MEO Arena
MEO Arena – anteriormente Pavilhão Atlântico e Altice Arena, originalmente Pavilhão da Utopia – é o maior espaço de eventos de Lisboa, localizado no Parque das Nações, em Lisboa, Portugal. Construído pelo consorcio composto pelas construtoras: ECOP-Arnaldo de Oliveira, SA e Alberto Martins Mesquita, SA, o MEO Arena está entre as maiores arenas cobertas da Europa e a maior de Portugal com capacidade para 20 000 pessoas. O seu custo de construção foi de 55 milhões de euros.
A ideia de construir o edifício remonta às primeiras discussões sobre o Plano de Urbanização da Expo 98. Ao contrário de outras cidades europeias, Lisboa não possuía uma sala polivalente para acolher espetáculos, congressos e acontecimentos desportivos de grande envergadura. As salas existentes, tanto na capital como noutros pontos do país, ou tinham lotação limitada - até 4.000 lugares -, ou eram dificilmente adaptáveis a eventos não convencionais, como o desporto de alta competição em recinto coberto. Além disso, não dispunham do aparato tecnológico exigido para coberturas televisivas modernas ou pelos grandes espetáculos musicais ou teatrais. Existia um vazio entre as salas até quatro mil lugares, como o Coliseu de Lisboa ou os pavilhões construídos para outros fins e adaptados, e os grandes recintos abertos. Esta circunstância fazia com que o país ficasse fora dos campeonatos de desporto indoor e estivesse fora das grandes turnês de artistas internacionais. Daí ter-se optado por construir um equipamento deste tipo, no quadro do plano de urbanização para a zona da Expo 98. Esta localização tinha a vantagem de servir não só a população da maior área metropolitana portuguesa, mas também o país no seu conjunto, dada a proximidade da Estação do Oriente (onde se interligam os principais meios de transporte público) e dos principais nós rodoviários.
Para o projeto de arquitetura foi escolhido o arquiteto português Regino Cruz, associado ao gabinete internacional Skidmore, Owings and Merrilll (SOM). Regino Cruz é autor de diversos projetos no Brasil e em Portugal, nomeadamente de edifícios institucionais e de escritórios em Lisboa. A SOM obteve o primeiro prémio nos concursos para os estádios Olímpicos de Manchester e Berlim, para além de acumular projetos de grandes pavilhões desportivos nos Estados Unidos (Portland, Filadélfia, Oakland ou Minneapolis). É também co-projetista da Torre Vasco da Gama, situada no topo norte do recinto do Parque das Nações. A configuração da MEO Arena lembra uma nave espacial mas a sua forma é também a do caranguejo-ferradura. Misto de animal marinho e nave espacial, esta forma merecia uma estrutura que a suportasse, física e simbolicamente. Assim surgiu a ideia do travejamento em madeira para sustentar a cobertura, à maneira do cavername invertido de uma nau quinhentista. Numa exposição mundial que evoca os oceanos e as Descobertas, a madeira, melhor que o aço ou o betão, é a matéria-prima ideal. Definida a forma, a implantação do edifício fez-se para tirar partido da exposição solar da fachada virada a sul, para aumentar os ganhos solares durante a estação mais fria e prevenir a sua incidência direta por meio de sombreados durante o Verão. Desta forma racionalizaram-se custos de climatização. No mesmo sentido, foram colocadas aberturas no topo de edifício que facilitam a ventilação natural da atmosfera interior e garantem o seu arrefecimento entre eventos. A organização interna do espaço foi pensada em função de três grandes objetivos: minimizar o impacto visual de uma construção de grandes dimensões como é esta, contribuir para um uso racional da energia e simplificar a entrada e saída do público.
Imagem: Reino Baptista · CC0 · Openverse
Durante a realização da EXPO’98, o edifício foi designado Pavilhão da Utopia, albergando o espetáculo "Oceanos e Utopias". Enquanto noutros grandes pavilhões da EXPO’98 (como os de Portugal, Conhecimento dos Mares ou do Futuro) a abordagem do tema "oceanos" foi pensada numa perspetiva histórica, científica e artística, neste caso privilegiou-se o lado mágico, onírico e simbólico. Assim, durante os 132 dias da exposição, o Pavilhão da Utopia foi um espaço aberto à imaginação, refletindo os medos, mitos e lendas que, ao longo da História, se foram associando aos oceanos. Assistiu-se ao desfile de figuras como Dédalo, o primeiro homem-pássaro, Deuses do Olimpo, heróis míticos como Hércules numa colorida sucessão de quadros: o nascimento do Homem e dos Deuses, o Big Bang, o Dilúvio, a Atlântida, os Descobrimentos, a Conquista do Espaço, etc. Um espetáculo, repetido quatro vezes ao dia, da autoria de François Confino e Philipe Genty com música original de Nuno Rebelo e produzido pela empresa Rozon. Concebido através da conjugação de efeitos teatrais clássicos com as modernas tecnologias multimédia. Apresentado 4 vezes por dia durante toda a duração da Expo e sempre com a lotação esgotada, este espetáculo foi visto por um total de 3.286.386 espectadores.
Imagem: Web Summit · BY · Openverse
Sala Tejo: judo, taekwondo, ténis de mesa


