Ana da Saxónia
Ana da Saxónia foi a única filha e herdeira do príncipe-eleitor Maurício da Saxônia e de Inês de Hesse, filha do conde Filipe I de Hesse. Foi também a segunda esposa de Guilherme I, Príncipe de Orange.
Ana nasceu e morreu em Dresden. Tinha a reputação de ser pouco atraente e coxa, mas a sua riqueza atraiu muitos pretendentes. Antes de se casar com o príncipe de Orange, tinha já havido negociações com a casa real da Suécia. Ana aceitou a corte de Guilherme I e os dois casaram-se no dia 25 de Agosto de 1561. Tiveram cinco filhos:
O casamento foi infeliz. Ana suspeitava que Guilherme lhe era infiel, sentia-se ignorada por ele e não gostava do facto de o marido não lhe permitir acesso ao dinheiro que tinha obtido do seu dote. Em 1567, Guilherme enviou-a para Dillenburg sob a supervisão da sua família. Ana mudou-se de Dillenburg para Colônia em 1568 e, com o consentimento da sua família, pediu para ter acesso às terras que faziam parte do seu dote e que estavam ocupadas pelo Sacro Império Romano-Germânico. Começou uma relação com o seu advogado, Jan Rubens, em 1570. O seu marido soube desta indiscrição e Rubens foi preso e forçado a confessar a relação. Mais tarde o advogado foi libertado e voltou para a sua esposa. Entre os seus filhos encontrava-se Peter Paul Rubens. Inicialmente, Ana defendeu-se, dizendo que a confissão de Rubens tinha sido obtida sob tortura, e exigiu que o seu caso fosse apresentado à corte imperial, mas o nascimento de Cristina, a sua filha com Rubens, a 22 de Agosto de 1571, acabou por confirmar a acusação de adultério. Guilherme recusou-se a reconhecer a criança como sua, e afastou os seus filhos de Ana, que nunca mais os voltou a ver. Como era mulher, Ana podia ter sido executada por adultério, mas Guilherme não insistiu nessa sentença por considerar a influência política da família dela importante.


