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Ana Miranda

Ana Maria Nóbrega Miranda é uma romancista e atriz brasileira, conhecida pelas obras de romance histórico e da biografia com foco no período do Brasil Colônia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Biografia

Imagem: GZ Videos (youtube) · BY · Openverse

Nasceu em Fortaleza, Ceará e cresceu no Rio e em Brasília. A partir de 1969 radicou-se no Rio de Janeiro, e em 2001 mudou-se para São Paulo. Foi casada com o ator ítalo-brasileiro Arduíno Colassanti entre 1970 e 1972 e também, entre 1995 e 2018, com Emir Sader, professor de sociologia e cientista político. Trabalhou em filmes do Cinema Novo brasileiro entre 1971 e 1979, como Como era gostoso o meu francês. Teve a formação literária tutelada pelo escritor Rubem Fonseca, entre 1979 e 1989. Dirigiu o Instituto de Artes da Funarte e foi editora chefe da instituição entre 1977 e 1983. Recebeu formação na área de artes plásticas, cursando o Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. É desenhista, ilustrou algumas das capas de seus livros. Foi escritora visitante em universidades como Stanford e Yale, nos Estados Unidos e representou o Brasil perante a União Latina, em Roma. Em 2006, Ana Miranda voltou a morar no Ceará, onde segue residindo e trabalhando.

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Carreira

Estreia como escritora com as poesias de Anjos e Demônios (1978) e Celebrações do Outro (1983). O crítico Fernando Py, em matéria no Jornal do Brasil (19 de maio de 1979), escreveu: "Anjos e Demônios é um livro que, a princípio, fala mais à sensibilidade e à emoção; seguimos os versos da autora como se fossem fruto de confessionário, com suas aparentemente ingênuas nudezas de anjos e demônios internos. Essa impressão, no entanto, vai se desfazendo aos poucos; vemos surgir, aqui e ali, uma poesia de maior densidade, especialmente em certos poemas em que a expressão atinge uma invenção feliz [...]" Em O Globo de 11/3/79, Elias Fajardo da Fonseca definiu Miranda como "a moça que libertou anjos e demônios". Em 1989 lança Boca do Inferno, na linha do resgate ou reinvenção da história e que tem como tema a cidade da Bahia do século XVII, e como protagonistas o poeta Gregório de Matos e o missionário jesuíta Antônio Vieira. O romance foi traduzido em vários países como Suécia (Wahlström & Widstrand, 1990); Dinamarca (Samleren, 1990); Holanda (Amber, 1990); Argentina (Editorial Sudamericana, 1990); Noruega (Gyldendal Norsk-Forlag, 1990); Itália (Rizzoli, 1991); Estados Unidos (Viking/Penguin, 1991); Espanha (Anagrama, 1991); França (Julliard, 1992); Inglaterra (Harvill/ Harper Collins, 1992); Alemanha (Kiepenheuer & Witsch, 1992, também em edição de bolso), entre outros. Este livro lhe rendeu o Prêmio Jabuti, Revelação, em 1990. Boca do Inferno foi incluído na lista dos cem maiores romances em língua portuguesa do século XX, elaborada por escritores, intelectuais e críticos brasileiros e portugueses, publicada no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo em 5 de setembro de 1998.

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Fontes consultadas

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