Andrea Camilleri
Andrea Calogero Camilleri foi um escritor, roteirista e diretor de teatro e televisão italiano. Teve mais de 30 milhões de exemplares vendidos, principalmente os sobre o personagem "Comissário Montalbano".
Imagem: TeatroGe, derivate from a work by Associazione Amici di Piero Chiara · BY · Openverse
Andrea Camilleri nasceu em Porto Empedocle, Sicília (Itália), filho único de Carmelina Fragapane e Joseph Camilleri, esse inspetor portuário. Ele vive em Roma desde o final dos anos quarenta. Desde 26 de setembro de 2014 é cidadão honorário da cidade de Santa Fiora (Itália), que ele descreveu como seu "lugar do coração". Na infância, depois de um breve período no colégio episcopal (ele foi expulso pois atirou ovos contra um crucifixo), foi estudar na escola Empédocles de Agrigento, onde em 1943 com o desembarque iminente de forças aliadas na Sicília, as autoridades decidiram fechar as escolas.[carece de fontes?] Em 1945 publica poemas e contos em revistas e vai estudar Literatura na Universidade de Palermo. Nos seus romances, sua cidade natal surge transfigurada como a cidadezinha imaginária de Vigàta, situada na igualmente fictícia província de Montelusa. Estreou como romancista em 1978. Seus livros, principalmente os romances policiais protagonizados pelo comissário Salvo Montalbano, têm grande sucesso na Itália e em outros países.
Televisão
Foi funcionário da emissora RAI durante muitos anos, como diretor e produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Seu primeiro romance, escrito em 1978, foi adaptado para um seriado de TV com o título de Com a mão nos olhos. Seus romances inspiraram a série de televisão "O comissário Montalbano" e su percuela "O Jovem Montalbano".
Teatro
Professor de Direção na Academia Nacional de Arte Dramática, é autor de inúmeros ensaios sobre o espetáculo teatral e de livros como: Os teatros estáveis na Itália (1898-1918).
Política
Participou do evento "No Cav Day", em 8 de Julho de 2008, em Piazza Navona, contra as políticas do Governo Berlusconi, junto com jornalistas (Marco Travaglio, Paolo Flores d'Arcais), intelectuais (Umberto Eco, Pancho Pardi), políticos (Antonio Di Pietro, Furio Colombo, Rita Borsellino) e pessoas do mundo do entretenimento (Beppe Grillo, Moni Ovadia, Ascanio Celestini, Sabina Guzzanti).
Máfia
Sobre a máfia siciliana Cosa Nostra ele declara: Eu mantive sempre a Máfia em segundo plano (nos livros), embora sempre presente, porque negá-la teria sido negar a existência do ar. Influi em todas as relações, condiciona a existência, e o Estado ainda não sabe como lutar contra ela. No início eram analfabetos e hoje têm nível superior, mas continua sendo a máfia. Está na política, na indústria... Sobre o Vaticano ele disse: "o Vaticano é pior que uma cúpula mafiosa."


