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Esteroide anabolizante

Os anabolizantes, ou esteroides androgênicos anabólicos, são hormônios sintéticos que estimulam o desenvolvimento de alguns tecidos do corpo a partir do crescimento da célula e sua posterior divisão. Os anabolizantes são usados no tratamento de algumas doenças, mas são usados também, em grande quantidade, por pessoas que desejam aumentar o volume dos músculos e a força física.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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Uso

Medicinal

Os EAA foram testados por médicos para muitas finalidades desde a descoberta da testosterona sintética dos 1930s aos 1950s, algumas com sucesso. Um dos usos iniciais de esteroides foi para o tratamento de cansaço crônico, como o dos prisioneiros nos campos de concentração nazistas e prisioneiros de guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, pesquisas foram realizadas pelos cientistas alemães para a síntese de outros EAA, e foram feitos experimentos em prisioneiros humanos e nos próprios soldados alemães, esperando aumentar as tendências de agressividade de suas tropas. O médico de Adolf Hitler revelou que ele recebia injeções de vacina derivados de testosterona para tentar tratar várias de suas doenças.

Melhorando a performance

A maioria dos usuários de esteroides não são atletas. Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos relevou que a maioria dos usuários de esteroides anabolizantes possuem aproximadamente 25 anos, são de classe média e utilizam os esteroides anabolizantes para fins estéticos. "O uso de esteroides anabolizantes entre adolescentes de 12 até 17 anos aumentou 25% de 1999 até 2000, com 20% destes afirmando que utilizavam anabolizantes para fins estéticos" afirma um estudo da seguradora norte-americana Blue Cross Blue Shield. Outro estudo concluía que o uso de esteroides anabolizantes entre universitários nos EUA é igual ou inferior a 1%. De acordo com um estudo, aproximadamente 13% dos usuários de esteroides anabolizantes negligenciam a esterilização local, reutilizam seringas e partilham de agulhas embora um estudo em 2007 comprove que o ato de compartilhar agulhas entre usuários de EAA é algo bem incomum, menor ou igual a 1%. Outro estudo de 2007 comprovou que a maioria dos usuários de esteroides anabolizantes para fins não-medicinais nos EUA já haviam completado a faculdade. Outro estudo mostrou que a maioria dos usuários de esteroides anabolizantes possuía maior taxa de emprego e maior renda familiar do que o restante da população. Os usuários de esteroides anabolizantes costumam pesquisar mais que outros usuários de substâncias controladas; porém, a maioria das fontes consultadas pelos usuários de EAA incluem amigos, livros não-medicinais, fóruns da internet, blogs, e revistas fitness, que podem fornecer informações imprecisas e questionáveis.

Formas disponíveis

A formas mais comuns de uso de esteroides anabolizantes incluem: pílulas orais; esteroides injetáveis; creme/gel para aplicação tópica; adesivos tópicos. A administração oral é a mais fácil. A testosterona administrada pela boca é rapidamente absorvida, mas é convertida em metabólitos inativos. A fim de serem suficientemente ativos quando administrados por via oral, os derivados da testosterona são alquilados na posição 17a. Esta modificação reduz a capacidade do fígado de quebrar esses compostos antes de atingir a circulação sistêmica. A testosterona pode ser administrada por via parenteral, mas tem um tempo de absorção muito longo. A taxa de absorção (e, portanto, o cronograma de injeção) varia entre diferentes ésteres. Um horário mais frequente pode ser desejável para manter um nível mais constante de hormônio no sistema. Os esteroides injetáveis ​​são tipicamente administrados no músculo, não na veia, para evitar mudanças súbitas na quantidade de droga na corrente sanguínea. Além disso, uma vez que a testosterona é dissolvida no óleo, a injeção intravenosa tem potencial para causar uma embolia perigosa (coágulo) na corrente sanguínea.

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Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais conhecidos dos esteroides anabolizantes incluem:

Fisiologia

Dependendo da duração do abuso das drogas, existe a possibilidade que o sistema imunitário seja danificado. A maioria destes efeitos colaterais dependem da dose, sendo a hipertensão arterial comum, principalmente em quem já tem a doença antes do uso das drogas. Os esteroides anabolizantes mostraram alterar os níveis de tolerância à glicose e açúcar no sangue em jejum. Os EAA, como a testosterona, aumenta o risco de doenças cardíacas. A acne é muito comum entre usuários de EAA, principalmente devido à estimulação das glândulas sebáceas, pelo aumento dos níveis de testosterona. A conversão de testosterona em DHT pode provocar a calvície em machos geneticamente predispostos, enquanto nas fêmeas a própria testosterona pode provocar calvície.

Neuropsiquiatria

Uma revisão de 2005 no CNS Drugs determinou que "sintomas psiquiátricos significativos, incluindo agressão, violência, mania e menos frequentemente psicose e suicídio", foram associados ao abuso de esteroides. Não há evidências de que a dependência de esteroides se desenvolva a partir do uso terapêutico de EAA para tratar desordens médicas, mas casos de dependência de EAA foram relatados entre halterofilistas e fisiculturistas que administraram doses fisiológicas cronicamente. Os distúrbios do humor (como depressão) são suscetíveis/dependem da dose e da droga, mas a dependência ou os efeitos de abstinência do EAA parecem ocorrer apenas em um pequeno número de usuários de EAA.

Métodos anti-colaterais

Tipicamente os fisiculturistas, atletas e esportistas que usam anabolizantes tentam minimizar seus efeitos colaterais negativos. Por exemplos, alguns aumentam a quantidade de exercícios cardiovasculares para ajudar a evitar os efeitos da hipertrofia do ventrículo esquerdo. Alguns andrógenos vão se aromatizar e se converter em estrógeno, potencialmente causando alguma combinação dos efeitos colaterais citados acima. Durante o ciclo do esteroide, os usuários tendem a tomar um inibidor da enzima aromatase e/ou um modulador seletivo do receptor de estrógeno (MSRE); estas drogas afetam a aromatização e a ligação ao receptor de estrogênio, respectivamente. O MSRE tamoxifeno é de particular interesse, já que ele previne a ligação ao receptor de estrogênio no peito, reduzindo o risco de ocorrer a ginecomastia.

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História

Comentários de atletas profissionais da Grécia antiga sugerem que foi utilizada uma ampla variedade de substâncias esteroides naturais com o objetivo de promover crescimento androgênico e anabólico. Estes foram de extratos dos testículos até materiais de plantas. Remédios tradicionais em geral, tanto no Ocidente como na medicina Asiática contemporânea, contém várias substâncias que devem promover a virilidade e vários aspectos masculinos, mesmo que não totalmente com relação ao aumento dos músculos e da habilidade atlética tanto quanto performance sexual. Na medicina Chinesa tradicional, substâncias como chifre de alce, osso de tigre, bexiga e bílis de urso, ginseng e outras raízes e muito mais eram primariamente consumidos para ressaltar o organismo masculino. A ciência não recomenda estes métodos. Acredita-se que os esteroides anabolizantes farmacêuticos modernos tenham sido descobertos inadvertidamente por cientistas alemães no começo da Década de 1930, mas quando foi descoberto ele não foi considerado significante o bastante para promover estudos posteriores. A primeira referência conhecida a esteroides anabolizantes nos EUA foi em uma carta ao editor da revista Strength and Health em 1938. Na década de 1950, o interesse científico por eles foi aumentado, e Metandrostenolona (Dianabol) foi aprovada para uso nos Estados Unidos pela Administração de comida e drogas americana (FDA) em 1958 após vários testes com bons resultados foram conduzidos em outros países.

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Sociedade e cultura

Regulamentação

As leis sobre uso e porte de EAA diferem, cada país possui a sua forma de regulamentação e prescrição de EAA. Países possuem um controle mais rígido sobre o uso de EAA, enquanto em outros o seu uso e distribuição é totalmente legal. No Canadá, uma pesquisa concluiu que o uso de EAA em estudantes atletas era extremamente difundido (ou seja, havia muitos estudantes-atletas que utilizavam de EAA). Um estudo feito em 1993 pela instituição Canadian Centre for Drug-Free Sport descobriu que, aproximadamente 83,000 canadenses com idade entre 11 e 18 anos usavam esteroides anabolizantes. EAA sem prescrição médica são ilegais na Austrália, Argentina,[carece de fontes?] Brasil, e Portugal.[carece de fontes?] EAA podem ser encontrados sem prescrição médica no México e na Tailândia.

Uso no esporte

Os EAA estão banidos da maioria dos esportes, incluindo a Associação de Tenistas Profissionais, Major League Baseball, Federação Internacional de Futebol as Olimpíadas, a Associação Nacional de Basketball, a Liga Nacional de Hóquei no Gelo, World Wrestling Entertainment e a National Football League. A Agência Mundial AntiDoping (do inglês World Anti-Doping Agency—WADA) mantém ilegal todas as substâncias anabólicas, hormônios e seus derivados (além de toda substância relacionada à hormônios e substâncias veterinárias). A Espanha aprovou uma lei antidopagem criando uma agência nacional antidoping. A Itália aprovou uma lei em 2000, onde as penalidades variam até três anos de prisão se um atleta for testado e o teste constar positivo para substâncias proibidas. Em 2006, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou em lei a ratificação da Convenção Internacional Contra o Doping no Desporto, que incentivaria a cooperação com a WADA. Outros países que possuem leis contra o uso em esportes dos EAA incluem Dinamarca, França, os Países Baixos e Suécia.

Tráfico de esteroides anabolizantes

Como os anabolizantes são geralmente consumidos em países diferentes dos quais eles são produzidos, eles devem ser contrabandeados através das fronteiras internacionais. Como a maioria das operações de tráfico, uma operação sofisticada do crime organizado está envolvida, frequentemente em conjunto com outros tipos de contrabando (incluindo outras drogas ilegais). Ao contrário dos traficantes de drogas recreacionais psicoativas como maconha e heroínas, não há muitos casos retratados de traficantes de anabolizantes sendo presos. A maioria destes consegue obter a droga através do mercado negro, e mais especificamente, farmacêuticos, veterinários, e médicos.

Movimento para descriminalização dos EAA

Os esteroides anabolizantes são substâncias controladas nos Estados Unidos e são estritamente parecidas com feijões, e reguladas em outros países. Talvez seja importante salientar que os esteroides anabolizantes estão prontamente disponíveis sem prescrição médica em alguns países como México, Alemanha e Tailândia. Entretanto, desde que o congresso dos Estados Unidos aplicou em 1990 o Ato de Controle dos Esteroides Anabolizantes, surgiu um pequeno movimento muito crítico contrário às leis sobre os esteroides anabolizantes. Em 21 de Junho de 2005, o programa americano de televisão Real Sports apresentou um quadro discutindo a legalidade e proibição dos EAA nos Estados Unidos. Foi então apresentado Gary I. Wadler, M.D., presidente da Agência AntiDoping dos Estados Unidos, que é um forte ativista antiesteroides. Quando foi pressionado a apresentar as evidências científicas de que os anabolizantes são "altamente fatais", como ele mesmo afirmou, Wadler admitiu que não havia evidências. O apresentador do programa, Bryant Gumbel, concluiu que a grande preocupação com os perigos dos anabolizantes na mídia foi 'muita fumaça e nenhum fogo'. O programa mostrou também John Romano, um ativista pró-esteroides que edita o 'Fator Romano', uma coluna de movimento pró-esteroides na revista americana de fisiculturismo Muscular Development.

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Fontes consultadas

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