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Anastácia de Sírmio

Anastácia de Sírmio foi uma santa, virgem e mártir cristã, que morreu em Sírmio. Na Igreja Ortodoxa, ela é comemorada como "Grande Mártir Anastácia, a Salvadora das Poções".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/08/2026
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História

Esta mártir tem a distinção, única na liturgia romana, de ter uma comemoração especial na segunda missa de Natal. A missa do dia era originalmente celebrada não em honra ao nascimento de Cristo, mas sim em comemoração desta mártir e, por volta do final do século V, seu nome acabou sendo incluído também no Cânone Romano. Ainda assim, Anastácia é uma santa romana, pois ela sofreu o martírio em Sírmio, e não era venerada em Roma até pelo menos o final do século V. É verdade que sua História posterior ao século VI, pelo menos, faz de Anastácia uma romana, embora mesmo nesta história ela não tenha sofrido o martírio ali. Esta mesma versão liga o nome dela ao de Crisógono, que também não era um mártir romano, mas coloca a morte dela como tendo ocorrido em Aquileia. De acordo com esta Passio, Anastácia era a filha de Praetextatus, um vir illustris romano e um de seus professores era Crisógono. No início da perseguição de Diocleciano, o imperador romano convocou Crisógono para Aquileia, onde ele foi torturado e morto. Anastácia, tendo ido dali até Sírmio para visitar a comunidade local, foi queimada viva na Ilha de Palmaria em 25 de dezembro e seu corpo foi enterrado na casa de Apolônia, que havia sido convertida numa basílica.

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Devoção

No ocidente

O chamado Martyrologium Hieronymianum relata o seu nome em 25 de dezembro, não só para Sírmio, mas também para Constantinopla, algo que decorre de uma história diferente. De acordo com Teodoro, o Leitor, durante o patriarcado de Genádio I de Constantinopla (458-471), o corpo da mártir foi transferido para a capital imperial e enterrado numa igreja que até então era conhecida como Anastasis ("Ressurreição") e que passou, a partir daí, a ser conhecida como "Anastasia". De forma similiar, a devoção de Anastácia foi introduzida em Roma a partir de Sírmio por meio de uma igreja já existente. Como esta já era bastante conhecida, acabou dando especial proeminência ao dia da festa da santa. Já existia em Roma, desde o século IV, ao pé da Colina do Palatino e acima do Circo Máximo, uma igreja que havia sido decorada pelo papa Dâmaso I (366-384) com um grande mosaico. Ela era conhecida como titulus Anastasiae e é mencionada com este nome nos atos do Concílio de Roma de 499. Há alguma incerteza sobre a origem deste nome: ou igreja o deve a uma homenagem à romana Anastácia, como é o caso de diversas outras igrejas titulares de Roma (Duchesne) ou ela era originalmente uma igreja em honra à Anastasis (Ressurreição de Jesus), como as que já existiam em Ravena e em Constantinopla, e a partir de "Anastasis" derivou "titulus Anastasiae" (Grisar). Qualquer que seja a opção, a igreja já era especialmente proeminente entre os séculos IV e VI, sendo a única no centro da Roma antiga, rodeada de templos pagãos.

No oriente

A Igreja Ortodoxa venera Santa Anastácia como uma Grande Mártir, geralmente se referindo a ela como "Anastácia, a Romana". Ela geralmente recebe os epítetos de "Salvadora dos Grilhões" e "Salvadora das Poções" pois acredita-se que suas intercessões protejam os fiéis contra venenos e outras substâncias malignas. De acordo com o Sinaxário, ela era filha de Praepextatus (um pagão) e Fausta (uma cristã). No século V, as relíquias de Santa Anastácia foram transferidas para Constantinopla, onde uma igreja foi construída e dedicada a ela. Posteriormente, a cabeça e uma mão da Grande Mártir foram transferidas para o Mosteiro de Santa Anastácia, perto de Monte Atos.

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Fontes consultadas

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