeito de pacientes anteriores e direcionados a um grupo numeroso de microrganismos potencialmente envolvidos denominado Antibioticoterapia Empírica, utilizada conforme a cultura e o antibiograma. Antes de dar início a esse tratamento, o médico ou veterinário irá coletar uma amostra de um compartimento suspeito de contaminação para identificar o agente infeccioso: uma amostra de sangue pode ser coletada se houver suspeita de invasão bacteriana na circulação sanguínea, uma amostra de urina geralmente coletada em casos de suspeita de infecção urinária. Essas amostras são transferidas para o laboratório de microbiologia, que analisa a amostra através do microscópio, e tenta cultivar a bactéria. Isso pode auxiliar no diagnóstico. Uma vez que a cultura tenha se estabelecido, há duas formas de se obter um antibiograma:


