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Mary Shelley

Mary Wollstonecraft Shelley, nascida Mary Wollstonecraft Godwin, mais conhecida por Mary Shelley, foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da feminista e escritora Mary Wollstonecraft.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Em 1840 e 1842, mãe e filho viajaram juntos ao continente, as viagens que Mary Shelley gravou em Andanças na Alemanha e na Itália em 1840, 1842 e 1843 (1844). Em 1844, Sir Timothy Shelley finalmente morreu aos noventa anos, "caindo da haste como uma flor exagerada", como Mary colocou. Pela primeira vez, ela e seu filho foram independentes financeiramente, ainda que a propriedade fosse menos valiosa do que eles esperavam. Em meados da década de 1840, Mary Shelley foi alvo de três chantagistas. Em 1845, um exilado político italiano chamado Gatteschi, a quem ela havia conhecido em Paris, ameaçou publicar cartas que ela lhe tinha enviado. Um amigo de seu filho subornou um delegado de polícia para apreender documentos de Gatteschi, incluindo as cartas que então foram destruídas. Pouco tempo depois, Mary Shelley comprou algumas cartas escritas por ela e Percy Bysshe Shelley de um homem que se chama Byron G. e posou como o filho ilegítimo do falecido Lord Byron. Também em 1845, o primo de Percy Bysshe Shelley, Thomas Medwin, aproximou dela alegando ter escrito uma biografia prejudicial de Percy Shelley. Ele disse que não publicaria em troca de £250, mas Mary Shelley recusou-se.[nota 15]

Infância

Mary Shelley nasceu em Somers Town, Londres. Foi a segunda filha da filósofa feminista, educadora e escritora Mary Wollstonecraft, e a primeira filha do filósofo, escritor e jornalista William Godwin. Wollstonecraft morreu de septicemia puerperal dez dias após Mary nascer. Godwin criou Mary junto com sua meia irmã, Fanny Imlay, filha de Wollstonecraft com o especulador americano Gilbert Imlay. Um ano depois da morte de Wollstonecraft, Godwin publicou suas Memoirs of the Author of A Vindication of the Rights of Woman (1798), com a intenção de ser um tributo sincero e apaixonado. Entretanto, por conta das Memoirs terem revelado o caso de Wollstonecraft e sua filha ilegítima, chocaram a todos. Mary Godwin leu essas memórias e os livros de sua mãe, aumentando a seu amor por ela. A infância de Mary foi feliz, a julgar pelas cartas da governanta e enfermeira de William Godwin, Louisa Jones. Mas Godwin se sentia profundamente aquém de suas forças e percebendo que não conseguiria cuidar das filhas sozinho, procurou por uma segunda esposa. Em dezembro de 1801, casou-se com Mary Jane Clairmont, uma mulher bem-educada com dois filhos jovens —Charles e Claire.[nota 1] A maioria dos amigos de Godwin não gostavam de sua nova esposa, descrevendo-a como violenta e temperamental;[nota 2] mas Godwin foi devotado a ela, e o casamento foi um sucesso. Mary Godwin, por outro lado, detestava sua madrasta. O biografo de William Godwin, C. Kegan Paul mais tarde sugeriu que a Sra. Godwin tinha preferência por sua própria filha em oposição a outra. Em conjunto, os Godwins iniciaram uma empresa de publicidade chamada M. J. Godwin, que vendia livros infantis, assim como artigos de papelaria, mapas e jogos. Entretanto, o negócio não teve lucros e Godwin foi forçado a fazer empréstimos para prosseguir. Ele continuou a pegar empréstimos para pagar as dívidas, gerando cada vez mais problemas. Em 1809, os negócios de Godwin vão à falência e ele estava "perto do desespero". Ele foi salvo da ‘’prisão dos devedores’’ pelos seus seguidores filósofos como Francis Place, que lhe emprestou mais dinheiro.

Percy Bysshe Shelley

Mary Godwin pode ter tido seu primeiro encontro com o poeta-filósofo Percy Bysshe Shelley no intervalo entre duas de suas estadas na Escócia. Antes de ela retornar para casa pela segunda vez em 30 de março de 1814, Percy Shelley vinha se tornando distante da esposa, e regularmente visitava Godwin. O radicalismo de Percy Shelley, principalmente sua visão econômica, inspirada na Justiça Política de Godwin (1793), alienou-o de sua rica família aristocrata: avisaram-no que seguisse os modelos tradicionais da aristocracia, e ele quis doar grandes quantidades do dinheiro da família para causas de ajuda a desamparados. Percy Shelley consequentemente teve dificuldade em ter acesso ao dinheiro antes que o herdasse, porque sua família não queria que ele o gastasse em projetos de "justiça política". Depois de vários meses de promessas, Shelley informou que não queria nem poderia pagar as dívidas de Godwin. Godwin ficou furioso e se sentiu traído.

Lago de Genebra e Frankenstein

Em maio de 1816, Mary Godwin, Percy Shelley, e seu filho viajaram para Genebra com Claire Clairmont, onde planejavam passar o verão com o poeta Lord Byron, cujo caso recente com Claire a tinha deixado grávida. O grupo chegou em Genebra em 14 de maio de 1816, onde Mary passou a se chamar de "Sra. Shelley". Byron se juntou a eles em 25 de Maio com seu jovem médico, John William Polidori, e alugou a Villa Diodati, perto do Lago de Genebra na vila de Cologny; Percy Shelley alugou uma pequena construção chamada Maison Chapuis, próximo à margem do rio. Passaram seu tempo escrevendo, com passeios de barco no lago, e conversando até tarde da noite. "Foi com certeza um verão molhado", Mary Shelley relembrou em 1831, "a chuva incessante, muitas vezes confinou-nos dias dentro de casa".[nota 5] Entre outros assuntos, a conversa virou-se para as experiências do filósofo natural e poeta Erasmus Darwin do século XVIII, que disse ter animado matéria morta, e do galvanismo e a viabilidade de retornar à vida um cadáver ou partes de um corpo. Sentados em torno de uma fogueira na Villa de Byron, os companheiros também se divertiam lendo histórias alemãs de fantasmas, fazendo com que Byron sugerisse que cada um escrevesse o seu próprio conto sobrenatural. Pouco depois, em uma inspiração, Mary Godwin concebeu a ideia de Frankenstein:

Bath e Marlow

No seu retorno à Inglaterra em setembro, Mary e Percy mudaram-se - com Claire Clairmont - estabilizando-se próximo de Bath, onde esperaram manter secreta a gravidez de Claire. Em Cologny, Mary Godwin havia recebido duas cartas de sua meia-irmã, Fanny Imlay, que aludiu à sua vida "infeliz"; em 9 de Outubro, Fanny escreveu uma carta "alarmante" de Bristol o que fez com que Percy Shelley saísse à sua procura, sem sucesso. Na manhã do dia 10 de outubro, Fanny Imlay foi encontrada morta em um quarto em Swansea, juntamente com uma nota de suicídio e uma garrafa de láudano. Em 10 de Dezembro, a esposa de Percy Shelley, Harriet, foi encontrada afogada no lago Serpentine, um lago no Hyde Park, em Londres. Ambos os suicídios foram acobertados. A família de Harriet dificultou os esforços de Percy Shelley - totalmente apoiado por Mary Godwin - para assumir a custódia de seus dois filhos com Harriet. A fim de melhorar sua posição no caso, seus advogados o aconselharam a se casar, de modo que ele e Mary, que estava grávida de novo, se casaram em 30 de dezembro de 1816 na Igreja de St. Mildred, Bread Street, em Londres. Sr. e Sra. Godwin estavam presentes e o casamento acabou com a rusga na família.

Itália

Uma das primeiras tarefas do grupo ao chegar à Itália foi levar Alba para Byron, que vivia em Veneza. Ele concordou em assumi-la, desde que Claire não tivesse mais nada a ver com ela. Os Shelleys então embarcaram em uma existência errante, nunca se estabelecendo num lugar por muito tempo.[nota 8] Ao longo do caminho, eles acumularam um círculo de amigos e conhecidos, que muitas vezes se mudaram com eles. O casal dedicou seu tempo para escrever, ler, aprender, explorar e socializar. A aventura italiana, contudo, acabou para Mary Shelley com a morte de seus filhos - Clara, em setembro de 1818 em Veneza, e William, em junho de 1819 em Roma.[nota 9] Estas perdas a deixaram em uma depressão profunda que a isolava de Percy Shelley, que escreveu em seu caderno:

Retorno a Inglaterra e a carreira de escritora

"Frankenstein é o trabalho mais maravilhoso escrito em vinte anos que eu tenha ouvido falar. Você está agora com vinte e cinco. E, felizmente, tem seguido um caminho de leitura, e cultivado sua mente de forma admirável de modo a torná-la uma grande e bem sucedida autora. Se você não pode ser independente, quem deve ser?" Após a morte de seu marido, Mary Shelley viveu por um ano, com Leigh Hunt e sua família em Gênova, onde muitas vezes ela viu Byron e transcreveu seus poemas. Ela resolveu viver de seus escritos e para seu filho, mas sua situação financeira era precária. Em 23 de Julho de 1823, ela deixou Gênova pela Inglaterra e ficou com o pai e a madrasta na rua Strand até que com uma pequena ajuda de seu sogro, permitiu-lhe ficar nas proximidades. Sir Timothy Shelley havia inicialmente concordado em apoiar o seu neto, Percy Florence, somente se ele fosse entregue a um tutor designado, mas Mary Shelley rejeitou essa ideia imediatamente. Ela conseguiu, de Sir Timothy um subsídio anual (que ela teria que pagar quando Percy Florence herdasse o imobiliário), mas até o fim de seus dias ele se recusou a conhecê-la pessoalmente e tratou com ela somente através de advogados. Mary Shelley se ocupou com a edição de poemas de seu marido, entre outros empreendimentos literários, mas a preocupação por seu filho restringia suas opções. Sir Timothy ameaçou parar o subsídio eventual se qualquer biografia do poeta fosse publicada. Em 1826, Percy Florence tornou-se o herdeiro legal da propriedade Shelley após a morte de Charles Shelley, filho de seu pai e Harriet Shelley. Sir Timothy aumentou o subsídio de Mary de £ 100 por ano para £ 250, mas manteve-se difícil como sempre. Mary Shelley gostava do círculo social de William Godwin, mas a pobreza impedia a socialização que ela desejava. Ela também se sentia marginalizada por aqueles que, como Sir Timothy, ainda desaprovava seu relacionamento com Percy Bysshe Shelley.

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Temas e estilos literários

Mary Shelley viveu uma vida literária. Seu pai a incentivou a aprender a escrever através da escrita de cartas, e sua ocupação favorita quando criança era escrever histórias. Infelizmente, toda a juventude de Mary foi perdida quando ela fugiu com Percy, em 1814, e nenhum de seus manuscritos sobreviventes eram de datas anteriores a esse ano. Seu primeiro trabalho publicado é, ou se julga ter sido, Mounseer Nongtongpaw, versos cômicos escritos para a Biblioteca Juvenil Godwin quando ela tinha dez anos e meio, no entanto, o poema é atribuído a um outro escritor na mais recente coleção autorizada de suas obras. Percy Shelley entusiasticamente incentivou Mary Shelley a escrever: "Meu marido sempre foi muito ansioso para que provasse ser digna da minha filiação, e assim ter meu nome inscrito na página da fama. Estava sempre incitando-me para obter reputação literária ".

Romances

Algumas partes dos romances de Mary Shelley, muitas vezes são interpretados como passagens mascaradas da sua vida. Críticos apontam para a recorrência do motivo pai-filha, em especial, como prova deste estilo autobiográfico. Por exemplo, os críticos frequentemente leram Mathilda (1820) como autobiográfica, identificando os três personagens centrais como versões de Mary Shelley, William Godwin, e Percy Shelley. Mary Shelley confidenciou que ela inspirou os personagens centrais de The Last Man em seu círculo italiano. Lord Raymond, que deixa a Inglaterra para lutar com os gregos e morre em Constantinopla, é baseado em Lord Byron e o utópico Adrian, Conde de Windsor, que leva seus seguidores em busca de um paraíso natural e morre quando afunda o seu barco em uma tempestade, é um retrato ficcional de Percy Bysshe Shelley. No entanto, como ela escreveu em sua resenha do livro de Godwin, Cloudesley (1830), ela não acreditava que os autores "eram apenas cópias de de seus próprios corações". William Godwin foi referido como personagem de sua filha mais como tipos ao invés de retratos da vida real. Alguns críticos modernos, como Patricia Clemit e Jane Blumberg, tomaram a mesma opinião, persistindo em leituras de obras de Mary Shelley como autobiográficas..

Contos

Nos anos 1820 e 1830, Mary Shelley escreveu contos para gift books ou anuais, incluindo dezesseis para The Keepsake, cujo público eram mulheres de classe média e cujas edições eram encadernadas em seda, com bordas douradas nas páginas. Os trabalhos de Mary Shelley neste gênero foram descritos como os de uma "escritora de aluguel" e "prolixos e banais". Contudo, a crítica Charlotte Sussman salienta que outros dos escritores principais da época, como os poetas românticos William Wordsworth e Samuel Taylor Coleridge também se aproveitaram deste mercado lucrativo. Ela explica que "os anuais eram um grande modo de produção literária nos anos 1820 e 1830", sendo The Keepsake o mais bem-sucedido.

Diários de viagem

Quando fugiram para a França no verão de 1814, Mary Godwin e Percy Shelley iniciaram um diário em conjunto, que publicaram em 1817 sob o título de História de uma Turnê de Seis Semanas (History of a Six Weeks' Tour), incluindo quatro cartas, duas de cada um, baseadas em sua visita à Genebra em 1816, junto com o poema "Mont Blanc" de Percy Shelley. O trabalho celebra o amor juvenil e o idealismo político e segue, conscientemente, o exemplo de Mary Wollstonecraft e outros que haviam combinado os atos de viajar e de escrever. A perspectiva da História é filosófica e reformista, diferentemente daquela de um diário de viagem convencional; em especial, aborda os efeitos da política e da guerra na França. As cartas que o casal escreveu na segunda viagem confrontam os "grandes e extraordinários eventos" da derrota derradeira de Napoleão Bonaparte em Waterloo depois de seu Governo dos Cem Dias em 1815. Elas também exploram a sublimidade do lago Léman e do Monte Branco, bem como o legado revolucionário do filósofo e romancista Jean-Jacques Rousseau.

Biografias

Entre 1832 e 1839, Mary Shelley escreveu muitas biografias de importantes homens italianos, espanhóis, portugueses e franceses e de algumas mulheres para a coleção Lives of the Most Eminent Literary and Scientific Men, de Dionysius Lardner. Estas contribuições fizeram parte da Cabinet Cyclopaedia, uma das melhores de diversas séries do tipo produzidas nos anos 1820 e 1830 em resposta à demanda crescente da classe média por autoeducação. Até a republicação destes ensaios em 2002, sua significância dentro do conjunto da obra de Shelley não havia sido reconhecida.[nota 17] Na visão do estudioso Greg Kucich, eles revelam a "extraordinária pesquisa atravessando vários séculos e múltiplas línguas" feita por Mary Shelley, seu dom para a narrativa biográfica, e seu interesse nas "formas nascentes de historiografia feminista". Shelley escreveu num estilo biográfico popularizado pelo crítico Samuel Johnson em seu Lives of the Poets (1779–81), combinando fontes secundárias, memórias e anedotas, e avaliação autoral. Ela registra detalhes da vida de cada escritor e personagem, cita seus escritos na língua original e em traduções, e termina com uma avaliação crítica de suas realizações.

Trabalho editorial

"As qualidades que surpreenderam qualquer um recém introduzido a Shelley foram, primeiro, uma bondade gentil e cordial que animou seu relacionamento com afeto acolhedor, e útil simpatia. A outra, a avidez e o ardor com os quais ligou-se à causa da felicidade e melhoria humana." — Mary Shelley, "Preface", Poetical Works of Percy Bysshe Shelley Logo depois da morte de Percy Shelley, Mary Shelley determinou-se a escrever sua biografia. Numa carta de 17 de novembro de 1822, ela anunciou: "Escreverei sua vida — e, assim, me ocuparei da única maneira pela qual posso obter consolo". Contudo, seu sogro, Sir Timothy Shelley, a baniu, na prática, de fazê-lo.[nota 18] Mary começou a promover a reputação poética de Percy em 1824, com a publicação de seus Poemas Póstumos. Em 1839, enquanto estava trabalhando em Lives, ela preparou uma nova edição das poesias de Shelley, que se tornou, nas palavras da estudiosa Susan Wolfson, "o evento canonizante" na história da reputação de seu marido. No ano seguinte, Mary Shelley editou um volume dos ensaios, cartas, traduções e fragmentos de Percy Shelley e, durante os anos 1830, ela apresentou sua poesia a um público mais amplo, publicando diversos trabalhos na revista The Keepsake.

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Reputação

Em vida, Mary Shelley foi levada a sério como escritora, embora críticos, em geral, não tenham percebido o conteúdo político de seus escritos. Depois de sua morte, contudo, ela foi lembrada como a esposa de Percy Bysshe Shelley e autora de Frankenstein. Com efeito, na introdução de sua correspondência publicada em 1945, o editor Frederick Jones escreveu, "uma coleção do presente tamanho não poderia ser justificada pela qualidade geral das cartas ou pela importância de Mary Shelley como escritora. É como esposa de [Percy Bysshe Shelley] que ela desperta nosso interesse". Esta atitude ainda não havia desaparecido em 1980, quando Betty T. Bennett publicou o primeiro volume da correspondência completa de Mary Shelley. Como ela explica, "o fato é que, até recentemente, estudiosos consideraram, de maneira geral, Mary Wollstonecraft Shelley como um resultado: a filha de William Godwin e Mary Wollstonecraft que se tornou o Pigmaleão de Shelley". A primeira biografia acadêmica completa — Mary Shelley: Romance and Reality, de Emily Sunstein — só veio a ser publicada em 1989.

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Lista de obras selecionadas

Coleções dos papéis de Mary Shelley estão localizadas na Lord Abinger's Shelley Collection guardadas na Biblioteca Bodleiana, na Biblioteca Pública de Nova Iorque (em especial na The Carl H. Pforzheimer Collection of Shelley and His Circle), na Biblioteca Huntington, na Biblioteca Britânica e na Coleção John Murray.

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