Ana Augusta de Castilho
Ana Augusta de Castilho, foi uma professora, escritora, propagandista, maçom, militante republicana, activista feminista e defensora do Pensamento Livre.
Nascimento e Família
Natural de Angra do Heroísmo, sobre a infância e juventude de Ana Augusta de Castilho pouco é conhecido, sendo inicialmente documentado que havia nascido em 1866, tinha uma irmã, de nome Maria Augusta Castilho Dias, e que muito cedo havia enviuvado de João Maria de Castilho, professor de música, também natural dos Açores. Pesquisas recentes revelaram que residiu na Rua de Costa Cabral, do Porto, onde se casou na Igreja de Paranhos com o dito professor viúvo, que contava à data 61 anos, em 29 de maio de 1902, sendo Ana Augusta, portanto, filha de Augusto Maria de Castilho, natural de Lisboa, e de Maria Clementina Pereira, natural de Braga, que partilhava do marido, como consta do assento de matrimónio, segundo grau de consanguinidade, sendo João Maria de Castilho para além de seu marido também seu tio, irmão de seu pai. Foi também apurada a sua verdadeira data de nascimento, 16 de março de 1860, tendo sido baptizada a 8 de abril, na Sé de Angra do Heroísmo, tendo como padrinhos Tomás José da Silva Júnior e Ana da Silva e Carvalho. Eram seus avós paternos José Maria de Castilho e Maria do Carmo e avós maternos José António Pereira Valente e Maria Tomásia.
Activismo Republicano e Feminismo
Após a Implantação da República em 1910, mudou-se para Lisboa, residindo na Calçada do Poço dos Mouros, na freguesia de Penha de França, onde começou a exercer como professora e integrou o Grupo das Treze, um grupo criado com a finalidade de combater a ignorância e o dogmatismo religioso que afectavam a mulher portuguesa e a impediam de obter a emancipação. Este facto viria a proporcionar-lhe a oportunidade para relacionar-se com algumas das mais importantes figuras do activismo republicano e feminista da sociedade portuguesa de então. Entre essas personalidades destacavam-se as militantes sufragistas Adelaide Cabete, Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório e Maria Veleda, que a enveredaram na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP) e na luta pelo direito ao voto feminino.
Maçonaria
Em 1916, foi iniciada na Maçonaria, na Loja Carolina Ângelo do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico da padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida.
Falecimento
Ana Augusta de Castilho faleceu com 56 anos, às 23 horas do dia 1 de dezembro de 1916, vítima de congestão pulmonar, em sua casa, na Calçada do Poço dos Mouros, letras J.C., 1º andar direito, pertencente ao tempo da freguesia de São Jorge de Arroios, Lisboa, não deixando filhos. A sua morte foi noticiada em vários periódicos da época, como "A Capital" e "Diário de Notícias", de Lisboa, "A Folha", de Ponta Delgada, onde Alice Moderno era directora e Maria Evelina de Sousa secretária, ambas grandes amigas de Ana Augusta, ou até mesmo a revista espanhola "Redencion", de Valência, onde Ana Carbia Bernal lamentou o "desaparecimento de uma grande mulher".


