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Reino Unido

Reino Unido, oficialmente Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, é um país insular localizado em frente à costa noroeste do continente europeu. O atual Reino Unido foi formado após o surgimento do Estado Livre Irlandês em 1922, que conquistou independência da coroa britânica. O Estado soberano localiza-se na ilha da Grã-Bretanha, e na parte nordeste da ilha da Irlanda, além de muitas outras ilhas menores. A Irlanda do Norte é a única parte do Reino Unido com uma fronteira terrestre, no caso, com a República da Irlanda. Fora essa fronteira terrestre, o país é cercado pelo oceano Atlântico, o mar do Norte, o canal da Mancha e o mar da Irlanda. A maior ilha, a Grã-Bretanha, é conectada com a França pelo Eurotúnel.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Etimologia e terminologia

O Tratado de União de 1707 declarou que os reinos de Inglaterra e Escócia estavam "unidos em um reino sob o nome de Grã-Bretanha", embora o novo Estado também seja referido no tratado Reino Unido da Grã-Bretanha e Reino Unido. O termo "Reino Unido" era usado de forma informal durante o século XVIII e o país era ocasionalmente referido como "Reino Unido da Grã-Bretanha". O Ato de União de 1800 uniu o Reino da Grã-Bretanha e o Reino da Irlanda em 1801 e criou o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. O nome Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte foi adotado pelo Ato de 1927 e refletia a independência do Estado Livre da Irlanda e a Partição da Irlanda em 1922, que deixou a Irlanda do Norte como a única parte da ilha da Irlanda sob domínio do Reino Unido. Embora o Reino Unido, como um Estado soberano, seja um país, Inglaterra, Escócia, País de Gales e (mais controversa) a Irlanda do Norte também são consideradas "países", embora não sejam Estados soberanos. A Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte possuem um governo próprio, embora limitado pelo Parlamento Britânico. O site britânico do primeiro-ministro usou a frase "países dentro de um país" para descrever o Reino Unido. No que diz respeito à Irlanda do Norte, o uso do nome descritivo "pode ser controverso, sendo a escolha muitas vezes reveladora de preferências políticas". Entre os termos utilizados para a Irlanda do Norte estão "região" e "província".

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História

Pré-história, Antiguidade e Idade Média

Os primeiros assentamentos de seres humanos anatomicamente modernos no que viria a tornar-se o Reino Unido se formaram em ondas imigratórias que começaram há cerca de 30 mil anos. No final do período pré-histórico da região, acredita-se que a população do local tenha pertencido, principalmente, a uma cultura denominada de Celtas Insulares, compreendendo a Bretanha-Bretônica e Irlanda gaélica. A conquista romana, que começou em 43 d.C., e a sua ocupação do sul da Grã-Bretanha por 400 anos foi seguida por uma invasão por colonos germânicos anglo-saxões, reduzindo a área bretônica principalmente ao que mais tarde se tornou o País de Gales. A região ocupada pelos anglo-saxões se tornou unificada como o Reino da Inglaterra no século X. Entretanto, os falantes do gaélico no noroeste da Grã-Bretanha (com ligações ao nordeste da Irlanda e que, tradicionalmente, migraram de lá no século V), uniram-se com os pictos para criar o Reino da Escócia no século IX.

Era moderna

No início da Idade Moderna foi palco de conflitos religiosos resultantes da Reforma Protestante e da introdução de igrejas estatais protestantes em cada país. Gales foi totalmente incorporado ao Reino da Inglaterra e a Irlanda se constituiu como um reino em união pessoal com a coroa inglesa. No território que se tornaria a Irlanda do Norte, as terras da nobreza gaélica católica independente foram confiscadas e dadas aos colonos protestantes da Inglaterra e da Escócia. Em 1603, os reinos de Inglaterra, Escócia e Irlanda, foram unidos em uma união pessoal quando Jaime VI da Escócia, herdou a coroa da Inglaterra e da Irlanda e mudou a sua corte de Edimburgo para Londres; cada país, no entanto, manteve-se como uma entidade política separada e suas instituições políticas distintas. Em meados do século XVII, todos os três reinos estavam envolvidos em uma série de guerras interligadas (incluindo a Guerra Civil Inglesa), o que levou a uma temporária queda da monarquia e ao estabelecimento de uma república unitária de curta duração chamada Comunidade da Inglaterra, Escócia e Irlanda.

Tratado de União

Em 1 de maio de 1707 foi criado o Reino Unido da Grã-Bretanha, normalmente referido depois por Reino da Grã-Bretanha, criado pela união política do Reino da Inglaterra (que incluía o uma vez independente Principado de Gales) e o Reino da Escócia. Isso foi o resultado do Tratado de União assinado em 22 de julho de 1706, e depois ratificado pelos parlamentares de Inglaterra e Escócia passando a um Ato de União em 1707. Quase um século depois, o Reino da Irlanda, que estava sob controle inglês entre 1541 e 1691, uniu-se ao Reino da Grã-Bretanha no Ato de União de 1800. Embora Inglaterra e Escócia tivessem sido países separados antes de 1707, eles tinham uma união pessoal desde 1603, quando Jaime VI da Escócia herdou o trono do Reino da Inglaterra, tornando-se Rei Jaime I da Inglaterra e, assim, trocando Edimburgo por Londres.

Da união com a Irlanda à Primeira Guerra Mundial

No seu primeiro século, o Reino Unido participou ativamente no desenvolvimento das ideias ocidentais sobre o sistema parlamentar, assim como produziu significantes contribuições à literatura, às artes e à ciência. A Revolução Industrial transformou o país e impulsionou o Império Britânico. Durante esse tempo, assim como outras grandes potências, o Reino Unido esteve envolvido com a exploração colonial, incluindo o comércio de escravos no Atlântico (até 1807, quando o Reino Unido proibiu o tráfico de escravos com o Ato contra o Comércio de Escravos de 1807). Depois da derrota de Napoleão nas Guerras Napoleônicas, o Reino Unido tornou-se a principal potência naval do século XIX. O Reino Unido permaneceu como um poder eminente até a metade do século XX, e seu império atingiu o seu limite máximo em 1921, ganhando da Liga das Nações o domínio sobre as ex-colônias alemãs e otomanas depois da Primeira Guerra Mundial.

Período entre-guerras, Segunda Guerra Mundial e contemporaneidade

Os primeiros anos do pós-guerra observaram o estabelecimento do Estado de bem-estar social britânico, incluindo um dos primeiros e mais completos serviços públicos de saúde do mundo, enquanto a demanda de uma economia em recuperação trouxe imigrantes de toda a Commonwealth para criar uma Grã-Bretanha multiétnica. Embora os novos limites do papel político da Grã-Bretanha foram confirmados na Crise do Suez de 1956, a disseminação internacional da língua inglesa confirmou o impacto de sua literatura e cultura pelo mundo, ao mesmo tempo, a partir da década de 1960 a cultura popular britânica também obteve influência no exterior. Após um período de recessão econômica global e competição industrial na década de 1970, a década seguinte foi palco de lucros substanciais provindos do petróleo do Mar do Norte e forte crescimento econômico.

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Geografia

A área total do Reino Unido é de aproximadamente 245 000 quilômetros quadrados compreendendo a maior parte das Ilhas Britânicas, incluindo a ilha da Grã-Bretanha, o nordeste da ilha da Irlanda (Irlanda do norte) e outras pequenas ilhas. É banhado pelo Oceano Atlântico Norte e o mar do Norte e está a 35 quilômetros da costa noroeste da França, separados pelo Canal da Mancha. A Grã-Bretanha se situa entre as latitudes 49° e 59°N (as Ilhas Shetland estão próximas do 61°N), e as longitudes 8°W e 2°E. A Inglaterra corresponde a praticamente a metade da área total do Reino Unido, cobrindo 130 410 quilômetros quadrados. A maior parte do país é consistida em planícies e terras montanhosas no noroeste da linha Tees-Exe. Cadeias de montanhas são encontradas no noroeste (montanhas Cumbrianas do Lake District), no norte (o pântano dos Peninos e as colinas de calcário do Peak District) e no sudoeste (Exmoor e Dartmoor). Lugares mais baixos incluem as colinas de calcário da ilha de Purbeck, Costwolds e Lincolshire Worlds, e crés da formação de crés do sul da Inglaterra. Os principais rios e estuários são o Tâmisa, o Severn e o estuário de Humber. A maior montanha do país é o pico Scafell, localizado no Lake District com 978 metros.

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Demografia

No censo de 2021, a população total do Reino Unido era constituída de 66,9 milhões de habitantes, a quinta maior no Commonwealth e a 21ª maior no mundo. Na metade de 2006, estimou-se que a população aumentou para 60 587 300 habitantes. Muito desse aumento se deve principalmente à imigração, mas também ao aumento da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida. Cerca de 16% da população do Reino Unido é formada por imigrantes. A população da Inglaterra na metade de 2025 era estimada em 58 milhões de habitantes, fazendo com que ela seja um dos países mais povoados no mundo com 450 residentes por quilômetro quadrado. Cerca de um quarto da população do Reino Unido vive no sudeste da Inglaterra e é predominantemente urbana e suburbana, com uma população estimada em 9 milhões vivendo na capital Londres. As estimativas de 2025 colocavam a população da Escócia em 5,5 milhões de pessoas, País de Gales em 3,1 milhões de pessoas e Irlanda do Norte em 1,9 milhões, com uma densidade populacional muito mais baixa que a da Inglaterra (58 milhões). Comparada a taxa de 383 habitantes por quilômetro quadrado da Inglaterra, a ordem fica em 142 hab./km² para o País de Gales, 125 hab./km² para a Irlanda do Norte e apenas 65 hab./km² para a Escócia.

Composição étnica

Atualmente a população do Reino Unido é descendente de várias etnias, dentre as quais: pré-Céltica, Céltica, Romana, Anglo-saxã e Normanda. Desde 1945, laços criados durante a época do Império Britânico tem contribuído com uma imigração substancial, especialmente da África, Caribe e Sudeste Asiático. Em 2001, 92,1% da população identificava-se como sendo "branca", e 7,9% da população do Reino Unido identificava-se como de raça "mista" ou de alguma minoria étnica. Em 2021, cerca de 7 milhões de pessoas que residiam no Reino Unido nasceram no estrangeiro (16% da população). Desses, quatro milhões (6% da população) nasceram em países da União Europeia (UE), enquanto 6,8 milhões (10% da população) nasceram fora da UE. A diversidade étnica varia significantemente ao longo do Reino Unido. Cerca de 40% da população de Londres e 37,4% da de Leicester era estimada de ser não branca em junho de 2005, enquanto menos de 5% das populações do Nordeste, do Sudoeste da Inglaterra e do País de Gales eram de minorias étnicas segundo o censo de 2001.

Migração

Cerca de 16% da população no Reino Unido é formada por imigrantes, a maioria da Europa mas também um enorme percentual vindo da Ásia (especialmente Índia e outras ex-colônias britânicas), com um numero oficial de 7 milhões de imigrantes legais só na Grã-Bretanha. Em contraste com alguns outros países europeus, a alta imigração de nascidos no exterior está contribuindo para o aumento da população, contando por quase metade do crescimento da população entre 1991 e 2001. As últimas estimativas oficiais (2006) mostram que a imigração líquida do Reino Unido era de 191 000 (591 000 imigrantes e 400 000 emigrantes) contra 185 000 em 2005 (ou seja, houve uma perda de 126 000 britânicos e o ganho de 316 000 cidadãos estrangeiros). Um em seis eram de países do Leste Europeu, com grandes números provenientes dos países da Commonwealth. Imigração proveniente do subcontinente indiano, principalmente devido à reunião familiar, contava por 2/3 da imigração liquida. Em contraste, ao menos 5,5 milhões de pessoas nascidas britânicas estavam vivendo fora do Reino Unido. Os destinos mais populares para a emigração eram a Austrália, Espanha, França, Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Religião

A religião oficial do Reino Unido é a Igreja de Inglaterra, cuja soberania está assegurada pelo Monarca. Em contrapartida, a Igreja Presbiteriana é a religião oficial da Escócia, um dos países que compõem o Reino Unido. A Igreja Batista e Adventista também se professam, assim como o Islamismo e o Judaísmo, formando o conjunto mais numeroso. A lei britânica assegura a liberdade de culto, ainda que algumas nações constituintes aceitem uma religião como oficial; e outras (como Irlanda do Norte e País de Gales) declarem-se estados aconfessionais ou laicos. O Tratado de União, que levou à formação do Reino Unido, assegurou que haveria uma sucessão protestante, bem como uma ligação entre a Igreja e o Estado, que ainda permanece.

Idiomas

Embora o Reino Unido não tenha uma língua de jure, a língua mais falada é o inglês, uma língua germânica ocidental descendente do inglês antigo compartilhando um grande número de palavras do norueguês antigo, francês normando e o latim. A língua inglesa foi espalhada pelo mundo (principalmente devido ao Império Britânico) e tornou-se a língua dos negócios no mundo. Em todo o mundo, é falada como segunda língua mais do que qualquer outra. As outras línguas indígenas do Reino Unido são o scots (que é próxima ao inglês) e quatro línguas celtas. As últimas se dividem em dois grupos: duas línguas P-celtas (galês e o córnico); e duas Q-celtas (irlandês e o gaélico escocês). Influências dos dialetos celtas cúmbrico persistiram no Norte da Inglaterra por séculos, mais celebremente em um conjunto de números usados para contar ovelhas. No censo de 2001, mais de um quinto (21%) da população do País de Gales disse saber falar o galês, um aumento do censo de 1991 (18%). Ainda, estima-se que cerca de 200 mil pessoas que falam o galês moram na Inglaterra. O galês e o gaélico escocês também são falados em pequenos grupos em outras partes do mundo, onde o gaélico ainda é falado na Nova Scotia, Canadá, e o galês na Patagônia, Argentina.

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Governo e política

O Reino Unido é um Estado unitário e uma monarquia constitucional que tem Carlos III como chefe de Estado. O monarca do Reino Unido também atua como chefe de Estado de outros quinze países da Commonwealth, colocando o Reino Unido em uma união pessoal com aqueles outros países. A Coroa tem soberania sobre a ilha de Man e os Bailiados de Jersey e Guernsey. Em conjunto, estes três territórios são conhecidos como as dependências da Coroa, terras pertencentes ao monarca britânico, mas que não fazem parte do Reino Unido. No entanto, o Parlamento do Reino Unido tem autoridade para legislar sobre as dependências, e o governo britânico cuida das relações exteriores e da defesa das dependências.

Governo

O Reino Unido tem um governo parlamentar baseado em fortes tradições: o Sistema Westminster, foi copiado em todo o mundo - um legado do Império Britânico. A Constituição do Reino Unido governa o quadro jurídico do país, e é composto principalmente de fontes escritas, incluindo estatutos, jurisprudência e tratados internacionais. Como não existe diferença técnica entre estatutos comuns e leis, considerados "direito constitucional", o parlamento britânico pode executar "reformas constitucionais" simplesmente pela aprovação de atos parlamentares e, portanto, tem o poder para alterar ou abolir quase qualquer elemento escrito ou não escrito da constituição. No entanto, o parlamento não pode aprovar leis que os futuros parlamentares não possam mudar. O Reino Unido é um dos três países no mundo de hoje que não têm uma constituição codificada (sendo os outros dois a Nova Zelândia e Israel).

Administrações nacionais descentralizadas

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm cada um seu próprio governo ou poder executivo devolvido, ou seja, liderado por um primeiro-ministro (ou, no caso da Irlanda do Norte, um primeiro-ministro e um vice-primeiro-ministro em diarquia) e por uma legislatura unicameral local e independente. A Inglaterra, o maior país do Reino Unido, não tem um poder executivo ou uma legislatura própria e é administrada e legislada diretamente pelo governo e pelo parlamento do Reino Unido em relação a todos os assuntos nacionais. Esta situação deu origem à chamada "questão West Lothian", que descreve o fato de deputados de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte poderem votar, por vezes de forma decisiva, sobre assuntos que afetam apenas a Inglaterra. A Comissão McKay do parlamento britânico relatou este assunto em março de 2013 e recomendou que as leis que afetem apenas a Inglaterra devem precisar de apoio de uma maioria de deputados ingleses.

Legislação e justiça penal

O Reino Unido não tem um sistema jurídico único devido ao ato de união dos países anteriormente independentes, cujo artigo 19 do Tratado da União Britânica garante a continuação da existência do distinto sistema jurídico da Escócia. Hoje o Reino Unido tem três sistemas jurídicos: o direito inglês, a lei da Irlanda do Norte e o direito escocês. As recentes alterações constitucionais deram lugar a uma nova Suprema Corte no Reino Unido que entrou em vigor no dia 1 de outubro de 2009 assumindo o papel do atual Comitê de Apelação da Câmara dos Lordes, nos processos jurídicos, obedecendo as novas leis da Reforma Constitucional de 2005. O Comitê Judicial do Conselho Privado, é composto, tradicionalmente, pelos mesmos membros do Comitê de Apelação da Câmara dos Lordes, e foi o mais alto tribunal de recurso para vários países independentes da Commonwealth, dos territórios ultramarinos do Reino Unido, e das dependências da coroa britânica, contudo devido as reformas do Parlamento, a Câmara sofreu uma redução de sua ação sobre os tribunais britânicos.

Relações internacionais

O Reino Unido é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, membro da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth), do G8, G7, G20, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização Mundial do Comércio (OMC), Conselho da Europa, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O Reino Unido coloca uma ênfase particular sobre a sua "relação especial" com os Estados Unidos. Outros aliados britânicos incluem a União Europeia e os membros da OTAN, os países da Commonwealth e outros, como o Japão. A presença global da Grã-Bretanha e sua influência é ainda mais ampliada por meio de suas relações comerciais, a assistência oficial ao desenvolvimento, e suas forças armadas, que mantêm cerca de oitenta instalações militares e outras implantações em todo o mundo.

Forças armadas

De acordo com várias fontes, incluindo o Ministério da Defesa, o Reino Unido tem a terceira ou quarta maior despesa militar do mundo, apesar de ter apenas a 25ª maior forças armadas por número de tropas. O total de gastos com a defesa é atualmente responsável por 2,5% do total do PIB do país. O Exército Britânico, a Marinha Real Britânica e a Força Aérea Real Britânica formam as forças armadas britânicas. As três forças são geridas pelo Ministério da Defesa e controladas pelo Conselho de Defesa, presidido pelo Secretário de Estado da Defesa. O Reino Unido possui as maiores força aérea e marinha da Europa e as segundas maiores da OTAN. A Marinha Real é uma das três maiores marinhas de guerra do mundo, juntamente com a Marinha Francesa e a Marinha dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa assinou, em 3 julho de 2008, contratos no valor de 3,2 bilhões de libras esterlinas para construir dois novos superporta-aviões.

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Subdivisões

A história da administração local no Reino Unido é marcada por pouca mudança no regime que precedeu a União até o século XIX e a partir daí houve uma constante evolução do papel e da função dos governos locais. As mudanças não ocorrem nos diferentes países do Reino Unido de modo uniforme e com a delegação de poder para os governos locais da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte significa que é pouco provável que as próximas alterações sejam também uniformes. A organização do governo local na Inglaterra é complexo, com a distribuição das funções variando de acordo com as tradições locais. A legislação relativa à administração local, na Inglaterra, é decidida pelo parlamento do Reino Unido e o Governo do Reino Unido, porque a Inglaterra não tem o seu próprio parlamento. O referendo que ocorreu na Grande Londres em 1998 revelou que a maioria da população era a favor sobre ter uma assembleia e um prefeito eleitos diretamente, e esperava-se que outras regiões também tivessem suas próprias assembleias regionais também eleitas diretamente. Entretanto, a rejeição através de um referendo em 2004 sobre a proposta de uma assembleia no Nordeste da Inglaterra e desde então essa ideia não foi para frente. Abaixo do nível regional, Londres é constituída por 32 boroughs e o resto da Inglaterra tem conselhos municipais e conselhos distritais.

Dependências

O Reino Unido tem soberania sobre dezessete territórios que não fazem parte do próprio Reino Unido, 14 territórios britânicos ultramarinos e três dependências da Coroa. Os quatorze territórios britânicos ultramarinos são Anguilla; Bermudas; o Território Antártico Britânico; o Território Britânico do Oceano Índico; as Ilhas Virgens Britânicas; Ilhas Cayman; Ilhas Falkland; Gibraltar; Montserrat; Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha; Turks e Caicos; Ilhas Pitcairn, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul; e as Zonas de soberania sobre Chipre. A reivindicações britânicas na Antártida não são universalmente reconhecidas. Juntos, os territórios ultramarinos do Reino Unido abrangem uma superfície aproximada de 1 728 000 km² e uma população de aproximadamente 260 000 pessoas. Eles são remanescentes do Império Britânico; vários fizeram votações para permanecer como territórios britânicos.

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Economia

O Reino Unido tem uma economia de mercado parcialmente regulada. O Reino Unido é hoje a quinta maior economia do mundo e a terceira maior da Europa, depois da Alemanha e da França, tendo caído atrás da França em 2008, pela primeira vez em mais de uma década. O HM Treasury, liderado pelo Chanceler do Tesouro, é o responsável pelo desenvolvimento e pela execução da política do governo britânico para as finanças públicas e a economia. O Banco da Inglaterra é o banco central do Reino Unido e é responsável pela emissão de moeda da nação, a libra esterlina. Os bancos na Escócia e na Irlanda do Norte têm o direito de emitir suas próprias notas. A libra esterlina é a terceira maior moeda de reserva mundial, depois do dólar americano e do euro. Desde 1997, o Comitê de Política Monetária do banco da Inglaterra, presidido pelo Governador do Banco de Inglaterra, tem sido responsável pela fixação das taxas de juros no nível necessário para atingir a meta de inflação para a economia global que é definida pelo Chanceler anualmente.

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Infraestrutura

Transportes

Os sistemas de transporte do Reino Unido são de responsabilidade de cada país. O sistema inglês de transporte é de responsabilidade do Departamento Britânico de Transporte (que também é responsável por algumas questões de transporte na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) com a Highways Agency sendo a agência executiva responsável pelas estradas e autoestradas na Inglaterra além da empresa privada M6 Toll. O Departamento de Transporte constatou que o congestionamento é um dos mais sérios problemas e que isso custaria aos cofres ingleses 22 bilhões de libras esterlinas em desperdício de tempo até 2025 se o problema não fosse resolvido. De acordo com o relatório Eddington de 2006, patrocinado pelo governo, o congestionamento põe em risco a economia, a menos que seja contida com a implementação de pedágios e a expansão da malha rodoviária.

Educação

Cada país do Reino Unido tem um sistema educacional independente, sendo que o poder de cada um deles sobre temas educacionais locais foi devolvido aos governos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte pelo Parlamento Britânico. A educação na Inglaterra é de responsabilidade da Secretaria Pública para a Criança, Escolas e Famílias e pela Secretaria Público para Inovação, Universidades e Habilidades, embora o cotidiano da administração e o financiamento das escolas públicas sejam de responsabilidade das Autoridades Locais para a Educação. A educação pública universal na Inglaterra e no País de Gales foi introduzida no nível primário em 1870 e no nível secundário em 1900. A educação é obrigatória dos cinco aos 16 anos de idade (15 se nascido no final de julho ou em agosto). A Inglaterra tem algumas das melhores universidades do mundo, como Cambridge, Oxford e Londres, classificadas entre as 20 melhores do planeta pelo World University Rankings de 2007, elaborado pela Times Higher Education. A maioria das crianças é educada nas escolas públicas, mas apenas uma pequena proporção delas atinge o mínimo de habilidade acadêmica exigido pelo governo. Mesmo com uma recente queda, a proporção de crianças na Inglaterra que frequentam escolas privadas ainda atinge mais que 7% do total de estudantes.

Ciência e tecnologia

Inglaterra e Escócia foram os principais centros da Revolução Científica do século XVII e o Reino Unido liderou a Revolução Industrial do século XVIII, além de ter continuado a produzir cientistas e engenheiros creditados por avanços importantes. Entre os maiores teóricos britânicos dos séculos XVII e XVIII está Isaac Newton, cujas leis de movimento e iluminação da gravitação universal têm sido vistas como uma pedra angular da ciência moderna. Charles Darwin, no século XIX, formulou a teoria da evolução por seleção natural, que foi fundamental para o desenvolvimento da biologia moderna, e James Clerk Maxwell formulou a teoria eletromagnética clássica. Mais recentemente, Stephen Hawking, que tem avançado teorias importantes nos campos da cosmologia, gravitação quântica e pesquisa sobre buracos negros.

Saúde

O sistema de saúde no Reino Unido é descentralizado e cada país tem seu próprio sistema privado e com financiamento público, juntamente com tratamentos alternativos, holísticos e complementares. A saúde pública é fornecida a todos os residentes do Reino Unido e é permanente e gratuita, paga pelos impostos gerais. A responsabilidade política e operacional dos sistemas de assistência médica britânicos encontra-se sob quatro governos executivos nacionais; a saúde na Inglaterra é de responsabilidade do Governo de Sua Majestade; na Irlanda do Norte é de responsabilidade do poder executivo do país; na Escócia é de responsabilidade do governo escocês; e no País de Gales é de responsabilidade do governo galês. Cada National Health Service (Serviço Nacional de Saúde) tem políticas e prioridades diferentes, resultando em diferenças entre os países do Reino Unido. No entanto, organizações reguladoras abrangem todo o território britânico, como o General Medical Council e o Nursing and Midwifery Council, além de instituições não governamentais, como Royal Colleges.

Energia

Em 2006, o Reino Unido foi o 9º maior consumidor e o 15º maior produtor de energia do mundo. Em 2007, o Reino Unido teve uma produção total de energia de 9,5 quatrilhões de BTUs, sendo que seus componentes foram o petróleo (38%), gás natural (36%), carvão (13%), nuclear (11%) e outras energias renováveis (2%). Em 2009, o Reino Unido produziu 1,5 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d) e consumiu 1,7 milhões de bbl/d. A produção petrolífera está em declínio e o Reino Unido tem sido um importador líquido de petróleo desde 2005. Em 2010, o Reino Unido tinha cerca de 3,1 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo bruto. Em 2009, o Reino Unido foi o 13º maior produtor de gás natural do mundo e o maior produtor da UE. A produção está em declínio e o Reino Unido tem sido um importador líquido de gás natural desde 2004. Em 2009, o Reino Unido produziu 19,7 milhões de toneladas de carvão e consumiu 60,2 milhões de toneladas. Em 2005, tinha reservas comprovadas de 171 milhões de toneladas de carvão. Estima-se que as áreas identificadas em terra têm o potencial de produzir entre 7 000 milhões de toneladas e 16 bilhões de toneladas de carvão por meio da gaseificação de carvão subterrâneo (UCG). Com base no consumo atual de carvão do Reino Unido, estes volumes representam reservas que podem durar entre 200 e 400 anos.

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Cultura

A cultura do Reino Unido tem sido influenciada por vários fatores, como o fato do país ser uma nação-ilha, a sua história como uma democracia liberal ocidental e como uma grande potência; além de ser uma união política de quatro países com elementos e tradições, costumes e simbolismos distintos. Como resultado do Império Britânico, a influência do Reino Unido pode ser vista no idioma, na cultura e nos sistemas legais de muitas de suas antigas colônias, como Austrália, Canadá, Índia, Irlanda, Nova Zelândia, África do Sul e Estados Unidos. A influência cultural substancial do Reino Unido a levou a ser descrito como uma "superpotência cultural". Alguns dos esportes mais populares do mundo nasceram no Reino Unido, incluindo futebol, tênis, o rugby e as suas variações, golfe, boxe, remo e críquete, ou então foram desenvolvidos aqui durante era vitoriana em 2012, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou; "Este grande país que ama esportes é amplamente reconhecido como o berço do esporte moderno. Foi aqui que os conceitos de desportivismo e fair-play foram codificados pela primeira vez juntamente com regras e regulamentos claros. O esporte foi incluído como uma ferramenta educacional no currículo escolar." Os quatro países constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales, competem juntos como a equipe da Grã-Bretanha. Notáveis exceções são o futebol e vôlei aonde cada um dos países joga em separado. No críquete, no rugby e no hóquei sobre a grama: Inglaterra, Gales e a Escócia tem equipes próprias, enquanto uma equipe só representa a ilha da Irlanda. Além disso, a única competição multiesportiva em que o Reino Unido envia times em separado para os Jogos da Commonwealth. Sendo uma das nações mais tradicionais do evento, o Reino Unido esteve presente em todas as edições de verão e inverno dos Jogos Olímpicos. A sua capital Londres foi a primeira cidade a sediar oficialmente os Jogos Olímpicos. As edições de 1908, 1948 e 2012 foram realizadas na cidade.

Teatro

Desde sua formação em 1707, o Reino Unido tem uma vibrante tradição teatral, principalmente do que herdou de Inglaterra e Escócia. Já no século XVII, o inglês William Shakespeare produzia peças teatrais que seriam posteriormente traduzidas para cada um dos idiomas vivos do mundo e que são reproduzidas mais frequentemente do que as escritas por qualquer outro dramaturgo. Shakespeare é amplamente considerado o maior dramaturgo de todos os tempos e o trabalho de seus contemporâneos, como Christopher Marlowe e Ben Jonson, também foi reconhecido. O grande impulso, no entanto, veio no final do século XIX, quando peças dos irlandeses George Bernard Shaw e Oscar Wilde foram postas em cartaz em Londres e influenciaram o teatro inglês, revitalizando-o. O Royal Shakespeare Theatre foi inaugurado na cidade natal de Shakespeare, Stratford-upon-Avon, em 1879, onde também a Royal Shakespeare Company opera, produzindo principalmente, mas não exclusivamente, as peças de Shakespeare. Herbert Beerbohm Tree fundou a Royal Academy of Dramatic Art, em 1904. Nessa época o produtor Richard D' Oyly Carte reuniu o libretista W. S. Gilbert e o compositor Arthur Sullivan e nutriu uma colaboração entre eles. Entre as óperas cômicas mais conhecidas de Gilbert e Sullivan estão H.M.S. Pinafore, The Pirates of Penzance e The Mikado. Carte também construiu o Savoy Theatre em West End, Londres, em 1881, para apresentar os seus trabalhos conjuntos e, através do inventor da luz elétrica, Sir Joseph Swan, o Savoy foi o primeiro teatro e a primeira construção pública do mundo a ser iluminada totalmente por eletricidade.

Literatura

A literatura britânica refere-se à literatura associada com Reino Unido, Ilha de Man e Ilhas do Canal. A maior parte da literatura britânica está escrita em inglês. Em 2005, cerca de 206 mil livros foram publicados no país e em 2006 a nação foi a maior editora de livros do mundo. Além de William Shakespeare, amplamente considerado o maior dramaturgo de todos os tempos, outros notáveis escritores ingleses pré-modernos e modernos incluem Geoffrey Chaucer (século XIV), Thomas Malory (século XV), Sir Thomas More (século XVI), John Bunyan (século XVII) e John Milton (século XVII). No século XVIII, Daniel Defoe (autor de Robinson Crusoé) e Samuel Richardson foram os pioneiros do romance moderno. No século XIX, seguiu-se outra inovação por Jane Austen, a escritora gótica Mary Shelley, o escritor infantil Lewis Carroll, as irmãs Brontë, o ativista social Charles Dickens, o naturalista Thomas Hardy, o realista George Eliot, o poeta William Blake e o poeta romântico William Wordsworth. Escritores ingleses do século XX incluem o romancista de ficção científica H. G. Wells; os escritores clássicos infantis Rudyard Kipling, A. A. Milne (o criador de Ursinho Pooh), Roald Dahl e Enid Blyton; o controverso D. H. Lawrence, a modernista Virginia Woolf; a satirista Evelyn Waugh; o romancista profético George Orwell; os romancistas populares W. Somerset Maugham e Graham Greene; a escritora de policiais Agatha Christie (a romancista best-seller de todos os tempos); Ian Fleming (o criador de James Bond); os poetas T. S. Eliot, Philip Larkin e Ted Hughes; os escritos de fantasia de J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis e J. K. Rowling; o romancista gráfico Alan Moore, cujo romance Watchmen é frequentemente citado pelos críticos como o melhor e mais bem vendido romance gráfico já publicado.

Música

Vários estilos musicais são populares no Reino Unido e vão desde a música folclórica de Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, até o heavy metal. Compositores notáveis da música clássica do Reino Unido e dos países que o precederam incluem William Byrd, Henry Purcell, Sir Edward Elgar, Gustav Holst, Sir Arthur Sullivan (mais famoso por trabalhar com Sir W. S. Gilbert), Ralph Vaughan Williams e Benjamin Britten, pioneiro da ópera britânica moderna. Sir Peter Maxwell Davies é um dos mais importantes compositores vivos e atual Mestre de Música da Rainha. O Reino Unido também é o lar de várias orquestras e corais, como a Orquestra Sinfônica da BBC e o Coral Sinfônico de Londres, ambos de renome mundial. Maestros notáveis incluem Sir Simon Rattle, John Barbirolli e Sir Malcolm Sargent. Alguns dos principais compositores de trilhas cinematográficas incluem John Barry, Clint Mansell, Mike Oldfield, John Powell, Craig Armstrong, David Arnold, John Murphy, Monty Norman e Harry Gregson-Williams. George Frideric Handel, embora nascido na Alemanha, era um cidadão britânico naturalizado e algumas de suas melhores obras, como O Messias, foram escritas em inglês. Andrew Lloyd Webber alcançou enorme sucesso comercial em todo o mundo e é um prolífico compositor de teatro musical, obras que têm dominado o teatro West End de Londres por anos e que já viajaram para a Broadway, em Nova Iorque.

Artes visuais

A história das artes visuais britânicas faz parte da história da arte ocidental. Grandes artistas britânicos incluem: os românticos William Blake, John Constable, Samuel Palmer e J. M. W. Turner; os retratistas Sir Joshua Reynolds e Lucian Freud; os artistas paisagísticos Thomas Gainsborough e L. S. Lowry; o pioneiro do movimento arts & crafts William Morris; o pintor figurativo Francis Bacon; os artistas pop Peter Blake, Richard Hamilton e David Hockney; o colaborativo Gilbert & George; o artista abstrato Howard Hodgkin e os escultores Antony Gormley, Anish Kapoor e Henry Moore. Durante o final dos anos 1980 e 1990 na Galeria Saatchi, em Londres, ajudou a trazer a atenção do público a um grupo de artistas multigênero que se tornariam conhecidos como "Young British Artists": Damien Hirst, Chris Ofili, Rachel Whiteread, Tracey Emin, Mark Wallinger, Steve McQueen, Sam Taylor-Wood e os irmãos Jake e Dinos Chapman estão entre os membros mais conhecidos deste movimento.

Cinema

O Reino Unido teve uma influência considerável sobre a história do cinema. Os diretores britânicos Alfred Hitchcock, cujo filme Vertigo é considerado por alguns críticos como o melhor de todos os tempos, e David Lean estão entre os mais aclamados pela crítica na história. Outros diretores importantes, como Charlie Chaplin, Michael Powell, Carol Reed, Ridley Scott entre outros. Muitos atores britânicos alcançaram fama internacional e sucesso de crítica, como: Julie Andrews, Richard Burton, Michael Caine, Charlie Chaplin, Sean Connery, Vivien Leigh, David Niven, Laurence Olivier, Peter Sellers, Kate Winslet, e Daniel Day-Lewis, a única pessoa a ganhar um Óscar na categoria de melhor ator por três vezes. Alguns dos filmes de maior sucesso comercial de todos os tempos têm sido produzidos no Reino Unido, incluindo as duas franquias com as maiores bilheteria do cinema (Harry Potter e James Bond). O Ealing Studios afirma ser o mais antigo estúdio de cinema em funcionamento contínuo no mundo.

Culinária

Historicamente, a culinária britânica foi rotulada como "pratos insossos feitos com ingredientes de baixa qualidade, misturados com molhos simples para acentuar em vez de disfarçar o sabor". No entanto, a culinária britânica absorveu a influência cultural dos imigrantes no país, produzindo vários pratos híbridos, como o frango tikka masala, considerado "o verdadeiro prato nacional britânico". Pratos tradicionais da culinária britânica incluem fish and chips, o sunday roast, steak and kidney pie e bangers and mash. A culinária do Reino Unido tem múltiplas variantes nacionais e regionais, como as culinárias da Inglaterra, Escócia e País de Gales, que desenvolveram seus próprios pratos regionais, como queijo Cheshire,Yorkshire pudding e bolo galês. Como em outros países ocidentais, o consumo de fast food é generalizado, o que causou um problema de saúde pública tão sério quanto o sofrido pelos Estados Unidos.

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Fontes consultadas

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