Ancestral comum mais recente
O ancestral comum mais recente de qualquer grupo de organismos é o indivíduo mais recente do qual todos os organismos no grupo descendem directamente.
O termo é aplicado mais frequentemente a humanos. O ACMR de um grupo de indivíduos pode por vezes ser determinado referindo um pedigree já estabelecido. Em geral, no entanto, é impossível identificar o ACMR específico de um grupo de indivíduos, mas muitas vezes é possível obter uma estimativa do tempo em que viveu o ACMR; tais estimativas podem ser obtidas com base em resultados de testes de ADN e em taxas de mutação estabelecidas, ou por referência a um modelo genealógico não genético. Estima-se que o ACMR de todos os seres humanos vivos actualmente tenha vivido há 350 mil anos. É um fato que a questão do ancestral comum mais recente de todos os seres vem intrigando não somente biólogos, mas a maioria das pessoas. Com base nisso, biólogos vêm utilizando sequências de DNA de organismos modernos para descobrir características do ACMR de todos os seres vivos – o “tronco” da árvore da vida, que seria um organismo que teria surgido na Terra há mais de 3,5 bilhões de anos. Haverá provas inequívocas, ao se recuar no tempo, de que todos os animais e as plantas são aparentados entre si e de que todos os seres descendem de um mesmo ser ancestral. Como alguns argumentos para sustentar este fato, citam-se: a árvore da vida; os muitos elos entre as espécies; os embriões, que seriam muito semelhantes entre si (num estado muito prematuro os embriões das diferentes espécies são extremamente semelhantes); o DNA, que seria muito semelhante entre o homem e o chimpanzé; os órgãos parecidos entre o homem e os animais; e os órgãos vestigiais (órgãos que, em alguns seres vivos, encontram-se com tamanho reduzido e geralmente sem função, porém maiores em outros e exercendo uma função definitiva).


