Anais do Bambu
Os Anais do Bambu, também chamados Anais Jizhong, são uma crônica da China Antiga. Começam na época lendária mais remota e estendem-se até 299 a.C., com os últimos séculos focados na história do Estado de Wei no período dos Reinos Combatentes. Abrangem, assim, um período similar ao dos Registros de Sima Qian. O original foi perdido durante a dinastia Song, e o texto é conhecido em duas versões, um "texto atual" de autenticidade disputada e um "texto antigo" incompleto.
O texto original foi enterrado com o rei Xiang de Wei (m. 296 a.C.) e redescoberto em 281 d.C. (dinastia Jin Ocidental) na descoberta Jizhong. Por esta razão, a crônica sobreviveu à queima dos livros pelo imperador Qin Shihuang (221−210 a.C.). Outros textos recuperados da mesma tumba incluem Guoyu, I Ching e o Conto do Rei Mu. Eles foram escritos sobre pedaços de bambu, o material de escrita comum no período dos Reinos Combatentes, e é disto que o nome do texto deriva. As tiras foram organizadas na ordem e transcritas por estudiosos da corte, que identificaram o trabalho como a crônica do Estado de Wei. De acordo com Du Yu, que viu as tiras originais, o texto começa com a dinastia Xia, e usa uma série de calendários pré-Han. Contudo, registros indiretos posteriores afirmam que começa com o Imperador Amarelo. Esta versão, consistindo de 13 pergaminhos, foi perdida durante a dinastia Song. Uma versão de 3 rolos dos Anais é mencionada na História de Song (1345), mas sua relação com as outras versões é desconhecida.
A tradução para a língua inglesa de James Legge (1865) inclui a versão "atual" dos Anais em chinês. A tradução é descrita por Nivison como "boa e muito conveniente, mas não impecável".


