Partido Trabalhista (Israel)
O Partido trabalhista, conhecido em seu país como Ha-Avoda, foi um partido político de Israel. De centro-esquerda, foi um partido social-democrata e sionista trabalhista, e membro da Internacional Socialista.
Hegemonia (1968–1977)
As bases para a formação do Partido trabalhista de Israel foram lançadas pouco antes das eleições para o Knesset de 1965, quando o Mapai, o maior partido de esquerda do país e o parceiro dominante em todos os governos desde a independência, formou uma aliança com o Ahdut HaAvoda. As listas satélites árabes do Mapai seguiram a fusão. A aliança foi uma tentativa do Mapai de fortalecer a parcela de votos do partido após uma dissidência de oito deputados (cerca de um quinto da facção do Knesset do Mapai), liderada pelo ex-primeiro-ministro David Ben-Gurion, para formar um novo partido, Rafi, em protesto contra a recusa do Mapai em aprovar uma mudança no sistema eleitoral de representação proporcional do país.
Oposição e retorno ao poder (1977–2001)
Nas eleições de 1977, o Partido trabalhista ficou na oposição pela primeira vez. Nas eleições de 1984, o Partido trabalhista se juntou a um governo de unidade nacional com o rival Likud, com o cargo de primeiro-ministro alternando entre os dois partidos. Irritado com a decisão de Shimon Peres de formar um governo de unidade nacional com o Likud, o Mapam se separou novamente durante o décimo primeiro Knesset. Embora os Liberais Independentes tenham se fundido ao Alinhamento na década de 1980, eles não tinham representação no Knesset na época. Em 7 de outubro de 1991, o Alinhamento deixou de existir, com todas as facções formalmente fundidas no Partido trabalhista. Nesse momento, o governo do Likud enfrentava numerosos problemas, como problemas econômicos, o desafio de assimilar um grande influxo de imigrantes da antiga União Soviética, divergências com o governo estadunidense liderado pelo presidente George H. W. Bush e divisões internas. Liderado por Yitzhak Rabin, o trabalhismo venceu as eleições de 1992 e formou o governo, junto com o Meretz e o Shas.
Declínio e extinção (2001–2024)
Após uma série de protestos em aldeias árabes no norte de Israel em outubro de 2000 e a eclosão da Segunda Intifada, Barak renunciou ao cargo. Ele então perdeu uma eleição especial para primeiro-ministro para Ariel Sharon, do Likud. No entanto, o trabalhismo permaneceu na coalizão de Sharon quando ele formou um governo de unidade nacional com Likud, trabalhismo, Shas, Yisrael BaAliyah e Judaísmo Unido da Torá, e recebeu dois dos cargos de gabinete mais importantes; Peres foi nomeado Ministro das Relações Exteriores e Benjamin Ben-Eliezer foi feito Ministro da Defesa. O trabalhismo apoiou a Operação Escudo Defensivo, realizada em abril de 2002 contra palestinos na Cisjordânia. Após duras críticas de que Peres e Ben-Elizer eram "marionetes" de Sharon e não estavam promovendo o processo de paz, o trabalhismo saiu do governo em 2003.


