Anora
Anora é um filme de comédia dramática estadunidense de 2024 escrito, dirigido e editado por Sean Baker. É estrelado por Mikey Madison no papel-título de uma dançarina exótica e acompanha o romance conturbado dessa com o filho de um oligarca russo. Também é estrelado por Mark Eydelshteyn, Yura Borisov, Karren Karagulian e Vache Tovmasyan.
Anora "Ani" Mikheeva, uma stripper de 23 anos, mora em Brighton Beach, um bairro russo-americano no Brooklyn, cidade de Nova York. Seu chefe a apresenta a Ivan "Vanya" Zakharov, o filho mais novo do oligarca russo Nikolai Zakharov, que solicita alguém fluente em russo para seu filho. Embora Vanya esteja nos Estados Unidos para estudar, ele passa a maior parte do tempo festejando em clubes e na mansão de sua família no Brooklyn. Vanya contrata Ani para vários encontros sexuais e oferece a ela US$ 15.000 para ficar com ele por uma semana. Durante uma viagem a Las Vegas, ele expressa desdém por seus pais e pela Rússia e pede Ani em casamento. Apesar de seu ceticismo, Ani concorda, e eles fogem para uma capela de casamento. Ela pede demissão da boate onde trabalha e se muda para a mansão de Vanya. Quando a notícia do casamento chega à Rússia, a mãe de Vanya, Galina, ordena que seu padrinho armênio, Toros, os encontre e providencie uma anulação de casamento enquanto ela e Nikolai voam para os Estados Unidos.
Imagem: Ariela Ortiz-Barrantes · BY-SA · Openverse
As filmagens ocorreram no início de 2023 no Brooklyn, Nova Iorque. Para Anora, Baker declarou que suas intenções eram "contar histórias humanas, contando histórias que, esperançosamente, sejam universais [...] Isso está ajudando a remover o estigma que foi aplicado [ao trabalho sexual], que sempre foi aplicado a esse meio de vida". Em uma coletiva de imprensa em Cannes, Mikey Madison declarou que Baker e a produtora Samantha Quan, que é esposa de Baker, representariam diferentes posições sexuais para demonstrar o que queriam que os atores fizessem. Madison recebeu a oferta de um coordenador de intimidade, mas disse: "Como eu já havia criado um relacionamento muito confortável com os dois por cerca de um ano, senti que seria onde eu me sentiria mais confortável e acabou funcionando perfeitamente." Andrea Werhun, uma escritora e atriz canadense mais conhecida por seu livro de memórias Modern Whore de 2018 sobre seu tempo anterior como trabalhadora do sexo, atuou como consultora criativa no filme.
Os direitos de distribuição mundial foram adquiridos pela FilmNation Entertainment em outubro de 2023. O filme foi então vendido pela FilmNation para Le Pacte para a França, Lev para Israel, Kismet para a Austrália e Nova Zelândia, e Focus Features/Universal Pictures International para o resto do mundo, excluindo a América do Norte, em acordos semelhantes aos feitos no filme anterior de Baker, Red Rocket. Em novembro de 2023, a Neon adquiriu os direitos de distribuição do filme na América do Norte, e estreou em um lançamento limitado em 18 de outubro de 2024. Anora estreou no Festival de Cannes em 21 de maio de 2024, e ganhou a Palma de Ouro do festival em 25 de maio. Recebeu uma ovação de pé de 10 minutos no final de sua exibição. Tornou-se o quinto vencedor consecutivo da Palma de Ouro distribuída pela Neon nos Estados Unidos; os vencedores anteriores incluem Gisaengchung, que viria a ganhar o Oscar de melhor filme, Titane, Triângulo da Tristeza, indicado ao Oscar de melhor filme, e Anatomia de uma Queda, também indicado ao Oscar de melhor filme. É também o primeiro filme estadunidense a ganhar a Palma de Ouro desde A Árvore da Vida, de 2011.
Imagem: Frank Sun · BY-SA · Openverse
Resposta crítica
No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 93% das 332 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 8.9/10. O consenso do site afirma: "Outra crônica maravilhosa de americanos sofredores do roteirista e diretor Sean Baker, que ganha um toque especial com a atuação ousada de Mikey Madison, Anora é um drama romântico no limite." O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 91 em 100, baseado em 62 críticos, indicando "aclamação universal". Greta Gerwig, servindo como presidente do júri do 77º Festival de Cannes, comentou que "[Anora] foi algo que coletivamente nos transportou, nos comoveu [...] Parecia novo e em diálogo com formas mais antigas de cinema. Havia algo nele que nos lembrava das estruturas clássicas de Lubitsch ou Howard Hawks, e então fez algo completamente verdadeiro e inesperado."


