Anomalocarididae
Anomalocarididae é uma família extinta de radiodontes cambrianos, um grupo de artrópodes do grupo coroa. São datados nos registros fósseis desde o período Cambriano na China, e Estados Unidos.
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Os anomalocaridídeos eram animais nadadores, achatados e segmentados que possuíam dois apêndices na frente da boca. A boca era uma estrutura circular com forma de um abacaxi, mas com um anel de dentes duros e afiados no orifício central. A boca era mais retangular que redonda, e os dentes não se encontravam no meio. Isso lhes permitiu desenterrar a concha de pequenos artrópodes como os trilobitas; muitos trilobites foram encontrados com marcas de mordida. Os anomalocaridídeos possuíam olhos grandes e um corpo ladeado por uma série de lóbulos de natação.[carece de fontes?] Parapeytoia yunnanensis, uma espécie de anomalocaridídeo (muitos cientistas debatem se o Parapeytoia é um anomalocaridídeo de verdade, ou se, ele esta mais intimamente relacionado com os gêneros Yohoia e Haikoucaris), pode ter tido pernas. Em comparação as muitas criaturas marinhas de seu tempo, os anomalocaridídeos eram extremamente ágeis. Os lóbulos de seus flancos podiam mover-se em forma de onda, coisa que lhes permitiu mover-se a grandes velocidades. A couraça deles era mais flexível que a de suas presas, permitindo uma maior mobilidade.[carece de fontes?]
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Atualmente se conhecem cinco gêneros de anomalocaridídeos: Amplectobelua, Anomalocaris, Hurdia, Laggania e Schinderhannes. Foi classificada na família uma série de outros animais que se consideram relacionados, Parapeytoia, Pambdelurion e Kerygmachela, porém provavelmente pertencem a clados diferentes. Os anomalocaridídeos são bastante comuns durante todo o Cambriano, e são conhecidos desde os primórdios do tipo de fauna do Folhelho Burgess, o Cambriano Inferior da Polônia, anterior à primeira aparição de trilobitas. Comparando as espécies de Anomalocaris com as de Laggania, as espécies de Laggania não possuíam cauda além de terem uma cabeça muito maior com os olhos que eram localizados atrás em vez da frente da boca, o que teria sido desvantajoso para a caça ativa. Como resultado disto, alguns cientistas tem descrito o Laggania como um animal que se alimentava de plâncton. Contudo, as espécies de Amplectobelua, em contraste com as espécies de Anomalocaris, eram menores e tinham a frente do corpo muito mais ampla com os olhos localizados lateralmente à boca.


