André Ceciliano
André Luiz Ceciliano é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi duas vezes prefeito de Paracambi e quatro vezes deputado estadual pelo Rio de Janeiro, além de presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Nascido em Nilópolis, de família italiana (originalmente "Siciliano"), mudou-se para Paracambi aos cinco anos de idade. Em 1996, aos 28 anos, entrou para a política, disputando pela primeira vez o cargo de prefeito do município de Paracambi, não sendo eleito por uma diferença de 97 votos. Concorreu a deputado estadual dois anos depois, em 1998, tendo sido eleito com 19 122 votos. No seu primeiro mandato, foi eleito o terceiro vice-presidente da Mesa Diretora da ALERJ, para o biênio 1999-2000.
Prefeito de Paracambi
Em 2000, conseguiu eleger-se prefeito do município de Paracambi com 15 154 votos. Em seu mandato, a Prefeitura do município instalou a Fábrica de Conhecimento, um polo educacional e cultural, no prédio que sediava a fábrica de tecidos da antiga Companhia Brasil Industrial. Na disputa pela reeleição à prefeitura, em 2004, foi derrotado por uma diferença de 528 votos. Sua coligação recorreu ao TRE-RJ, alegando demonstrar elementos probatórios de compra de votos. Em julgamento posterior, o TRE-RJ cassou o então empossado Flavio Campos Ferreira, devolvendo o comando da prefeitura de Paracambi a André Ceciliano. Ao final do mandato na Prefeitura de Paracambi, candidatou-se a prefeito no município vizinho, Japeri, ficando em segundo lugar na disputa.
Deputado estadual
Em 2011, retornou a ALERJ, sendo eleito com 28 035 votos. Foi reeleito em 2014 para a legislatura 2015-2019, com 31 207 votos. Foi eleito vice-presidente da ALERJ para o biênio 2015-2016, e vice-presidente da casa no biênio seguinte (2017-2018). Nas eleições de 2018, André Ceciliano foi reeleito deputado estadual para a 12ª legislatura (2019-2023) da ALERJ, com 46 893 votos. Foi um dos coautores de uma lei que proíbe a revista íntima em visitas a presídios no estado. Em abril de 2015, em polêmica votação, foi um dos parlamentares a votar a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação esta muito criticada na época.
Presidente da ALERJ
No dia 11 de abril de 2017, André Ceciliano assumiu a presidência da ALERJ interinamente, em razão do licenciamento do então presidente Jorge Picciani por motivo de doença. O primeiro vice-presidente, Wagner Montes, também se encontrava impedido de assumir a vaga por motivos de saúde. Em 17 de novembro de 2017, votou pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, denunciados na Operação Cadeia Velha, acusados de integrar esquema criminoso que contava com a participação de agentes públicos dos poderes Executivo e do Legislativo, inclusive do Tribunal de Contas, e de grandes empresários da construção civil e do setor de transporte.
Candidato ao Senado em 2022
Ceciliano foi confirmado como candidato ao Senado Federal pelo PT nas eleições de 2022 na convenção estadual da FE Brasil, da qual o PT faz parte, apoiando as candidaturas de Marcelo Freixo ao governo estadual e de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. Ele recebeu o apoio dos demais partidos da FE Brasil (PCdoB e PV) e do Solidariedade. Criticado por membros do PSB, PSOL e outros setores da esquerda, como artistas e influenciadores, devido à sua proximidade com o governador Cláudio Castro e outros políticos bolsonaristas; e por insistir que o deputado federal pessebista Alessandro Molon desistisse de concorrer ao Senado, apesar de estar à frente do petista nas pesquisas eleitorais e mais próximo de alcançar Romário, candidato à reeleição pelo PL; Ceciliano e seus aliados, incluindo outros artistas e intelectuais, alegaram que o PSB teria quebrado um acordo entre as legendas para que o petista fosse o candidato ao Senado da coligação, acordo que Molon negou ter feito ou possuir envolvimento. Apoiadores de Ceciliano também afirmaram que o presidente da ALERJ possuía maior capilaridade no interior do estado; e que ele não deixou o PT no momento de crise do partido durante a Operação Lava Jato. Ceciliano e Molon seguiram suas campanhas separadamente, ambos apoiando Freixo e Lula.


