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Andorra

Andorra, pronúncia local: [anˈdɔra]), oficialmente Principado de Andorra, e por vezes Principado dos Vales de Andorra, é um microestado soberano europeu, sem acesso ao mar, na Península Ibérica, nos Pirenéus orientais, limitado pela França ao norte e pela Espanha ao sul. Acredita-se que tenha sido criada por Carlos Magno, sendo governada pelo Condado de Urgel até 988, quando foi transferida para a Diocese de Urgel, com o principado atual sendo formado por um tratado denominado Paréage em 1278, sendo separado do Principado da Catalunha após 1715. É conhecido como um principado, pois é uma diarquia liderada por dois copríncipes: o arcebispo católico de Urgel na Catalunha, Espanha e o presidente da República da França.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Etimologia

A origem da palavra Andorra é desconhecida, embora várias hipóteses tenham sido formuladas. A derivação mais antiga da palavra Andorra é do historiador grego Políbio (As Histórias III, 35, 1) que descreve os Andosins, uma tribo ibérica pré-romana, como historicamente localizada nos vales de Andorra e enfrentando o exército cartaginense em sua passagem. através dos Pirenéus durante as Guerras Púnicas. A palavra Andosini ou Andosins (Ἀνδοσίνοι) pode derivar do handia basco cujo significado é "grande" ou "gigante". A toponímia andorrana mostra evidências da língua basca na área. Outra teoria sugere que a palavra Andorra pode derivar da antiga palavra Anorra que contém a palavra basca ur (água). Outra teoria sugere que Andorra pode derivar do árabe al-durra, que significa "A floresta" (الدرة). Quando os mouros colonizaram a Península Ibérica, os vales dos Pirenéus eram cobertos por grandes extensões de floresta, e outras regiões e cidades, também administradas por muçulmanos, receberam essa designação.

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História

Andorra declarou guerra à Alemanha Imperial durante a Primeira Guerra Mundial, mas não participou diretamente dos combates. Sabe-se que alguns andorranos se ofereceram para participar do conflito como parte das legiões francesas. O país permaneceu em estado oficial de beligerância até 1958, como não foi incluído no Tratado de Versalhes. Em 1933, a França ocupou Andorra após a agitação social que ocorreu antes das eleições, devido à Revolução de 1933 e às greves da FHASA (Vagues de FHASA); a revolta liderada por Joves Andorrans (um sindicato trabalhista ligado à espanhola CNT e à FAI) pediu reformas políticas, o sufrágio universal de todos os andorranos e atuou em defesa dos direitos dos trabalhadores locais e estrangeiros durante a construção do poder hidrelétrico da FHASA. Em 5 de abril de 1933, Joves Andorrans tomou o Parlamient andorrano sob sua custódia em rebelião aos seus pedidos. Estas ações foram precedidas pela chegada do coronel René-Jules Baulard com 50 gendarmes e a mobilização de 200 milícias locais ou algumas lideradas pelo Síndic Francesc Cairat.

Pré-história

La Balma de la Margineda, encontrada por arqueólogos em Sant Julia de Loria, foi estabelecida em 9 500 a.C. como um lugar de passagem entre os dois lados dos Pireneus. O acampamento sazonal estava perfeitamente localizado para caçar e pescar pelos grupos de caçadores-coletores de Ariège e Segre. Durante a Era Neolítica, um grupo de humanos mudou-se para o Vale do Madriu (atualmente Parque Natural localizado em Escaldes-Engordany, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO) como um campo permanente em 6 640 a.C. A população do vale cultivava cereais, criava gado doméstico e desenvolvia comércio com pessoas do Segre e do Occitânia. Outros depósitos arqueológicos incluem os Túmulos de Segudet (Ordino) e Feixa del Moro (Sant Julia de Loria), ambos datados em 490–4300 aC, como um exemplo da cultura da urna em Andorra. O modelo de pequenos assentamentos começa a evoluir como um urbanismo complexo durante a Idade do Bronze. Itens metalúrgicos de ferro, moedas antigas e relicaries podem ser encontrados nos antigos santuários espalhados pelo país.

Andorra Ibérica e Romana

Os habitantes dos vales eram tradicionalmente associados aos ibéricos e historicamente localizados em Andorra como a tribo ibérica Andosins ou Andosini (Ἀνδοσίνους) durante os séculos VII e II a.C. Influenciados pelas línguas aquitânica, basca e ibérica, os habitantes locais desenvolveram alguns topônimos atuais. Primeiros escritos e documentos relativos a esse grupo de pessoas remontam ao século II a.C. pelo escritor grego Políbio em suas histórias durante as Guerras Púnicas. Alguns dos restos mais significativos desta época são o Castelo do Roc d'Enclar (parte da antiga Marca Hispanica), l'Anxiu em Les Escaldes e Roc de L'Oral em Encamp. A presença da influência romana é registrada a partir do século II a.C. até o século V d.C. Os lugares encontrados com mais presença romana estão no Campo Vermell, em Sant Julia de Loria e em alguns lugares em Encamp, assim como no Roc d'Enclar. As pessoas continuaram a negociar, principalmente com vinho e cereais, com as cidades romanas de Urgellet (hoje La Seu d'Urgell) e por toda a Segre através da Via Romana Strata Ceretana (também conhecida como Strata Confluetana).

Os visigodos e carolíngios: a lenda de Carlos Magno

Após a queda do Império Romano do Ocidente, Andorra ficou sob a influência dos visigodos, não remotamente do Reino de Toledo, mas localmente da Diocese de Urgel. Os visigodos permaneceram nos vales por 200 anos, período durante o qual o cristianismo se espalhou. Quando o Império Islâmico e sua conquista da Península Ibérica substituíram os visigodos dominantes, Andorra foi protegida desses invasores pelos francos. A tradição sustenta que Carlos Magno concedeu uma carta ao povo andorrano para um contingente de cinco mil soldados sob o comando de Marc Almugaver, em troca de lutar contra os mouros perto de Porté-Puymorens (Cerdanha). Andorra permaneceu parte da Marca Hispanica do Império Franco sendo parte do território governado pelo Conde de Urgel e, eventualmente, pelo bispo da Diocese de Urgel. Também a tradição sustenta que foi garantida pelo filho de Carlos Magno, Luís, o Piedoso, escrevendo a Carta de Poblament ou uma carta municipal local por volta de 805.

Era medieval: formação do coprincipado

Antes de 1095, Andorra não tinha nenhum tipo de proteção militar e o bispo de Urgel, que sabia que o conde de Urgel queria recuperar os vales andorranos, pediu ajuda e proteção ao Senhor de Caboet. Em 1095, o Senhor de Caboet e o Bispo de Urgel assinaram sob juramento uma declaração de sua co-soberania sobre Andorra. Arnalda, filha de Arnau de Caboet, casou com o Visconde de Castellbò e ambos se tornaram Viscondes de Castellbò e Cerdanha. Anos depois, sua filha, Ermessenda, casou-se com Roger Bernat II, o conde francês de Foix. Eles se tornaram Roger Bernat II e Ermessenda I, Condes de Foix, Viscondes de Castellbò e Cerdanha e co-soberanos de Andorra (compartilhados com o Bispo de Urgel).

Séculos XVI a XVIII

Em 1601, o Tribunal de Corts (Tribunal Superior de Justiça) foi criado como resultado de rebeliões huguenotes da França. Tribunais do Santo Ofício da Igreja Católica vieram da Espanha e a feitiçaria indígena foi vivenciada no país devido à Reforma e à Contrarreforma. Com o passar do tempo, o co-título para Andorra passou para os reis de Navarra. Depois que Henrique de Navarra se tornou o rei Henrique IV da França, ele emitiu um decreto em 1607, que estabeleceu o chefe do Estado francês e o bispo de Urgel como copríncipes de Andorra. Durante 1617 conselhos comunais formam o sometent (milícia popular ou exército) para lidar com a ascensão de bandolerisme (banditismo) e o Consell de la Terra foi definido e estruturado em termos de sua composição, organização e competências atuais.

Século XIX: a Nova Reforma e a Questão Andorrana

Depois da Revolução Francesa, em 1809, Napoleão I restabeleceu o Coprincipado e acabou com o dízimo medieval francês. No entanto, em 1812–13, o Primeiro Império Francês anexou a Catalunha durante a Guerra Peninsular (Guerra del francés). Foi dividido em quatro departamentos, com Andorra fazendo parte do distrito de Puigcerdà (departamento de Sègre). Em 1814, um decreto real restabeleceu a independência e economia de Andorra. Durante este período, as instituições medievais tardias de Andorra e a cultura rural permaneceram praticamente inalteradas. Em 1866, o sindicato Guillem d'Areny-Plandolit liderou o grupo reformista num Conselho Geral de 24 membros, eleito por sufrágio limitado a chefes de família, substituindo a oligarquia aristocrática que anteriormente governava o estado. A Nova Reforma (Nova Reforma ou Pla de Reforma) começou após ser ratificada por ambos os copríncipes e estabeleceu a base da constituição e símbolos (como a bandeira tricolor) de Andorra. Uma nova economia de serviços surgiu como uma demanda dos habitantes dos vales e começou a construir infra-estruturas como hotéis, resorts de spa, estradas e linhas de telégrafo.

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Geografia

Condizendo com a sua localização no leste da cordilheira dos Pirenéus, Andorra consiste predominantemente de montanhas escarpadas com uma altitude média de 1996 m e a mais elevada, Coma Pedrosa, a atingir 2 946 m. As montanhas são separadas por três vales estreitos em forma de Y, que se combinam num único, por onde o principal curso de água, o Rio Valira, sai do país e entra na Espanha, no ponto mais baixo de Andorra, aos 840 m de altitude. Com uma altitude média entre 1 900 e 2 000 m, Andorra é o segundo país mais alto da Europa, depois da Suíça.

Subdivisões

O território do Principado de Andorra está estruturado em sete divisões administrativas locais, sendo conhecidas como "paróquias". São elas: Canillo, Encamp, Andorra-a-Velha, Ordino, La Massana, Sant Julià de Lòria e Escaldes-Engordany. As paróquias são administradas pelos comuns, que representam os interesses locais, aprovam e executam o pressuposto comunal, e que fixam e elaboram as políticas de gestão e administração dos bens e das propriedades comunais. Dispõem de recursos próprios e recebem capital do Estado, com objetivo de garantir a autonomia financeira.

Clima

O clima de Andorra é semelhante ao clima temperado dos vizinhos, mas a sua altitude mais elevada significa que há, em média, mais neve no inverno e que é um pouco mais fresco no verão. O principado tem uma fracção muito alta de dias ensolarados e o clima é seco.[carece de fontes?] Três ou quatro nevadas fortes caem todos os anos. A média das mínimas anuais é de -2 °C e a das máximas é de 24 °C. Ao entardecer é quando há mais precipitações salvo no inverno que são, sobretudo, de neve.

Relevo

Este pequeno país é caracterizado por cimeiras de materiais paleozoicos, que se elevam através dos 2 600 m e culminam a 2 942 m próximo ao Pla de l'Estany nas fronteiras com a Espanha e a França. A atividade humana concentra-se no vale transversal nordeste-sudoeste, que a partir do Passo de Envalira (2 407 m) desce até os 840 m, quando o rio Valira finalmente chega a Espanha.[carece de fontes?]

Vegetação

Em Andorra a vegetação é predominantemente Mediterrânea. Os bosques ocupam dois quintos do território, seguindo três pisos de altitude: até os 1 200 m, azinheiras e carvalhos, até os 1 600–1 700 m predomina o Pinus sylvestris e até aos 2 200–2 300 m abunda o Pinus mugo, substituído nas cimeiras pelos prados alpinos.[carece de fontes?]

Hidrografia

Existem três rios principais neste país, que fazem uma forma de Y. O Valira do Oriente nasce na parte mais oriental do país, com extensão de 23 km e passando pelas cidades de Canillo e Encamp. Este conflui com o rio Valira do Norte, que nasce nos lagos de Tristaina, com extensão de 14 km e passando pelas cidades de Ordino e La Massana. Ambos os rios confluem na cidade de Escaldes-Engordany e formam o rio principal, o Grande Valira, com uma extensão de 11,6 km e um fluxo anual médio de 13 m³/s. Este último, em sua descida ao sul, acaba desembocando no rio Segre que, por sua vez, desemboca no rio Ebro. [carece de fontes?] Andorra possui mais de 60 lagos. Os mais representativos são: o lago de Juclar, cuja superfície é a mais extensa de todos os lagos do Principado com 21 ha, o lago de l'Illa com treze hectares, o lago (artificial) de Engolasters com sete hectares e os três lagos de Tristaina.[carece de fontes?]

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Demografia

Os andorranos são minoria em seu próprio país; não mais do que 38% do total da população têm nacionalidade andorrana. O principal grupo de residentes estrangeiros são os espanhóis (32%, de língua castelhana principalmente, depois catalã e galega), juntamente com os portugueses (16%) e os franceses (6%). Os 8% restantes pertencem a outras nacionalidades (na maioria britânicos).[carece de fontes?] Em 2004, o crescimento da população andorrana foi de 6,30% em relação ao ano anterior. Esse crescimento se dá em parte à regularização e autorização de vistos de trabalho em vigor desde 1998. Estima-se que esse valor corresponda a cerca de 7 500 pessoas.[carece de fontes?] Se tal crescimento for analisado por paróquia, ele é bem irregular, com um aumento de 13,97% em Canillo, de 9,23% em Encamp, de 10,81% em Ordino, de 9,76% em La Massana, de 3,85% em Andorra-a-Velha, de 6,88% em Sant Julià e de 3,15% em Escaldes-Engordany.[carece de fontes?]

Línguas

A língua histórica e oficial é o catalão, uma língua românica, falada por 34% da população. Andorra é o único país do mundo a ter o catalão como idioma oficial. O governo andorrano incentiva o uso do catalão. Fundou uma Comissão para Toponímia Catalã em Andorra (em catalão: la Comissió de Toponímia d'Andorra) e oferece cursos gratuitos de catalão para ajudar os imigrantes. As estações de rádio e televisão andorranas usam o catalão. Devido à imigração, ligações históricas e proximidade geográfica, castelhano (falado por 35,4%), português (15%) e francês (5,4%) também são comumente falados. A maioria dos residentes andorranos pode falar um ou mais destes idiomas, além do catalão. O inglês é falado com menos frequência entre a população em geral, embora seja entendido em graus variados nas principais estâncias turísticas. Andorra é um dos únicos quatro países europeus (juntamente com a França, Mónaco e a Turquia) que nunca assinaram a Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre Minorias Nacionais.

Religião

A população de Andorra é predominantemente (88,2%) católica. A santa padroeira do país é Nossa Senhora de Meritxell. Embora não seja uma religião oficial, a constituição reconhece uma relação especial com a Igreja Católica, oferecendo alguns privilégios especiais. A Igreja Católica é mencionada especificamente na Constituição e suas operações e papel tradicional em relação ao Estado está consagrada no artigo 11 da Constituição de Andorra. Outras denominações cristãs incluem a Igreja Anglicana, a Igreja da Unificação,a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Nova Apostólica e as Testemunhas de Jeová. A pequena comunidade muçulmana no país é composta principalmente de imigrantes norte-africanos. Existe uma pequena comunidade de hindus e bahá'ís, e aproximadamente 100 judeus vivem em Andorra.

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Política

Andorra é uma diarquia parlamentarista com o Presidente da França, eleito pelos cidadãos franceses, e o Bispo católico da diocese de La Seu d'Urgell (Catalunha, Espanha), nomeado pelo papa, como copríncipes. Esta situação, baseada em precedentes históricos, cria uma peculiaridade que torna Andorra a única diarquia do mundo, o único país onde os chefes de estado não são cidadãos do país, e o único país onde os seus dois chefes de estado são escolhidos por um país estrangeiro (o Copríncipe Francês e Presidente da França é eleito por cidadãos franceses, mas não é eleito por andorranos, visto que os andorranos não podem votar nas eleições presidenciais francesas, e o Copríncipe Episcopal e Bispo de Urgel é nomeado por um chefe de Estado estrangeiro, o papa). A política de Andorra tem lugar no quadro de uma democracia parlamentar representativa, em que o chefe de governo é o chefe do executivo e de um sistema multipartidário pluriforme.

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Lei e justiça criminal

O judiciário é composto pelo Tribunal de Magistrados, o Tribunal Penal, o Tribunal Superior de Andorra e o Tribunal Constitucional. O Tribunal Superior de Justiça é composto por cinco juízes: um nomeado pelo chefe do governo, um pelos co-príncipes, um pelo Sindicato Geral e um pelos juízes e magistrados. É presidido pelo membro nomeado pelo Sindicato Geral e os juízes têm mandato de seis anos. Os magistrados e juízes são nomeados pelo Tribunal Superior, tal como o presidente do Tribunal Penal. O Tribunal Superior também nomeia membros do Gabinete do Procurador-Geral. O Tribunal Constitucional é responsável pela interpretação da Constituição e pela revisão de todos os recursos de inconstitucionalidade contra leis e tratados. É composto por quatro juízes, um nomeado por cada um dos co-príncipes e dois pelo Conselho Geral. Eles cumprem mandatos de oito anos. O Tribunal é presidido por um dos juízes em rodízio de dois anos, de modo que cada juiz em determinado momento presidirá o Tribunal.

Forças armadas e relações exteriores

Andorra não possui forças armadas próprias, embora possua um pequeno exército voluntário cuja função é unicamente cerimonial. A defesa do país é oriunda principalmente da França e da Espanha, devido ao tratado de defesa existente entre Andorra e estes dois países. Há também o Sometent, uma instituição catalã de caráter parapolicial, que entra em serviço apenas durante emergências nacionais ou em eventos oficiais, convocando todos os homens de Andorra com idade superior a 18 anos. Por essas razões que todos os andorranos, e especialmente o chefe de cada casa (geralmente o homem mais velho e saudável de uma casa) devem, por lei, manter um rifle, embora a lei também estabeleça que a polícia oferecerá uma arma de fogo em caso de necessidade.

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Símbolos

Bandeira

A bandeira nacional de Andorra foi adoptada oficialmente em 1866. Consiste em um tricolor azul, amarelo e vermelho com o brasão de armas no meio. As cores azul e vermelho foram retiradas da bandeira da França, o vermelho e amarelo da bandeira da Espanha, já que esses dois países são os protetores da nação.

Brasão de armas

O brasão de armas de Andorra existe há muito tempo, mas só se tornou o brasão nacional do principado em 1969 e aparece no centro da bandeira andorrana. A parte inferior do brasão inscreve o lema em latim Virtus Unita Fortior (Virtude Unida é mais forte). O brasão é um esquartelado, na qual o 1.º quartel, de vermelho, contém uma mitra e um báculo de bispo, que representa os bispos de Urgel. Os 2.º e o 3.º contém, respetivamente, 3 e 4 palas a vermelho que representam o condado de Foix, a Catalunha e o 4.º, em ouro, contém 2 bois a vermelho, que representa os viscondes de Béarn.[carece de fontes?]

Hino

O hino de Andorra (El Gran Carlemany) foi escrito por Juan Benlloch i Vivó, enquanto a música foi composta por Enric Marfany Bons. O hino foi adotado em 8 de setembro de 1921 e faz referência a vários aspectos da cultura e da história andorrana.

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Economia

O turismo, o esteio da minúscula economia de Andorra, representa cerca de 80% do PIB. Estima-se que 10,2 milhões de turistas visitam anualmente, atraídos pelo estatuto de isenção de impostos de Andorra e pelas suas estâncias de verão e inverno. Uma das principais fontes de rendimento em Andorra é o turismo de estâncias de esqui que totalizam mais de 175 km de pistas de esqui. O esporte traz mais de 10 milhões de visitantes por ano e cerca de 340 milhões de euros por ano, sustentando 2 000 empregos diretos e 10 000 indiretos atualmente desde 2007. O sector bancário, com o estatuto de paraíso fiscal, também contribui substancialmente para a economia (o sector financeiro e de seguros representa cerca de 19% do PIB). O sistema financeiro é composto por cinco grupos bancários, uma entidade de crédito especializada, oito entidades gestoras de empresas de investimento, três sociedades gestoras de activos e 29 seguradoras, dos quais 14 são sucursais de seguradoras estrangeiras autorizadas a operar no principado.

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Infraestrutura

Educação

Crianças entre 6 e 16 anos são obrigadas por lei a ter educação em tempo integral. A educação até o nível secundário é fornecida gratuitamente pelo governo. Existem três sistemas escolares: andorrana, francesa e espanhola, que usam as línguas catalã, francesa e espanhola, respectivamente, como a principal língua de instrução. Os pais podem escolher qual sistema seus filhos irão frequentar. Todas as escolas são construídas e mantidas pelas autoridades andorranas, mas os professores das escolas de francês e espanhol são financiados em grande parte pela França e pela Espanha. 39% das crianças andorranas frequentam escolas andorranas, 33% frequentam escolas francesas e 28% escolas espanholas.

Saúde

O sistema de saúde em Andorra é prestado a todos os trabalhadores e suas famílias pelo sistema de segurança social gerido pelo governo: a Caixa Andorrana de Seguridade Social (CASS). Esse sistema é financiado pelas contribuições dos empregadores e empregados em relação aos salários. O custo dos cuidados de saúde é coberto pelo SASC as taxas de 75% para despesas de ambulatório, como medicamentos e visitas hospitalares, 90% para hospitalização e 100% para acidentes de trabalho. O restante dos custos pode ser coberto pelo seguro de saúde privado. Outros residentes e turistas precisam de seguro de saúde privado completo. O principal hospital, o Nostra Senyora de Meritxell, fica em Escaldes-Engordany. Há também 12 centros de atenção primária em vários locais ao redor do principado.

Transportes

Até o século XX, Andorra tinha ligações de transporte muito limitadas para o mundo exterior, e o desenvolvimento do país foi afetado pelo seu isolamento físico. Mesmo agora, os principais aeroportos mais próximos, em Toulouse e Barcelona, ficam há três horas de carro de Andorra. Andorra tem uma rede rodoviária de 279 km, dos quais 76 km não são pavimentados. As duas estradas principais de Andorra la Vella são a CG-1 até à fronteira espanhola e a CG-2 até à fronteira francesa através do túnel Envalira perto de El Pas de la Casa. Os serviços de ônibus cobrem todas as áreas metropolitanas e muitas comunidades rurais, com serviços na maioria das principais rotas funcionando a cada meia hora ou com mais frequência durante os horários de pico. Há frequentes serviços de ônibus de longa distância de Andorra para Barcelona e Toulouse, além de uma excursão diária da antiga cidade. Os serviços de ônibus são em sua maioria dirigidos por empresas privadas, mas alguns locais são operados pelo governo.

Mídia e Telecomunicações

Em Andorra, os serviços de telefonia móvel e fixa e de internet são operados exclusivamente pela empresa nacional de telecomunicações de Andorra, a Andorra Telecom. A empresa também administra a infraestrutura técnica para a transmissão nacional de televisão e rádio digitais. Até o final de 2010, foi planejado que todas as residências do país tivessem fibra a domicílio para acesso à Internet a uma velocidade mínima de 100 Mbit/s, e a disponibilidade estava completa em junho de 2012. Existe uma emissora de televisão de Andorra, a Rádio i Televisió d'Andorra (RTVA). A Rádio Nacional d'Andorra opera duas estações de rádio, a Rádio Andorra e a Andorra Música. Há três jornais nacionais: Diari d'Andorra, El Periòdic d'Andorra e Bondia, além de vários jornais locais. Há também uma sociedade de radioamadores. Estações de rádio e televisão adicionais da Espanha e da França estão disponíveis via televisão digital terrestre e IPTV.[carece de fontes?]

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Cultura

A língua oficial e histórica é o catalão. Assim, a cultura é catalã, com especificidade própria. Andorra é o lar de danças folclóricas como os contrapàs e marratxa, que sobrevivem em Sant Julià de Lòria especialmente. A música folclórica andorrana tem semelhanças com a música de seus vizinhos, mas tem um caráter especialmente catalão, especialmente na presença de danças como a sardana. Outras danças folclóricas andorranas incluem contrapós em Andorra la Vella e a dança de Santa Ana em Escaldes-Engordany. O feriado nacional de Andorra é o dia de Nossa Senhora de Meritxell, 8 de setembro. A artista folclórica americana Malvina Reynolds, intrigada com seu orçamento de defesa de US$ 4,90, escreveu uma canção "Andorra". Pete Seeger acrescentou versos e cantou "Andorra" em seu álbum de 1962, The Bitter and the Sweet. As festas do fogo do solstício de verão nos Pirenéus foram incluídas como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2015 e o Vale Madriu-Perafita-Claror foi incluído como Património Mundial pela UNESCO em 2004, sendo o único Património Mundial em Andorra.

Música

O evento mais importante na vida cultural de Andorra é o festival internacional de jazz de Escaldes-Engordany, celebrado durante o mês de julho, onde intérpretes como Miles Davis, Fats Domino e B. B. King já participaram. Na capital, durante as noites de verão de quintas-feiras, se realiza o Dijous de Rock, onde grupos locais e do estado espanhol oferecem concertos ao público. A Orquestra Nacional de Cambra d'Andorra, dirigida e fundada em 1993 pelo violinista Gerard Claret, celebra um encontro de canto com fama internacional, tendo feito concertos em Espanha, França e Bélgica e participado regularmente no Palau de la Música Catalana.[carece de fontes?]

Literatura

A literatura andorrana tem suas origens no século XVIII. Antoni Fiter i Rossell escreveu um livro sobre a história, o governo e os usos e costumes de Andorra chamado Digest manual de las valls neutras de Andorra em 1748. Essa obra também contém os documentos de Carlos Magno e Luís I, o Piedoso. Atualmente o original se conserva na casa Fiter-Riba, de Ordino, sendo que existe uma cópia no Armari de les Set Claus na Casa de la Vall e outra nos arquivos do bispado de La Seu d'Urgell. Posteriormente, em 1763, o pároco Antoni Puig escreveu o Politar andorrà, obra que descreve os privilégios do Principado e as atribuições das autoridades.[carece de fontes?]

Desporto

Andorra é famosa pela prática de esportes de inverno. Os desportos populares praticados em Andorra incluem futebol, rugby, basquetebol e hóquei em patins. No hóquei em patins Andorra costuma jogar no Campeonato Europeu de Hóquei em Patins e no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins. Em 2011, Andorra foi o país anfitrião da Final Eight da Liga Europeia de 2011. O país é representado no futebol pela seleção nacional de futebol de Andorra. No entanto, a equipe teve pouco sucesso internacionalmente devido à pequena população de Andorra. O futebol é administrado em Andorra pela Federação Andorrana de Futebol — fundada em 1994, organiza as competições nacionais de futebol (Primera Divisió, Copa Constitució e Supercopa) e futsal. Andorra foi admitido na UEFA e FIFA no mesmo ano. FC Andorra, um clube com sede em Andorra-a-Velha fundado em 1942, passou a competir no Campeonato Espanhol de Futebol.

Feriados oficiais

Existem 4 feriados oficiais em Andorra e mais outros 10 feriados e festas menores. O feriado principal de Andorra é o de Nossa Senhora de Meritxell, padroeira de Andorra, que é o dia nacional do país. Nesse dia realiza uma peregrinação com tochas e velas do monumento de Pareatges ao Santuário de Nossa Senhora de Meritxell, na paróquia de Canillo, onde depois ocorre uma missa.

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Fontes consultadas

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