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Ana Carolina (cantora)

Ana Carolina de Souza é uma cantora, compositora, musicista e escritora brasileira. Seu álbum de estreia, homônimo (1999), foi lançado com sucesso comercial e recebeu certificação de platina, pela Pro-Música Brasil (PMB), impulsionado pelo sucesso do single "Garganta". Ela ganhou ainda mais reconhecimento pelo êxito de "Quem de Nós Dois", parte de seu segundo disco de estúdio Ana Rita Joana Iracema e Carolina (2001), que foi a música mais tocada nas rádios do Brasil em 2001. Estampado, seu projeto seguinte, vendeu mais de 600 mil cópias e gerou sucessos como "Encostar na Tua", "Uma Louca Tempestade" e "Pra Rua Me Levar". Em seguida, ela lançou a coletânea Perfil, que foi reconhecido pela PMB com certificado de diamante e como o álbum mais comprado no Brasil em 2005. No mesmo ano, atraiu aclamação por sua colaboração com Seu Jorge, que começou com o álbum, Ana & Jorge. O projeto extraiu o sucesso "É Isso Aí ", uma das músicas mais tocadas em 2005.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

É filha de Maria Aparecida de Souza e Antônio Melgaço. Logo aos dois meses de idade, Ana Carolina perdeu o pai, que morreu de trombose. Ana declarou que possivelmente é fruto de uma traição de sua mãe, ao dar uma entrevista se referindo a uma música sua que recebe o mesmo nome "Traição" no mais recente álbum, N9ve. Ana tem uma irmã chamada Selma, que é 14 anos mais velha, e também um irmão. Sua influência musical vem de família – a avó cantava em rádio, fazendo sucesso, o avô em igreja e os tios-avós tocavam percussão, piano, cello e violino. Ana contou em entrevista para Jô Soares, em 6 de junho de 2008, que uma lenda dentro da própria sua família dizia que sua avó teria tido um caso com Luiz Gonzaga na juventude. A mãe era proprietária de um salão de cabeleireiro e Ana fazia do local seu palco, usava como microfone um rolo de cabelo e cantava versos de Caetano, entre outros. Morava no bairro Granbery, e estudou no Instituto Granbery da Igreja Metodista a maior parte da vida. Começou a cantar aos 18 anos nos barzinhos da cidade com o repertório de Jobim, Chico, Ary Barroso e outros clássicos. Em entrevista, Ana diz que a experiência em bares foi, para ela, uma escola, além de cantar sucessos do rádio, cantava outras canções. Foi quando Ana Carolina conhecera Luciana David e Keley Lopes, duas estudantes de Comunicação, que gostaram do que ouviram e se tornaram suas empresárias.

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Carreira

1998–2005: Ana Carolina, ARJIC e Estampado

Em 1998, apresentou-se no Hipódromo e no bar Mistura Fina; na plateia estava a neta de Vinicius de Moraes, Luciana, a qual entregou uma fita demo. Depois de quinze dias, Ana estava com proposta de duas gravadoras, contudo, assinou o contrato com a BMG. Isso fez com que ela se mudasse para o Recreio dos Bandeirantes, e começasse a produzir o primeiro álbum, Ana Carolina. Naquele ano, duas canções desse trabalho foram parar em duas trilha sonoras de novelas da TV Globo: "Garganta", "Andando nas Nuvens", "Tô Saindo" e "Vila Madalena", ambas de autoria de Antonio Villeroy. "Nada pra Mim", uma inédita composta por John, do mineiro Pato Fu, integrou a trilha da telenovela Malhação, em 2000, mesmo ano em que foi indicada à primeira edição do Grammy Latino, na categoria brasileira de "Melhor Álbum Pop Contemporâneo". Com o álbum, Ana ganhou disco de ouro pelos 250 mil cópias vendidas e foi apontada como "a grande promessa da MPB", comparada com Cássia Eller e Zélia Duncan. Em 2001, Ana Carolina fez composições e interpretou uma canção para o longa metragem "Amores Possíveis", "Velas e Vento" e "Margem da Pele", esta última é interpretada por Paula Lima.

2005–11: Ana & Jorge, Dois Quartos e N9ve

Em 2005, chegou ao mercado Perfil, coletânea de sucessos que logo alcançou o lugar mais alto no ranking dos mais procurados, com mais de 320 mil cópias vendidas. O álbum rendeu a Ana três certificados: Platina, Platina Duplo e Diamante, no mesmo ano de lançamento. No Brasil, foi o quarto CD mais vendido de 2007. Ana & Jorge, foi gravado em 15 de agosto de 2005, durante o projeto Tom Acústico, promovido pela casa de espetáculos paulistana Tom Brasil, que reúne artistas de diferentes gêneros musicais, mas com grandes afinidades. O espetáculo rendeu um CD e um DVD lançados pela Sony BMG no mesmo ano, obtendo ótima receptividade de público e crítica. O single "É Isso Aí (The Blower's Daughter)", uma tradução da versão em inglês de "The Blower's Daughter", do cantor Damien Rice, estourou nas rádios.

2011–17: Ensaio de Cores e #AC

Em 2011, lança a música "Problemas", que entra para a trilha sonora da novela Fina Estampa da Rede Globo. Foi o primeiro single de "Ensaio de cores", cujo clipe foi lançado no dia 15 de novembro. O DVD foi gravado no início de setembro, no Citibank Hall, Rio de Janeiro. Após o final da turnê de Ensaio de Cores, Ana faz uma turnê intitulada "Sucessos", na qual canta suas músicas mais conhecidas pelo público. Parte da turnê tem uma fase internacional, passando por cidades como Nova Iorque, Miami, Los Angeles, São Francisco, entre outras. Em dezembro de 2012 lança "Un sueño bajo el agua". A cantora também faz uma participação na música "Irrepetível", do álbum "La musica no se toca" de Alejandro Sanz, participando também do clipe junto ao cantor espanhol.

2018–presente: Fogueira em Alto Mar

Em 9 de março de 2018 a cantora apareceu no palco do famoso Festival de Sanremo e participou de um dueto com o italiano Mario Biondi, que contou ainda com a presença do brasileiro Daniel Jobim, na música Rivederti. Em abril começou a gravar seu novo álbum, lançado sob o nome de Fogueira em Alto Mar. Em 2023, lançou uma turnê em homenagem a Cássia Eller.

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Literatura

Imagem: GOL Linhas Aéreas Inteligentes · BY-NC · Openverse

A obra autobiográfica Ruído Branco (2016) dividida em poesia, prosa, poesia musicada e 'caderninho', espécie de rascunhos dos tempos de criança em Juiz de Fora (MG). A artista expõe também conflitos psicológicos, busca por autoconhecimento e relato pessoal por meio da escrita. Estes aspectos demarcam a estreia da cantora, compositora e musicista Ana Carolina no cenário da literatura, afirma a intenção de pensar novo livro, sob pseudônimo constitui. As memórias e poemas do contexto da infância à maturidade são reunidos na coletânea, aborda temas sensíveis. O lançamento de seu novo trabalho foi no Rio de Janeiro e São Paulo, o projeto adquiriu ampla circulação nas livrarias nacionais. O prefácio e a contracapa, são de respectivamente, Fabrício Carpinejar e Elisa Lucinda.

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Vida pessoal

Imagem: liwidera · BY-NC · Openverse

De acordo com Ana, com quinze anos de idade, ela revelou para sua mãe que era bissexual. Segundo a própria, a revelação foi feita para a família inesperadamente, sem programação: "Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. 'Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor?". A sexualidade da artista foi respeitada, ainda que mais tarde ela tenha enfrentado cobranças: "Tive de ser mais dura com minha mãe, para reafirmar minha condição. Mas aí ela aceitou de vez, e hoje nos damos bem". Contudo, ela apenas tornou o fato público para a mídia em 2005, durante uma entrevista para a revista Veja. Aos dezesseis anos, descobriu possuir diabetes. Em 1 de maio de 2001, às cinco da manhã, a artista saía do apartamento de Paulinho Moska, no Leblon, em direção ao seu na Barra, quando na Av. das Américas perdeu o controle do seu Mercedes-Benz Classe A, que colidiu contra um poste. Ainda lúcida, foi resgatada e levada para a UTI do Hospital Barra D'Or, onde constatou-se que Ana havia sofrido uma fratura na tíbia e um corte na cabeça.

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Características musicais

Imagem: GOL Linhas Aéreas Inteligentes · BY-NC · Openverse

Conhecida pelo registro vocal grave ou contralto, porém, pode alcançar notas relativamente agudas, portanto, tendo uma grande extensão vocal. Isso a ajudou muito na carreira, possibilitando-a interpretar uma ampla variedade de músicas e estilos.

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Fontes consultadas

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