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Leclerc (tanque)

O Leclerc é um tanque de guerra construído por um consórcio entre duas empresas, a Nexter e a Giat da França. Foi nomeado em homenagem ao general Philippe Leclerc de Hauteclocque, enquanto comandava a 2ª Divisão Blindada francesa na Segunda Guerra Mundial. O nome AMX-56 – apesar de muito popular – não é usado oficialmente. O Leclerc encontra-se em serviço com o exército francês. E está em produção desde 1991. O primeiro Leclerc entrou em serviço em 1992, para substituir os AMX-30 como principal plataforma blindada do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Descrição

O carro de combate Leclerc foi desenvolvido pelas indústrias GIAT como substituto do carro de combate AMX-30B2. O seu desenvolvimento iniciou-se em 1983, tendo os primeiros protótipos sido terminados em 1989, tendo o primeiro veículo de produção sido entregue ao exército francês em 1993. O casco do Leclerc é modular e constituído por várias camadas de blindagem. Uma de suas mais interessantes características é a de que os projetistas do Leclerc, ao contrário da maioria dos carros de combate dos países ocidentais, optaram por incorporar um sistema de carregamento automático do armamento principal, o que reduziu a tripulação do tanque de quatro para apenas três. Além do condutor do veículo que se senta à frente e à esquerda, os outros dois tripulantes instalam-se na torre. O sistema de alimentação automático do canhão, dispõe de 22 munições prontas para disparar, de um total de 40 que são transportadas.

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Blindagem

A blindagem reativa não explosiva, utiliza um princípio parecido ao da blindagem reativa tradicional, com a diferença de que o elemento central entre as duas placas que constituem o sanduíche, não conterem nenhum elemento explosivo, mas sim um elemento inerte, como por exemplo um tipo de borracha que reage na presença do fluxo de metal produzido por uma munição de ogiva deformável. Esta reação aumenta a espessura da proteção na área do impacto, reduzindo assim o efeito da carga. Este tipo de blindagem é, no entanto, eficaz apenas contra munição de ogiva deformável (ou de energia química) e não tem utilidade contra munição de energia cinética APFDS, perfurante de alta velocidade. Além disso, é protegido com uma armadura modular avançada. É uma armadura combinada de aço, cerâmica e Kevlar. Módulos danificados são facilmente substituídos. Além disso, podem ser facilmente atualizados com módulos mais avançados do que seus originais. A torre, o telhado e o casco foram concebidos para resistir a disparos de pequenos canhões e mísseis antitanque tipo RPG. O chassis do tanque é coberto com saias laterais feitas do mesmo material do casco.

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Principais utilizadores

O Leclerc entrou em serviço no exército francês em 1993 em substituição dos carros de combate AMX-30 que estavam em serviço. Embora inicialmente a França tivesse projetos para construir mais de 1.000 unidades deste tanque, o fim da guerra fria e a redução do número de carros de combate acertada entre os vários países europeus e a Rússia, reduziram este número a 400. O Leclerc é normalmente tido como um carro de combate moderno e eficiente, embora a mesma coisa não possa ser dita da sua manutenção. Segundo alegações de especialistas internacionais o Leclerc francês tem uma taxa de disponibilidade muito grande e o custo das peças de reposição é tão caro que parte da frota de veículos se encontra parada por falta de peças. Os Emirados Árabes Unidos receberam um total de 388 carros de combate Leclerc, aos quais se juntaram 46 veículos blindados de recuperação. Os Leclerc para os Emirados foram especialmente preparados para as condições do deserto. Além disto, os Leclerc dos Emirados estão equipados com um motor MTU 883 alemão, que embora menos potente foi considerado mais confiável para as condições do deserto. Este motor reduziu a velocidade máxima do veículo para aproximadamente 65 km/h, embora para operações no deserto este problema não seja de muita importância.

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Fontes consultadas

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