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André Rieu

André Léon Marie Nicolas Rieu é um violinista, regente e empresário neerlandês. Ativo desde 1978, André Rieu é essencialmente orientado para uma forma de música easy listening, com um repertório baseado em peças de música ligeira e valsas vienenses muito conhecidas do público e fortemente ancoradas na memória popular. Sua Maastricht Salon Orchestra, depois renomeada Johann Strauss Orchestra, é também a base de um lucrativo negócio que emprega uma centena de pessoas e fatura anualmente dezenas de milhões de euros, provenientes de discos e turnês.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Infância e estudos

Pertencente a uma família de origem francesa huguenote, André Rieu cresceu ouvindo música erudita: sinfonias, música de câmara e óperas. André Rieu nasceu em 1 de outubro de 1949 na cidade de Maastricht (Países Baixos), onde viviam seus pais e duas irmãs, desde a mudança de Amsterdã. Seu pai, André Rieu Sr., foi regente da Orquestra Sinfônica de Limburg, na época ainda chamada de Orquestra Sinfônica de Maastricht e da Opera em Leipzig, fez dos seis filhos músicos. Seu pai morreu em 1992 devido a um acidente vascular cerebral que o deixou paralisado, André, entretanto, já desde os cinco anos, começara a tomar aulas de violino, mas foi só quando tocou sua primeira valsa, quando estudante no conservatório, que a paixão pela música surgiu. Em 1967, depois de deixar a escola secundária, André Rieu continua a estudar violino no Conservatório de Liège e mais tarde no Conservatório de Maastricht até 1973. Entre seus professores estavam Jude e Jo Herman Krebbers. Em 1974 ele junta-se ao corpo de músicos do Conservatório Real de Bruxelas, onde terá aulas com o professor André Gertier. Ele concluiu seus estudos em 1977, e recebeu a distinção do "Premier Prix", e para concluir seus estudos neste mesmo ano ele vai para a Academia de Música de Bruxelas. Lá ele desenvolve uma maior ligação [mais afetiva] com a música de salão e, especialmente, a valsa.

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Trajetória

Sua primeira e bem sucedida empresa musical foi "orquestra de Salão Groningsch Plush", depois deste ele fundou a "Orquestra de Salão de Maastricht" em 1978. Por esta época a maioria de seu público era composta, em sua maioria, de idosos (para quem a música tinha um sentimento nostálgico), seu sucesso cresceu rapidamente e em 1987 ele expandiu seu conjunto para a Orquestra Johann Strauss. Antes disso, entretanto, como violinista da Orquestra Sinfônica de Limburg, ele mantinha atividades musicais paralelas, gravando discos independentes. Sucessos que perpetuaria depois com o CD Strauss & Co, lançado em 1994, chegou aos Estados Unidos com o título Da Holanda, com Amor, e na França, Espanha e Brasil como Valsas. Os vários nomes não atrapalharam em nada a trajetória do álbum, que transformou o artista em um fenômeno de vendas, com repercussão em seus trabalhos seguintes, como The Vienna I Love, André Rieu In Concert e The Christmas I Love, Love Around the World, entre muitos outros.

Em Portugal

Actuou em 3 e 4 de Maio de 2001 no Coliseu dos Recreios onde apresentou o trabalho «La Vie est belle». Rieu actua em Março de 2019, esgotando a Altice Arena por sete vezes. São 12 mil espectadores por concerto, que tornam André Rieu no artista que mais encheu a Altice Arena na história da sala. Entretanto, já anunciou mais duas datas para Portugal: 20, 21 e 22 de novembro de 2019, e para 2020.

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Críticas

Imagem: Rob Dammers · BY · Openverse

Apesar do sucesso internacional com o mix de valsas e música popular, Rieu também atrai críticas, como a de David Templeton, da revista Strings: "Ironicamente, as razões do sucesso de Rieu também lhe têm rendido as mais pesadas críticas, tornando-o um alvo fácil de reações negativas principalmente contra o emocionalismo calculado e os floreios teatrais de suas performances, o que, segundo muitos, apenas barateia a experiência de música clássica. Estações de rádio clássicas fogem de sua música como o diabo foge da cruz, embora - vamos e venhamos - Rieu seja um soberbo violinista." Sobre sua popularidade e toda a polémica mediática que o cerca, Eamonn Kelly escreveu no jornal The Australian: "É decepcionante ver jornalistas professionais recorrerem a estereótipos baratos e incorrectos para desqualificar a crítica a Rieu." "Igualmente equivocados são aqueles que apressadamente descartam Rieu. Performances ao vivo e gravadas de Rieu têm trazido alegria a milhões de pessoas. Poucos dos seus espectadores são ouvintes regulares de música clássica, e pode ser considerado auspicioso que, através de Rieu, eles estejam ouvindo standards do cânone clássico. O facto de que o foco de Rieu seja o repertório mais acessível, agradável, não é argumento contra as suas credenciais musicais."

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Fontes consultadas

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