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Running Wild

Running Wild é uma banda alemã de heavy/power/speed metal criada por Rolf Kasparek em 1976. Como parte da cena do metal alemão emergida em meados da década de 1980, a banda já lançou quinze álbuns de estúdio, três álbuns ao vivo, cinco coletâneas e seis singles/EPs ao longo de trinta anos de carreira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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História

Formação

Formada em 1976, o Running Wild é uma das mais influentes bandas de heavy metal da Alemanha, ainda sob o nome Granite Heart. A Formação era Rolf Kasparek (também conhecido como Rock 'n' Rolf), Uwe Bendig, Michael Hofmann e Jörg Schwarz. Pouco a pouco foi conseguindo seu espaço no cenário heavy/speed/power, quando passou para Running Wild, em 1979, nome escolhido por serem fãs de Judas Priest, dentre outras bandas. Já contando com Hasche (bateria) e Matthias Kaufmann (baixo), a banda gravou sua primeira demo-tape. Seu primeiro registro vinílico, chamado Debut Nº1, em 1981, conta com duas faixas desse trabalho: "Warchild" e "Hallow the Hell". Além dessas, a demo-tape de 81 também contava com a "Intro" (instrumental apenas) e "King of the Midnight Fire", onde Uwe Bendig aparecia no vocal principal.

Gates to Purgatory

A coletânea Death Metal da Noise Records, de 1984, incluía duas faixas do Running Wild: "Bones to Ashes" and "Iron Heads" (ambas relançadas como bônus em uma futura versão do álbum Masquerade), que agradou bastante a crítica. Neste mesmo ano, eles assinam com tal gravadora, onde lançam o single Victim of States Power e seu primeiro álbum full-lenght, Gates to Purgatory, que atingiu maciçamente o cenário underground, garantindo rápido sucesso e direitos de prensagens em vários países. As letras tinham atmosfera ocultista, que lhes renderam cunho satanista, comum àquela época. É deste álbum um dos maiores clássicos da banda, "Prisoner of Our Time".

Início da Era Pirata

Em 1987 a banda já possuía uma base de fã clube sólida e ampla. Ano em que Rolf decidiu mudar a temática da banda para pirataria, após gostar do resultado da música que tinha desenvolvido na turnê de Branded and Exiled. Esta seria a precursora do que estaria por vir e se tornaria dos maiores clássicos da banda, a "Era Pirata". Com isso, em 1987, é lançado Under Jolly Roger, com temática quase toda focada em pirataria, marcando dai por diante toda a carreira da banda. Até então, o cunho histórico visto antes era totalmente superficial. Este álbum já trazia certa mudança também no estilo musical da banda, com certas doses de execuções mais elaboradas, por características de Moti na banda.

Pile of Skulls

Mais um ano se passa e "Captain Rolf e seus salteadores" lançam, em 1992, Pile of Skulls, outra obra prima candidata a álbum favorita de seus fãs. Nele, era possível ver um cunho crítico às forças militares, políticas e religiosas, consideradas guias da sociedade. A capa foi a primeira feita totalmente por Andreas Marschall e captava bem o intuito da banda para o ideal deste álbum mais sombrio. Rolf ficou 100% satisfeito com o som da bateria e dignificou uma grande produção geral. As letras vieram mais embasadas em grandes obras literárias, como "Communion" de Whitley Strieber e no grande clássico "A Ilha do Tesouro" de Robert Louis Stevenson, esta com a fenomenal faixa-épica "Treasure Island". Assim como mostra um pouco da história de Henry Jennings, na faixa "Jenning's Revenge". A formação contava dessa vez com Rock 'n' Rolf, Axel Morgan, nas guitarras, Thomas Smuszynski (ex-Darxon, ex-Axel Rudi Pell e ex-U.D.O.) no baixo no lugar de Jens Becker e Stefan Schwarzmann na bateria, novamente. Porém, ao fim de mais uma grande turnê, Rolf despede toda equipe, incluindo a crew. E apenas "Bodo", apelido de Thomas, permanece. Um single foi lançado neste ano, o Lead or Gold, e outro estava pronto para ser lançado, também com a arte a cabo de Andreas Marshall finalizada, o Sinister Eyes. Contudo, por ter sido dispensado, Stefan não autorizou o uso de uma música dele que estaria presente. Esta faixa é a "Skulldozen" e o fato culminou no não-lançamento de tal obra. Mais tarde, Axel, Jens e Stefan se juntariam e formariam o X-Wild, onde viriam a reaproveitar esta faixa, com nova letra (a original era de Rolf), vindo a se chamar "Skybolter".

The Brotherhood

The Brotherhood viria em 2002, com andamento similar ao do seu predecessor, mas praticamente sem pedais duplos. A formação era somente Rolf tocando as guitarras, Peter Pichl (ex-Yargos) no baixo, no lugar de "BODO", e Angelo, ainda assinando como baterista. Mesmo com turnês curtas, foi lançado um show ao vivo nesta turnê, Live, onde Bernd Aufermann (ex-Angel Dust) foi contratado para executar a outra guitarra ao vivo e Matthias Liebetruth (ex-Victory) para a bateria. A The Brotherhood Tour começa dia 20 de março de 2002 em Saarburg na Alemanha e termina no Wacken Open Air 2003, foram 14 shows, passando por Alemanha e Itália, show este que fez no Gods Of Metal (2002) Festival em Milão.

Fim e retorno

Eis que, em 17 de abril de 2009, é anunciado o fim da banda, deixando uma legião de órfãos. É feito um concerto para marcar a despedida do Running Wild dos palcos, no dia 30 de junho de 2009, no Wacken Open Air, onde Rolf mostrou mais uma vez o poder de seu carisma e interação com o público. Este show foi gravado e foi lançado em junho de 2011, intitulado The Final Jolly Roger, onde Peter Jordan ficou a cabo da outra guitarra e Jan S. Eckert (Masterplan, ex-Iron Savior) do baixo, mas apenas para este evento, o baterista foi Matthias Liebetruth. Em outubro de 2011, o Running Wild anunciou seu retorno à atividade no site oficial da banda através de um vídeo gravado pelo próprio líder da banda Rolf Kasparek. Marcando o retorno, foram gravados dois novos álbuns: Shadowmaker, lançado em abril de 2012; e Resilient, lançado em outubro de 2013. Os álbuns não tiveram seus créditos relevados, então fica a incógnita sobre quem gravou o baixo e bateria nos CDs. Ambos os discos tiveram reações mistas entre os fãs e a crítica.

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Fontes consultadas

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