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Jack London

John Griffith Chaney, mais conheido como Jack London, foi um escritor, jornalista e ativista social estadunidense. Pioneiro no que era, então, o novo mundo das revistas comerciais de ficção, London foi um dos primeiros romancistas a obter celebridade mundial somente com suas histórias, além de uma grande fortuna. Dentre suas obras mais conhecidas, estão The Call of the Wild, Before Adam, White Fang e The Sea Wolf.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Vida

Imagem: origamidon · BY-NC-ND · Openverse

Muitas fontes mais antigas descrevem a morte de London como suicídio, e algumas ainda o fazem. Essa conjectura parece ser um rumor, ou especulação baseada em incidentes em seus escritos ficcionais. Sua certidão de óbito declara a causa da morte como uremia, após cólica renal aguda, um tipo de dor frequentemente descrito como "a pior dor […] jamais experimentada", comumente causada por cálculos renais. Uremia também é conhecida como envenenamento urêmico. London morreu em 22 de novembro de 1916, em uma varanda de um chalé de seu rancho. Sentia dores extremas e tomava morfina, sendo possível que uma sobredose de morfina, acidental ou deliberada, tenha causado sua morte. A ficção de London descrevia suicídio. Em sua novela autobiográfica Martin Eden, o protagonista comete suicídio por afogamento. Em seu romance autobiográfico John Barleycorn, ele alega uma vez, quando jovem e bêbado, ter cambaleado e caído ao mar na Baía de São Francisco, "subitamente obcecado por um vago pensamento de me deixar levar pela maré". London disse que ficou à deriva e quase conseguiu se afogar, antes de recuperar a sobriedade e ser resgatado por pescadores. No desenlace de “The Little Lady of the Big House”, a heroína, confrontada com a dor de um tiro mortal, comete suicídio com morfina, com ajuda de um médico.

Vida familiar

Os biógrafos de London acreditam que ele era filho do astrólogo William Chaney. A mãe de London, Flora Wellman, uma professora de música e espiritualista que alegava receber o espírito de um chefe indígena, vivia com Chaney em São Francisco e engravidou. Conforme um relato de Flora Wellman, registrado pelo San Francisco Chronicle de 4 de junho de 1875, Chaney exigiu que ela fizesse um aborto. Quando se recusou, Chaney negou qualquer responsabilidade pela criança. Ela, em desespero, atirou em si própria, ficando superficialmente ferida. Logo que o bebê nasceu, Flora entregou-o à ex-escrava Virginia Prentiss, que seria uma figura por toda a vida de London.

Infância e juventude

London nasceu próximo às ruas Terceira e Brannan em São Francisco. A casa queimou em um incêndio após o terremoto de 1906 em São Francisco. A Sociedade Histórica da Califórnia instalou uma placa no local em 1953. Embora fosse uma família de classe trabalhadora, não era tão pobre quanto London alegaria em relatos posteriores. London foi, essencialmente, um autodidata. Em 1885, ele leu Signa, o longo romance vitoriano de Ouida. Segundo ele, essa foi a semente de seu sucesso literário. E em 1886, na Biblioteca Pública de Oakland, ele encontrou uma simpática bibliotecária, Ina Coolbrith, que o encorajou a aprender (mais tarde, ela se tornaria a primeira poetisa premiada da Califórnia e figura importante na comunidade literária de São Francisco).

A corrida do ouro e o primeiro sucesso

Em 12 de julho de 1897, London, então com 21 anos, e seu cunhado James Shepard embarcaram para tomar parte na Corrida do Ouro do Klondike, que se tornaria o cenário de suas primeiras histórias de sucesso. A passagem de London pelo Klondike, contudo, prejudicou sua saúde. Como tantos outros homens mal alimentados nas lavras de ouro, London desenvolveu escorbuto. Suas gengivas incharam, fazendo com que perdesse seus quatro dentes da frente. Uma dor agonizante constante afligia seus quadris e os músculos de suas pernas e seu rosto ficou vincado por marcas que sempre o lembrariam de sua luta no Klondike. O padre William Judge, “o Santo de Dawson”, tinha instalações em Dawson onde oferecia abrigo, alimento e qualquer remédio que pudesse obter para London e outros. Seus esforços inspiraram um dos contos de London, "To Build a Fire" ("A fogueira"), que muitos críticos consideram o seu melhor.

Primeiro casamento (1900–1904)

London se casou com Elizabeth Maddern, ou Bessie, em 7 de abril de 1900, no mesmo dia em que The Son of the Wolf ("O filho do lobo") foi editado. Bessie fizera parte de seu círculo de amizades por alguns anos. Durante o casamento, London continuou sua amizade com Anna Strunsky, sendo coautora de The Kempton-Wace Letters, um romance epistolar que contrasta duas filosofias do amor. Anna, escrevendo as cartas de "Dane Kempton", defendia uma visão romântica do casamento, enquanto London, escrevendo as cartas de "Herbert Wace", argumentava por uma visão científica, baseada no darwinismo e na eugenia. No romance, a personagem de ficção contrastava com a mulher que London conhecia.

Segundo casamento (1905-1916)

London havia sido apresentado a Charmian Kittredge por seu editor da MacMillan, George Platt Brett, quando Kittredge era sua secretária. Após se divorciar de Bessie Maddern, London se casou com Kittredge, em 1905. Ela tornou-se sua companheira inseparável em cavalgadas e pescarias, passando a acompanhar também a criação e o desenvolvimento dos seus originais. Enquanto estiveram juntos, viajaram diversas vezes, incluindo um cruzeiro no iate Snark para o Havaí e a Austrália. Muitas das histórias de London se baseiam em suas visitas ao Havaí, a última delas por dez meses, começando me dezembro de 1915. O casal também visitou Goldfield, Nevada, em 1907, onde foram hóspedes dos irmãos Bond, os senhorios de London em Dawson. Os irmãos Bond trabalhavam em Nevada como engenheiros de minas.

O Rancho Beauty (1905–1916)

Em 1905, London comprou um rancho de 1 000 acres (4 km²) Glen Ellen, condado de Sonoma, Califórnia, na encosta leste da Montanha Sonoma, por 26 450 dólares, escrevendo que "Juntamente com minha esposa, o rancho é a coisa que mais prezo neste mundo." Ele tentou desesperadamente fazer do rancho um empreendimento comercial bem-sucedido. Escrever, que sempre fora um empreendimento comercial para London, então se tornara mais ainda um meio para um fim: "Escrevo com nenhum outro propósito senão fazer crescer a beleza que agora pertence a mim. Escrevo um livro por nenhum outro motivo que não seja acrescentar três ou quatro centenas de acres à minha magnífica propriedade." Após 1910, seus trabalhos literários eram, na maioria, mundanos, escritos para atender à necessidade de receita para o rancho.

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Acusações de plágio

Imagem: origamidon · BY-NC-ND · Openverse

London era vulnerável a acusações de plágio, não somente por ser um escritor celebrado, prolífico e bem-sucedido, mas também por causa de seus métodos de trabalho. Em uma carta a Elwyn Hoffman, escreveu, "você sabe, expressar, para mim, é mais fácil que inventar". London comprou enredos e romances do jovem Sinclair Lewis e usou incidentes recortados de jornais como material para seus textos. Egerton R. Young alegou que The Call of the Wild foi retirado de seu livro My Dogs em Northland. London reconheceu ter usado o livro como uma fonte e disse ter escrito a Young para agradecer. Em julho de 1901, duas peças de ficção apareceram no mesmo mês: "Moon-Face", de London, no San Francisco Argonaut, e "The Passing of Cock-eye Blacklock", de Frank Norris, no Century. Os jornais mostraram as similaridades entre as histórias, que London disse serem "bem diferentes no modo de tratamento, [mas] evidentemente com mesma base e motivo". London explicou que ambos os escritores basearam suas histórias na mesma reportagem. Um ano depois, descobriu-se que Charles Forrest McLean publicara uma história de ficção baseada no mesmo incidente.

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