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Amnesiac

Amnesiac é o quinto álbum de estúdio da banda britânica Radiohead, lançado em 30 de maio de 2001 pela EMI. Semelhante à Kid A, Amnesiac incorpora influências da música eletrônica, jazz e krautrock. A faixa final, "Life in a Glasshouse", é uma colaboração com o trompetista de jazz Humphrey Lyttelton junto de sua banda.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Gravação

Radiohead e seu produtor, Nigel Godrich, gravaram Amnesiac durante as mesmas sessões de Kid A, lançado em outubro de 2000. As sessões começaram em janeiro de 1999 e duraram até meados de 2000 no Guillaume Studios em Paris, Medley Studios em Copenhaga, e o estúdio de Radiohead recém construído em Oxfordshire. O baterista, Philip Selway, disse que as sessões tiveram "duas mentalidades ... uma tensão entre nossa abordagem antiga onde todos estão em uma sala tocando juntos e o outro extremo de fabricar músicas no estúdio. Sinto que Amnesiac se destaca mais no quesito arranjo de banda." As sessões se inspiraram na música eletrônica, música clássica do século XX, jazz e krautrock, usando sintetizadores, o ondas Martenot, máquinas de ritmo, instrumentos de corda e de sopro. As cordas, arranjadas pelo guitarrista Jonny Greenwood, foram interpretadas pela Orchestra of St. John's e gravadas na Dorchester Abbey, uma igreja do século XII localizada perto do estúdio de Radiohead.

Faixas

"Pulk/Pull Revolving Doors" começou como uma tentativa de gravar outra música, "True Love Waits". A faixa contém loops de teclado gravados durante as sessões de OK Computer; Radiohead desabilitaram as cabeças magnéticas nos gravadores de fita para que a fita repetidamente gravasse sob si mesma, criando um loop de fita "espectral", e manipularam os resultados utilizando o Pro Tools. Decidindo que o arranjo não combinava com "True Love Waits", Radiohead usou o resultado para criar uma faixa nova. Radiohead adicionou vocais recitados e usou o software de correção de tom Auto-Tune processando as vocais em uma melodia. De acordo com Yorke, Auto-Tune "desesperadamente tenta procurar a música na sua fala, e produz notas aleatoriamente. Se você o assinou um tom, você tem música." A versão de "True Love Waits" de "Pulk/Pull Revolving Doors" foi eventualmente lançada na compilação de 2021 Kid A Mnesia.

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Música e letra

Amnesiac foi descrito como rock experimental, electronica e rock alternativo, com elementos do jazz. Simon Reynolds descreveu o álbum como pós-rock. Baixista da banda Radiohead Colin Greenwood, disse que o álbum continha "músicas tradicionais estilo Radiohead", junto com trabalhos mais experimentais, e disse sobre os dois álbuns que "a guitarra vira mais uma textura, difícil de se separar das outras texturas". The Atlantic contrastou Amnesiac com o "brilho cirúrgico" de Kid A, com arranjos "pantanosos e enevoados" junto de ritmos e acordes "inquietantes". Uncut escreveu que, enquanto Kid A soava futurista, Amnesiac faz referência a músicas antes do rock, particularmente ao trabalho de artistas do jazz como Miles Davis, Charles Mingus e Chet Baker. A primeira faixa "Packt Like Sardines in a Crushd Tin Box", é uma música eletrônica que utiliza de sintetizadores e percussão metálica. "Pyramid Song", uma balada de piano e instrumentos de corda em swing, foi inspirada na música de Mingus intitulada de "Freedom". Sua letra foi inspirada em uma exibição de artes de um submundo egípcio ancião que Yorke compareceu enquanto a banda estava gravando em Copenhaga e ideias do tempo cíclico discutidas por Stephen Hawking e o Budismo. "Pulk/Pull Revolving Doors" é uma faixa eletrônica abrasiva.

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Arte e embalagem

Imagem: pigpogm · BY-NC-SA · Openverse

A arte de Amnesiac foi criada pelo colaborador de longa data do Radiohead Stanley Donwood. Como inspiração, Donwood explorou Londres fazendo anotações, associando a cidade com o labirinto da mitologia grega. Donwood escaneou páginas em branco de livros antigos e as sobrepôs a imagens de torres de Tóquio, cópias dos desenhos das Carceri d'invenzione (Prisões Imaginárias) de Giovanni Battista Piranesi, e letras e frases imprimidas por Yorke em uma máquina de escrever quebrada. A capa retrata uma capa de livro com um desenho de um Minotauro chorando. O Minotauro, uma motif da capa de Amnesiac, representa o "labirinto" que Yorke sentiu que se perdeu durante sua depressão após o lançamento de OK Computer; Donwood descreveu ele como uma "figura trágica". Figuras no folheto do álbum incluem terroristas sem rosto, políticos interesseiros e executivos corporativos. Yorke disse que eles representavam "as vozes falsas, abstratas, semi cômicas e estupidamente sombrias que lutavam contra nós enquanto tentávamos trabalhar".

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Lançamento

Imagem: pigpogm · BY-NC-SA · Openverse

Radiohead anunciou Amnesiac no site oficial da banda em janeiro de 2001, três meses após o lançamento de Kid A. Foi lançado no Japão no dia 30 de maio pela EMI, no Reino Unido no dia 4 de junho pela Parlophone e nos Estados Unidos no dia 5 de junho pela Capitol Records, os dois sendo subsidiárias da EMI. Amnesiac estreou em primeiro lugar no UK Albums Chart e em segundo lugar no US Billboard 200, com vendas de 231.000, superando as 207.000 cópias de primeira semana do Kid A. Foi certificado ouro no Japão com vendas de 100.000 cópias. Em outubro de 2008, Amnesiac havia vendido mais de 900.000 cópias mundialmente. Em julho de 2013, foi certificado platina no Reino Unido com vendas acima de 300.000.

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Recepção crítica

Imagem: pigpogm · BY-NC-SA · Openverse

Após o álbum anterior de Radiohead, Kid A, dividir ouvintes, vários esperavam que Amnesiac iria retornar ao antigo som de rock da banda. The Guardian intitulou sua análise do álbum "Relaxe: não é nada igual Kid A". Porém, Rolling Stone viu Amnesiac como um distanciamento ainda maior do estilo antigo de Radiohead, e a Pitchfork apontou como o álbum não era nada semelhante ao álbum de 1995 The Bends. Stylus Magazine escreveu que apesar de Amnesiac ser "levemente mais direto" que Kid A, o álbum "solidificou o modelo pós milenar de Radiohead: menos músicas e mais atmosfera, mais eclético e eletrônico, mais paranoico, mais ameaçador, mais sublime". Yorke sentiu que Amnesiac não era mais acessível do que Kid A e que teria provocado as mesmas reações se tivesse sido lançado primeiro. Em 2020, The Guardian escreveu que "o impenetrável Amnesiac desmascarou rumores da indústria que Radiohead estavam preparados para um retorno bancável".

Premiações

Amnesiac foi indicado ao Mercury Prize de 2001, e acabou perdendo para o álbum Stories from the City, Stories from the Sea, de PJ Harvey, tal álbum recebeu vocais extras de Yorke. Foi o quarto álbum consecutivo que Radiohead a ser indicado ao Grammy Award para Melhor Álbum de Música Alternativa, e a edição especial recebeu um prêmio Grammy sob a categoria de Best Recording Package no Grammy Awards de 2002. O jornal Los Angeles Times, Q, The Wire, Rolling Stone, Kludge, The Village Voice, e Alternative Press nomearam Amnesiac um dos melhores álbuns de 2001. Em 2005, Stylus nomeou o álbum como o melhor dos últimos cinco anos. Em 2009, Pitchfork classificou o álbum como o 34º melhor álbum dos anos 2000 e Rolling Stone colocou o álbum no 25º lugar.

Avaliações posteriores

Analisando a reedição de 2009 de Amnesiac para a Pitchfork, Plagenhoef escreveu: "Mais que Kid A – e talvez mais do que qualquer outro LP de sua época, Amnesiac é o começo de uma era bagunçada e recompensadora ... desconectado, autoconsciente, tenso, eclético, chama atenção – uma sobrecarga de boas ideias inibidas por regras, restrições, e sabedoria convencional." Em 2016, Dorian Lynskey escreveu para The Guardian que Kid A e Amnesiac eram "irregulares" e que Radiohead devia ter lançado as melhores faixas de ambos como álbum único. Escrevendo para o aniversário de 20 anos do álbum em 2021, The Atlantic escreveu que Amnesiac talvez seja a melhor obra de Radiohead: "Escutando ele 20 anos após seu lançamento, a visão mal-humorada do álbum — sua dignidade diante ao pavor — aparenta mais comovente do que nunca." Em 2024, Consequence escreveu que Amnesiac era menor universal que OK Computer e menos focado e coeso que Kid A, mas era uma "pedra de Roseta para entender Radiohead como um todo", com sua combinação de baladas, rock, electronica e instrumentos de corda.

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Fontes consultadas

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