Antão José Maria de Almada
Antão José Maria de Almada, foi o 2.º conde de Almada, miguelista, mestre-sala da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, e militar da Marinha (1820~1823) e da Cavalaria portuguesa, alcaide-mor e senhor do Reino de Portugal.
Teve como seu educador o desembargador de Lisboa, Joaquim António de Araújo. E isso, por ter ficado órfão de mãe à nascença e seu pai ter ficado psiquicamente doente após essa tragédia também quase no final da vida dele. Depois, ao o pai ter morrido cedo, teve como tutor o Visconde de Asseca, seu parente próximo. Foi dos primeiros alunos do Real Colégio Militar, logo no primeiro ano com o n.º 94, admitido em 1815 até 1817. Mais tarde, em 2 de Outubro de 1824, obteve o curso de bacharelato em Matemática da Academia Real da Marinha e tendo ascendido ao posto de capitão de cavalaria. Há informação que tinha sido segundo tenente na Brigada Real da Marinha do rei D. Miguel I, além de seu ajudante de ordens (ajudante-de-campo). Recebendo dele a "medalha de ouro" a 27 de Maio de 1823. Em 16 de Junho de 1820 passa a ser cavaleiro da Ordem de Cristo, onde lhe são cedidas as comendas dos seus antepassados e antecessores.
Próximo do Ano Novo de Dezembro de 1833, que sempre acompanhara o rei D. Miguel, está em Santarém com o grosso do exército realista já sob o comando do General Póvoas, decide ir visitar a sua família que se encontrava mo Paço de Lanheses, na Vila de Lanheses da qual era seu senhorio. Mas, logo que pode, correu para mais uma vez para a frente da batalha, sem fazer caso da carta que recebera do seu amigo Conde de Belmonte, também ajudante de campo como ele, na qual lhe dizia da parte do Rei que se deixasse ficar onde estava em virtude do exercito deles estar a morrer de tifo. Assim aconteceu também com ele essa desgraça, pois faleceu em Santarém, a 5 de Abril de 1834, após uma noite que voltava da quinta do Conde da Lapa. No dia seguinte foi sepultado no cruzeiro da Igreja de Santo Estêvão do Milagre, por ordem expressa de D. Miguel.
Antão José Maria de Almada, 2.º conde de Almada nasceu na noite de 22 de Novembro de 1801, nos Açores quando seu pai superintendia essa Capitania. Ao serviço "Real" morreu em 5 de Abril de 1834, de tifo, em Santarém. Filho de: Lourenço José Boaventura de Almada, 1.º Conde de Almada, 12.º conde de Abranches, senhor dos Lagares d´El-Rei, 11.º senhor de Pombalinho e de Maria Bárbara Lobo da Silveira Quaresma (24 de Setembro de 1783 - Angra do Heroísmo, 23 de Novembro de 1801), filha de Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, 2.º marquês de Alvito. Casou, em 30 Março de 1818, no oratório da casa de sua sogra, na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, com: Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto, senhora da então Vila Nova de Lanheses com sede na sua quinta Paço de Lanheses, nascida a 10 de Outubro de 1802.


