André Glucksmann
André Glucksmann, foi um filósofo e ensaísta francês, um dos principais membros do grupo conhecido como novos filósofos. Militante maoísta na sua juventude, evoluiu progressivamente para um atlantismo moderado. O Papa Bento XVI outorgou-lhe o "Prêmio Auschwitz pelos Direitos Humanos João Paulo II".
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Em 1985, Glucksmann, Revel e Bernard-Henri Lévy assinam uma petição para que Ronald Reagan continuasse a apoiar os Contras na Nicarágua. Ao longo da década de 1980 publica outras obras e faz a cobertura da queda do muro de Berlim, para a imprensa francesa. Em 1995 apoiou a retomada dos testes nucleares por Jacques Chirac. Como Bernard-Henri Lévy, apoiou a intervenção da OTAN na Sérvia em 1999, e a causa independentista da Chechênia.
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Nas eleições presidenciais francesas de 2007, apoiou Nicolas Sarkozy e desafia a esquerda, que, segundo ele, "pensa que é moralmente infalível" mas renunciou ao combate de ideias e à solidariedade internacional. Em seguida, critica as relações amistosas entre Sarkozy e Vladimir Putin. Uma réplica de Jean-Marie Laclavetine coloca em discussão a credibilidade de Glucksmann, ao comparar seus compromissos políticos atuais com suas antigas posições maoístas.
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André Glucksmann avalia que a percepção tradicional dos acontecimentos de maio de 1968 como um movimento de esquerda, antiautoritário, uma revolução cultural e dos costumes, é restrita, tanto em razão dos preconceitos como pela recuperação do evento pelos partidos de esquerda - em especial pelo Partido Socialista Francês. Ele analisa o maio de 1968 como uma revolução que se produz de maneira cíclica, a cada 25 anos, aproximadamente - como foi o existencialismo - e a percepção do fato é dificultada, pois é estudado como um objeto político - não como fato histórico. Segundo Glucksmann, o maio de 1968 foi uma revolução antitotalitária, uma forma de revolta nascida em 1956, com a revolução húngara, apoiada por grande parte da esquerda francesa da época. "Lembram-se quando, em 1968, Daniel Cohn-Bendit interpelava os « crápulas stalinistas », os chefes da CGT e Aragon, a quem perguntou: o que você fazia durante as deportações, as grandes fomes na URSS durante os anos 1930? Você tem sangue nos seus cabelos brancos."
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No seu livro Lettre ouverte à ceux qui sont passés du col Mao au Rotary ("Carta aberta aos que passaram do colarinho Mao ao Rotary" Guy Hocquenghem, traça, de maio de 1968 a maio de 1986, as carreiras e as traições dos « arrependidos » socialistas e esquerdistas, cometidas durante a era Mitterrand. Segundo o autor, André Glucksmann fez parte desse grupo de « renegados ». André Glucksmann é eventualmente citado como membro do PNAC. De fato, em 2004, foi um dos signatários (ao lado de personalidades tão diversas como Massimo D'Alema ou Joe Biden) de uma carta aberta apresentada pelo think tank neoconservador aos chefes de Estado e de governo da União Europeia e da OTAN. Glucksmann é também membro do Cercle de l'Oratoire ("Círculo do Oratório"), um outro think tank neoconservador. Em 6 de janeiro de 2009, durante o ataque israelense à Faixa de Gaza, publica um artigo no jornal Le Monde intitulado « Une riposte excessive » ("Uma resposta excessiva"), no qul defende a legitimidade da intervenção das forças armadas israelenses na Faixa de Gaza e lança uma questão retórica : "Qual seria a justa proporção que se deve respeitar para que Israel mereça opiniões favoráveis? (...) Seria conveniente que Israel espere pacientemente até que o Hamas, graças ao Irã e à Síria, "equilibre" seu poder de fogo ? (...) Será que desejamos, na verdade, implicitamente, que Israel se "proporcione" aos desejos exterminadores do Hamas?" E ele mesmo responde: "Não é desproporcional querer sobreviver."


