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Rage Against the Machine

Rage Against the Machine foi uma banda de rock com origem em Los Angeles, Califórnia. Formado em 1991, o grupo consiste no rapper e vocalista Zack de la Rocha, no baixista e vocalista de apoio Tim Commerford, no guitarrista Tom Morello, e no baterista Brad Wilk. Inicialmente, a instrumentação foi inspirada no heavy metal, bem como em outros grupos de "hip-hop" como Afrika Bambaataa, Public Enemy, The Beastie Boys, e na banda holandesa Urban Dance Squad. Rage Against the Machine é também conhecida pelas visões políticas revolucionárias de esquerda de seus membros, que foram expressadas em muitas músicas. Até o ano de 2010, eles haviam vendido cerca de 16 milhões de discos pelo mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

Em 1991, o guitarrista Tom Morello deixou sua banda, Lock Up, querendo começar outra banda. Ele estava em um clube em Los Angeles, onde Zack de la Rocha fazia uma apresentação de rap freestyle. Morello ficou impressionado, as pessoas diziam, pelos livros de De la Rocha , que queria ser um rapper em uma banda. Morello convidando o baterista Brad Wilk , que anteriormente fez o teste para Lock Up, enquanto De la Rocha convenceu o seu amigo de infância, Tim Commerford de participar como baixista. O recém-batizado Rage Against the Machine nomearam-se depois uma canção que Zack de la Rocha havia escrito para sua ex-banda de hardcore punk underground, Inside Out (também a ser o título do álbum não gravado Inside Out). Kent McClard, Com quem Inside Out foram associados, tinha inventado a frase em um artigo de 1989, na revista No Answers. Logo após a formação, deram a sua primeira apresentação pública, em Orange County, Califórnia, onde um amigo de Commerford estava fazendo uma festa em casa.

Sucesso na mídia

Em 16 de abril de 1996, foi lançado o esperado segundo disco. Evil Empire entrou directamente para o primeiro lugar do Top 200 da Billboard. O álbum critica, entre outros, o governo de Ronald Reagan e a relação entre os EUA e a URSS e inclui faixas como Bulls On Parade, People of the Sun, Vietnow, Revolver, Roll Right e Tire Me (que ganhou o prêmio de melhor performance de metal no Grammy Awards). Em Julho do mesmo ano a banda começou uma digressão pelos EUA que durou até Outubro. No início de 1998 a banda gravou "No Shelter", parte da trilha sonora do filme Godzilla. Em meados do ano, a banda começava já a ensaiar para o álbum The Battle of Los Angeles, eleito em 2020 pela revista Metal Hammer como um dos 20 melhores álbuns de metal de 1999. Em Setembro, a parte instrumental para as 14 músicas já estava pronta embora as letras estivessem ainda incompletas. Em Janeiro de 1999 a banda organizou um concerto em beneficência de Mumia Abu-Jamal. Apesar de alguns imprevistos, atraiu muita atenção. O mesmo concerto incluiu ainda as apresentações dos hoje bem conhecidos Black Star, Bad Religion e Beastie Boys. Em Genebra (Suíça), em 12 de abril do mesmo ano, Zack de la Rocha manifestou-se contra as Nações Unidas referindo Mumia Abu-Jamal e a pena de morte nos EUA. Os Rage Against The Machine tocaram depois no Tibetan Freedom Concert e em Woodstock 99. Em Woodstock, queimaram a bandeira americana no palco enquanto tocavam Killing In The Name.

Fim da banda

Em 18 de outubro de 2000, o vocalista Zack de la Rocha declarou oficialmente que iria deixar a banda. "Sinto que é necessário abandonar os Rage, pois não estamos conseguindo tomar decisões em conjunto", referiu à Imprensa. "Já não funcionamos mais como um grupo e, eu acredito que esta situação está destruindo os nossos ideais políticos e artísticos. Estou muito orgulhoso com o nosso trabalho, quer como ativistas quer como músicos. E também grato a cada pessoa que expressou solidariedade e partilhou esta incrível experiência conosco". Respondendo à declaração de Zack, Tom Morello disse: "Eu não tenho maus sentimentos, e desejo que Zack se dê bem com seu projeto solo. Mas todos estão excitados com as 29 músicas que nós temos gravadas, e algumas delas vão ser lançadas logo." Essa citação se refere ao álbum com material cover, lançado meses mais tarde. A Epic Records disse que estava muito triste com a notícias. Por algum tempo, Zack esteve trabalhando em seu projeto solo com outros artistas hip-hop, como DJ Shadow, Company Flow e Amir do The Roots.

Regresso

Em 2007, os esperançosos fãs da banda receberam uma série de notícias que os fizeram acreditar novamente na reativação das atividades da banda. Primeiro, receberam a notícia que tanto desejavam: o Rage Against The Machine se reunirá mais uma vez, como atração principal na edição 2007 do festival Coachella, em abril, na Califórnia. Após, Chris Cornell, vocalista do Audioslave, anunciou sua saída da banda por "conflitos pessoais e diferenças musicais". E por fim, em 25 de fevereiro de 2007, foi anunciado que o RATM marcou mais três datas, como parte do festival de hip hop Rock The Bells, tocando ao lado do Wu-Tang Clan. Após a apresentação no Coachella, Tom Morello disse que não há planos para novo material do RATM.

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Visões políticas e ativismo

Os membros do Rage Against the Machine são conhecidos por seus ideais revolucionários de esquerda, e quase todas as letras da banda focam nesses ideais. Chave para a sua identidade, a banda expressou pontos de vista altamente críticos em relação às políticas internas e externas dos governos atuais e anteriores dos EUA. O avô do vocalista, Isaac de la Rocha Beltrán (1910–1985), foi um revolucionário que lutou na Revolução Mexicana. Ao longo de sua existência, seus membros participaram de protestos políticos e outros ativismos para defender suas crenças. A banda vê sua música como um veículo para o ativismo social. De la Rocha explicou: "Estou interessado em divulgar essas ideias através da arte, porque a música tem o poder de cruzar fronteiras, romper cercos militares e estabelecer diálogos reais." Morello sobre a escravidão do salário nos Estados Unidos: A América se proclama como a terra dos livres, mas a liberdade número um que você e eu temos é a liberdade de entrar em um papel subserviente no local de trabalho. Depois de exercitar essa liberdade, você perderá todo o controle sobre o que você faz, o que é produzido e como é produzido. E no final, o produto não pertence a você. A única maneira de evitar patrões e empregos é se você não se importa em ganhar a vida. O que leva à segunda liberdade: a liberdade de morrer de fome.

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Fontes consultadas

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