Antiamericanismo
Antiamericanismo, também chamado "sentimento antiamericano", descreve uma posição hostil em relação à política, à cultura e à sociedade dos Estados Unidos da América. As definições geralmente se aplicam às políticas do governo dos Estados Unidos.
Nos Dicionários Oxford online, o termo "Antiamericanismo" é definido como "Hostilidade aos interesses dos Estados Unidos". Na primeira edição do Dicionário Americano da Língua Inglesa da Webster (1828), o termo "antiamericano" era definido como "oposto à América, ou aos verdadeiros interesses ou governo dos Estados Unidos; oposto à revolução na América". Na França, o uso da forma nominal antiaméricanisme foi catalogada desde 1948, entrando na linguagem política comum nos anos 50.
Bradley Bowman, um antigo professor da Academia Militar dos Estados Unidos, argumenta que as instalações militares dos Estados Unidos no estrangeiro e as forças lá destacadas servem como um "grande catalisador para antiamericanismo e radicalização". Outros estudos encontraram uma ligação entre a presença de bases dos EUA e recrutamento da Al-Qaeda. Estas bases são muitas vezes citadas por oponentes dos governos repressivos para provocar raiva, protesto, e fervor nacionalista contra a classe governante e os Estados Unidos. Isto, por sua vez, segundo JoAnn Chirico, causa preocupação em Washington que uma transição democrática possa levar ao fecho de bases, o que muitas vezes encoraja os Estados Unidos a estender o seu apoio a líderes autoritários. Este estudo sugere que o desfecho pode ser um ciclo intensificante de protesto e repressão apoiado pelos Estados Unidos. Em 1958, Eisenhower falou com a sua equipa sobre o que ele descreveu como uma "campanha de ódio contra nós" no mundo árabe, "não só pelos governos mas também pelas pessoas." O Conselho de Segurança Nacional, concluiu que era devido à perceção de que os EUA apoiam governos e corruptos e que opõem-se a desenvolvimento político e económico "para proteger o seu interesse no óleo do Oriente Próximo." O Wall Street Journal chegou a uma conclusão semelhante depois de pesquisar as opiniões de muçulmanos ricos e ocidentais depois dos Ataques de 11 de setembro. Nesta veia, o chefe do programa de terrorismo do Council on Foreign Relations acredita que o apoio americano para regimes repressivos como no Egito e Arábia Saudita é indubitavelmente um grande fator no sentimento antiamericano no mundo árabe.
Um inquérito conduzido em 2017 pelo BBC World Service em 19 países, quatro dos quais avaliaram a influências dos EUA positivamente, enquanto 14 inclinaram-se negativamente, e um estava dividido. Antiamericanismo começou a crescer no fim de 2010s no Canadá, América Latina, Médio Oriente, e na União Europeia, devido em parte pela forte impopularidade mundial das políticas da administração de Donald Trump, embora antiamericanismo seja baixo em vários países da Europa central e do leste devido a um sentimento anti-comunista mais forte entre vários antigos estados satélite do Pacto de Varsóvia da União Soviética e forte apoio para se juntar e manter entro da aliança da NATO. Depois das eleições de 2020 de Joe Biden como novo presidente, a visão global geral dos Estados Unidos voltou a ser positiva em geral mais uma vez. Interpretações de antiamericanismo têm sido polarizadas. Antiamericanismo é descrito pelo sociólogo nascido na Hungria Paul Hollander como "um impulso incessante crítico às instituições sociais, económicas, e políticas americanas, tradições, e valores."
Séculos 18 e 19
Nos meados a fins do século dezoito, uma teoria emergiu entre alguns intelectuais europeu que dizia que a massas de terra do Novo Mundo eram inerentemente inferiores às da Europa. Defensores desta chamada "tese de degeneração" tinham a opinião que extremos climáticos, humidade e outras condições atmosféricas na América fisicamente enfraqueciam tanto homens como animais. O autor americano James W. Ceaser e o autor francês Philippe Roger interpretaram esta teoria como "um tipo de pré-história de antiamericanismo" e tem (nas palavras de Philippe Roger) sido uma "constante" histórica desde o século 18, ou outra vez um "bloco semântico" infinitamente repetitivo. Outros, como Jean-François Revel, examinaram o que está escondido por detrás desta ideologia 'influente'. Supostas provas para a ideia incluíam a pequenez da fauna americana, cães que pararam de ladrar, e plantas venenosas; uma teoria afirma que o Novo Mundo emergiu do Dilúvio mais tarde que o Velho Mundo. Os nativos americanos eram considerados débeis, pequenos, e sem ardor.


