André Fernandes (político)
André Fernandes de Moura é um youtuber e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). É deputado federal pelo Ceará. Foi deputado estadual pelo mesmo estado.
André Fernandes de Moura, nasceu no dia 10 de dezembro de 1997, na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará. Filho de Alcides Fernandes e Marilene de Moura Fernandes. Nascido num lar evangélico, seu pai é pastor da Assembleia de Deus e sua mãe é vendedora. Ele se formou em Marketing e atualmente cursa MBA em Marketing Digital (UNIFOR), graduação em Bacharelado em Ciência Política (UNINTER) e começou recentemente seu terceiro curso: Gestão Pública (UNINTER). Ficou conhecido pela publicação de vídeos humorísticos no YouTube e Facebook, e mais tarde, de vídeos com temática política onde, entre outros temas, militava a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a favor da candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Nas eleições de 2018, André foi eleito para o cargo de deputado estadual do Ceará pelo PSL, angariando 109.142 votos, tornando-se, assim, o mais votado do estado e, aos 20 anos, o mais jovem deputado estadual eleito do país naquele pleito.
Em 15 de março de 2022, o deputado estadual André Fernandes alegou que o filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola (2017) incentivava a pedofilia, o que gerou diversas criticas de internautas e a desvinculação do filme da plataforma Netflix por ordem do Ministério da Justiça. A Polícia Federal concluiu que o deputado André Fernandes foi um dos financiadores da invasão e da depredação da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Fernandes foi o criador da CPMI do Golpe, autorizada em 26 de abril de 2023 e instalada em 25 de maio do mesmo ano. Segundo a Polícia, uma das mensagens que ele divulgou estava escrita: "Ato contra o governo Lula" em Brasília no dia 6 de janeiro. Outra postagem se refere a uma porta de um armário da sala do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes arrancada por vândalos com a inscrição na sua publicação: "Quem rir, vai preso". Em depoimento a Polícia, Fernandes negou financiar os atos e afirmou que não compactuava com depredação de patrimônio público.
Processo por abuso de poder religioso
Em 2018, O Ministério Público Eleitoral pediu a inelegibilidade de André Fernandes por abuso de poder religioso. O então candidato foi acusado de ter condutas de abuso de poder econômico, na modalidade abuso de poder religioso, por eventos religiosos realizados em Iguatu, Maracanaú e Solonópole, em que teria se beneficiado de publicidade extraoficial ao ser exaltado no contexto de diversos cultos religiosos, perante milhares de fiéis presentes no local, proporcionando invejável e ilegítimo favorecimento. André Fernandes negou abuso de poder religioso, classificando o processo como achismo e afirmando que tudo o que fez é permitido pela lei. Em 2019, por unanimidade, os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará julgaram como improcedente a ação que pedia a cassação do mandado parlamentar de André Fernandes. A Corte afirmou que os vídeos que demonstrariam abuso do poder religioso não continham gravidade necessária para configurar ilícito eleitoral.
Camilo Santana
Em 25 de novembro de 2019, o então governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, entrou com representação criminal contra André Fernandes por calúnia, difamação e injúria. Segundo o documento, o deputado, para além da crítica política, tem usado as redes sociais para divulgar mentiras e ofender a imagem do governador.
Nezinho Farias
André Fernandes acusou, sem provas, o deputado estadual Nezinho Farias, do PDT, de ter envolvimento com o crime organizado. Por isso, Fernandes acabou sendo condenado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Ceará a cumprir uma pena de 30 dias de afastamento das atividades parlamentares. A punição, no entanto, ainda precisa ser aprovada em plenário. O deputado estadual Nezinho Farias também moveu uma ação cível de reparação de danos, sendo considerada procedente na justiça em primeira instância, condenando Fernandes a pagar R$ 8 mil ao deputado estadual por danos morais.
Coronavírus
André Fernandes divulgou dados falsificados sobre o número de doenças respiratórias no Ceará em suas redes sociais em uma tentativa de relativizar e minimizar as mortes causadas pela pandemia da COVID-19 no estado. A mensagem, compartilhada pelo então Presidente da República Jair Bolsonaro, afirmava que, entre 16 de março e 10 de maio de 2020, houve menos mortes por doenças respiratórias no Ceará do que no mesmo período em 2019, sugerindo que o número de mortes por doenças respiratórias é menor com a pandemia. A publicação foi ocultada pelo Instagram e classificada como informação falsa. Segundo a Agência Lupa, de checagem de informações, além de desatualizados, os números citados pelo deputado e compartilhados pelo presidente incluem mortes por outras causas, ou seja, sem relação com problemas respiratórios.
Osmar Baquit
Em 2017, o deputado estadual Osmar Baquit, do PDT, foi acusado por Capitão Wagner na Assembleia Legislativa de ser membro de uma quadrilha especializada em assaltos a instituições financeiras com atuação em Quixadá, município que é uma das bases eleitorais de Baquit, e de ter queimado uma emissora de rádio no local. André Fernandes replicou o que foi noticiado e Osmar prometeu processá-lo e seu partido está preparando nova representação por quebra de decoro parlamentar contra André Fernandes na Assembleia Legislativa do Ceará.
Polêmicas
Em 20 de agosto de 2020, o deputado estadual André Fernandes foi suspenso de suas atividades parlamentares por 30 dias por quebra de decoro parlamentar. Fernandes foi acusado de denunciar, sem provas, o também deputado Nezinho Farias (PDT) de integrar uma facção criminosa. O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa iniciou o processo em julho de 2019, e a votação foi marcada, inicialmente, para março de 2020, sendo adiada devido às restrições impostas pela COVID-19. O placar final, em votação aberta, foram de 29 deputados à favor da suspensão, e 11 contrários, com 4 abstenções. Em maio daquele ano, Fernandes já havia sido acusado por outra denunciação sem provas. Um grupo de 100 médicos havia protocolado um pedido de cassação do deputado após este afirmar que o então Secretário de Saúde do Ceará Dr. Cabeto alterava atestados de óbito durante a pandemia para aumentar o número de casos de COVID-19. O abaixo-assinado considerava que, ao acusar o secretário, Fernandes colocava em suspeição todos os médicos que assinavam atestados de óbito tendo como causa a COVID. Pelo mesmo motivo, o PSol ingressou com uma denúncia contra o parlamentar por quebra de decoro.
No dia 16 de setembro de 2025, Fernandes votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares. Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão do parlamentar.
André Fernandes apoiou o candidato do presidente da época, presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Capitão Wagner para prefeitura de Fortaleza, e o atual vereador Inspetor Alberto para Câmara Municipal de Fortaleza. Já para prefeitura de Caucaia apoiou o atual prefeito, Vitor Valim.


