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Países Baixos

Países Baixos (em neerlandês: Nederland AFI: [ˈneːdərˌlɑnt] , literalmente "país baixo"), informalmente conhecidos como Holanda, são uma nação constituinte do Reino dos Países Baixos localizada na Europa ocidental. O país é uma monarquia constitucional parlamentar democrática banhada pelo mar do Norte a norte e a oeste, que faz fronteira com a Bélgica a sul e com a Alemanha a leste. A capital é Amesterdãopt ou Amsterdãbr e a sede do governo é na cidade de Haia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

A região denominada Países Baixos (incluindo Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo) e o País onde se situa a Holanda têm a mesma toponímia. Os nomes de lugares com Neder (ou lage), Nieder, Nether (ou baixo) e Nedre (em idiomas germânicos) e Bas ou inferior (em idiomas romances) estão sendo usados em locais em toda a Europa. Às vezes, eles são usados em uma relação lítica com um terreno mais alto que é consecutivamente indicado como superior, Boven, Oben ou Haut. No caso dos Países Baixos, a localização geográfica da região inferior foi mais ou menos a jusante do nome. A localização geográfica da região superior, no entanto, mudou tremendamente ao longo do tempo, dependendo da localização do poder econômico e militar que rege a área dos Países Baixos. Os romanos fizeram uma distinção entre as províncias romanas da Germania Inferior a jusante (atualmente parte da Bélgica e da Holanda) e da Germania Superior a montante (atualmente parte da Alemanha). A designação 'Baixo' para se referir à região retorna novamente ao ducado do século X do Baixo Lorena, que abrangeu grande parte dos Países Baixos. Mas, desta vez, a região superior correspondente é a Alta Lorena, atualmente no norte da França.

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História

Pré-História, Roma e Idade Média

Os Países Baixos têm sido habitados desde a última glaciação; os vestígios mais antigos encontrados têm uma antiguidade de 100 000 anos, quando o país possuía um clima de tundra com uma vegetação muito escassa. Seus primeiros povoadores eram caçadores-coletores. Ao final da Era do Gelo a área passou a ser habitada por vários grupos paleolíticos. Um destes grupos fabricava inclusive canoas (6 500 a.C.) A agricultura chegou por volta do ano de 5 000 a.C. porém somente foi praticada nas planícies do extremo sul do país (Limburgo do Sul). Os coletores-caçadores da cultura Swifterbant estiveram presentes a partir de 5 600 a.C. Eles desenvolveram uma sociedade agrícola entre 4 300−4 000 a.C. Os primeiros restos notáveis da Pré-História foram os dólmens que foram encontrados na província de Drente, e foram provavelmente construídos pelas pessoas pertencentes à cultura de Funnelbeaker entre 4 100 e 3 200 a.C.

Habsburgos, república, dominação francesa e reino

No reinado de Carlos V, imperador do Sacro Império e rei da Espanha, a região era parte das Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo a maior parte do que hoje é a Bélgica. À proclamação da independência (União de Utreque, 1579; abjuração da soberania espanhola, 1581), no reinado de Filipe II, seguiu-se a guerra de independência. A assinatura, sob Filipe IV, do Tratado de Münster pôs fim à Guerra dos Oitenta Anos. O império espanhol reconheceu a República Holandesa dos Países Baixos Unidos, governados pela casa de Orange-Nassau e os Estados Generais, que anteriormente foram uma província do império espanhol. Os Países Baixos tornaram-se assim a primeira nação europeia a assumir uma forma de governo republicana.

Reino dos Países Baixos

Guilherme I dos Países Baixos, filho do último rei, Guilherme V, Príncipe de Orange, voltou para os Países Baixos em 1813 e tornou-se príncipe soberano da nação. Em 16 de março de 1815, o príncipe soberano tornou-se rei do país. Em 1815, o Congresso de Viena formou o Reino Unido dos Países Baixos, unindo os Países Baixos com a Bélgica com o objetivo de criar um país forte na fronteira norte da França. Além disso, Guilherme V tornou-se herdeiro do Grão-Duque do Luxemburgo. O Congresso de Viena deu Luxemburgo a Guilherme como propriedade particular, em troca de suas possessões alemãs: Ducado de Nassau, Siegen, Hadamar e Diez. A Bélgica rebelou-se e conquistou a independência em 1830, enquanto a união pessoal entre Luxemburgo e os Países Baixos foi rompida em 1890, quando o rei Guilherme III dos Países Baixos morreu sem herdeiros masculinos vivos. As leis de ascendência impediram que a sua filha, a rainha Guilhermina, se tornasse a Grã-Duquesa seguinte. Portanto, o trono de Luxemburgo passou da Casa de Orange-Nassau para a Casa de Nassau-Weilburg, um ramo da Casa de Nassau.

Guerras mundiais

Embora tenham se mantido neutros durante a Primeira Guerra Mundial, os Países Baixos foram fortemente envolvidos na guerra. Alfred von Schlieffen tinha originalmente planejado invadir os Países Baixos, enquanto avançava pela França, no Plano Schlieffen original. Isso foi alterado por Helmuth von Moltke, o Jovem, a fim de manter a neutralidade neerlandesa. Mais tarde, durante a guerra, a neutralidade neerlandesa provou ser essencial para a sobrevivência alemã, até o bloqueio integrado pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha em 1916, quando a importação de mercadorias através dos Países Baixos já não era possível. No entanto, os neerlandeses foram capazes de manterem-se neutros durante a guerra usando a sua diplomacia e sua capacidade de negociar.

Período contemporâneo

Depois da guerra, a economia holandesa prosperou deixando para trás uma era de neutralidade política e estreitou laços como países vizinhos. A Holanda foi um dos membros fundadores do grupo Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), um dos 12 membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e estava entre os seis países membros fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que mais tarde iria evoluir para a Comunidade Econômica Europeia (CEE) até a União Europeia (UE). Os anos de 1960 e 1970 foram um momento de mudança social e cultural tão grande, como um rápido ontzuiling (literalmente: despilarização), termo que descreve a decadência das velhas divisões ao longo de classes e linhas religiosas. Jovens e estudantes em particular, rejeitaram os costumes tradicionais e impulsionaram uma forte mudança em temas como os direitos das mulheres, a sexualidade, o desarmamento e as questões ambientais. Atualmente, os Países Baixos são classificados como um país liberal, considerando a sua política de drogas e a legalização da eutanásia. Em 1 de abril de 2001, o país se tornou o primeiro do mundo a reconhecer o casamento homossexual.

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Geografia

Um aspecto notável do país é o fato de ser extremamente plano. Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte das terras estão de fato abaixo do nível do mar. O ponto mais baixo, Nieuwerkerk aan den IJssel, perto de Roterdão, localiza-se a um nível de 6,76 m abaixo do nível do mar. O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas por diques e barragens. Partes dos Países Baixos, inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia, foram conquistadas ao mar – estas áreas são conhecidas como pôlderes. O país é cheio de canais e o transporte fluvial torna-se um dos principais meios de exportação e importação. A localização geográfica dos Países Baixos é bastante favorável em relação à Europa. Do aeroporto de Schiphol, em Amesterdã, é possível chegar a Berlim, Londres ou Paris em apenas uma hora de voo. O país é dividido em duas partes principais pelos rios Reno (Rijn), Waal e Mosa (Maas). Há muitos dialetos falados a norte e sul desses grandes rios. Os ventos predominantes no país são de sudoeste, o que causa um clima marítimo moderado, com verões agradáveis e invernos suaves.

Inundações

Ao longo dos séculos, o litoral holandês mudou consideravelmente como resultado da intervenção humana e de desastres naturais. O mais notável em termos de perda de terra foi a tempestade 1134, que criou o arquipélago da Zelândia, no sudoeste. Em 14 de dezembro de 1287, a inundação de Santa Lúcia afetou os Países Baixos e a Alemanha, matando mais de 50 mil pessoas em uma das inundações mais destrutivas já registradas na história. A última enchente importante nos Países Baixos ocorreu no início de fevereiro de 1953, quando uma grande tempestade causou o colapso de vários diques no sudoeste do país. Mais de 1 800 pessoas morreram afogadas nas inundações que se seguiram. O governo neerlandês decidiu posteriormente em um programa de larga escala de obras públicas (o "Projeto Delta") para proteger o país contra futuras enchentes catastróficas. O projeto levou mais de 30 anos para ser concluído e considerado pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Hidrografia

Os rios Escalda, Reno e Mosa são os três principais que atravessam os Países Baixos. Os rios adotam um caminho sinuoso, com uma infinidade de braços, que diferenciam a paisagem holandesa e traz ao país a alcunha de "terra da água". Com sua nascente em Gouy e atravessando a Bélgica antes de chegar aos Países Baixos, o rio Escalda possui um comprimento de 430 quilômetros. Grande parte do rio é navegável e sua rota é canalizada, fazendo com que seus numerosos canais entrem em contato com outros rios. Scarpe, Lys e Sensée são seus principais afluentes. Antes de desembocar no mar, o Escalda se firma com um amplo estuário com vários quilômetros de largura, sendo que esta é a parte do rio pertencente à Holanda. Com cerca de 950 quilômetros de extensão, o rio Mosa também tem sua nascente na França. Sua característica principal é de um rio lento e sinuoso, que permite a navegação de barcaças de até 2 000 toneladas. Flui para o Mar do Norte, formando um delta comum com o Reno. É canalizada durante a maior parte do seu percurso e daí deriva canais de irrigação para todo o sudeste dos Países Baixos. Seus principais afluentes são o Samson, Ourthe, Rur e Sambre.

Natureza e meio ambiente

Os Países Baixos abrigam estimadas 35 583 espécies de animais e plantas, consistindo 23% das espécies europeias e 2% das mundiais. 814 espécies avaliadas pela Lista Vermelha Europeia da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) estão presentes no país, sendo 2% ameaçadas, 5% quase ameaçadas e uma extinta. As maiores ameaças à biodiversidade neerlandesa consistem, respectivamente, de: mudanças naturais de ecosistemas, poluição, agricultura e aquacultura, uso de recursos biológicos, desenvolvimento comercial e residencial, espécies invasivas ou problemáticas, mudanças climáticas e padrões climáticos severos, intrusão e perturbação humana, transportação e corredores de serviço, mineração, entre outros.

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Demografia

Os Países Baixos têm uma população estimada mais de 18 milhões (em 2025). É o 11º país mais populoso da Europa e o 61º país mais populoso do mundo. Entre 1900 e 1950, a população do país quase dobrou, de 5,1 para 10,0 milhões de pessoas. De 1950 a 2000, a população aumentou de 10,0 para 15,9 milhões de pessoas, mas a taxa de crescimento da população foi menor do que a dos 50 anos anteriores. O país tem uma taxa de migração de 1,9 migrantes por 1.000 habitantes por ano. A maioria da população dos Países Baixos é de etnia neerlandesa. Em 2022, a população era composta por 74,8% de etnia neerlandesa, 8,3% de outros europeus, 2,4% de turcos, 2,4% de marroquinos, 2% de indonésios, 2% de surinameses e 8,1% de outros. Cerca de 150 000 a 200 000 pessoas que vivem nos Países Baixos são expatriadas, concentradas principalmente em Amsterdã e arredores, e em Haia, constituindo agora quase 10% da população dessas cidades. Minorias significativas no país incluem frísios (700.000), judeus (41.000 a 45.000) e ciganos e sinti (40.000).

Composição étnica e migração

A maioria da população dos Países Baixos é etnicamente holandesa (ou neerlandesa). Uma estimativa de 2005 mostrou que 80,9% da população se considera holandesa, 2,4% indonésia, 2,4% alemã, 2,2% turca, 2,0% surinamesa, 1,9% marroquina, 0,8% das Antilhas e de Aruba, e 7,4% de outras etnias. Os holandeses são as pessoas mais altas do mundo, com uma altura média de 1,81 metros para adultos do sexo masculino e de 1,67 metros para mulheres adultas, em 2009. As pessoas do sul são, em média, cerca de 2 cm mais baixas que as do norte. Os holandeses ou descendentes de holandeses também são encontrados em comunidades de imigrantes ao redor do mundo, principalmente no Canadá, Austrália, África do Sul e Estados Unidos. De acordo com o censo de 2006 dos Estados Unidos, mais de 5 milhões de americanos declararam ascendência holandesa total ou parcial. Há cerca de 3 milhões de descendentes de holandeses chamados africâneres vivendo na África do Sul. Em 1940, havia 290 000 europeus e eurasiáticos na Indonésia, mas a maioria já deixou o país. De acordo com o Eurostat, em 2010, havia 1,8 milhão de residentes estrangeiros nos Países Baixos, o que corresponde a 11,1% da população total. Destes, 1,4 milhões (8,5%) nasceram fora da União Europeia (UE) e 0,428 milhões (2,6%) nasceram em outro Estado-membro da UE.

Religiões

Os Países Baixos são um dos países mais secularizados do Oeste europeu, com 39% de sua população filiada a alguma religião. Ainda assim, menos de vinte por cento frequenta regularmente suas respectivas igrejas. A minoria praticante de alguma religião se divide principalmente entre o catolicismo (18%), mais forte ao sul dos grandes rios e o protestantismo, ao norte (15%). A maior parte destes protestantes pertence à Igreja Reformada Neerlandesa. A religião nos Países Baixos é geralmente considerada uma questão de foro íntimo, que não deve ser propagada em público. Historicamente, havia uma nítida divisão entre o norte protestante e o sul católico; porém o desinteresse pela religião cresceu gradualmente durante o século XX, em ambas as regiões, e a tendência continua atualmente. Devido à falta de público, algumas igrejas têm sido transformadas em livrarias, cafés e casas de show.

Línguas

Há duas línguas oficiais, ambas germânicas, o neerlandês, usada pela maioria da população, e o frísio; esta só se usa na província setentrional da Frísia, chamada de Fryslân na língua local. Além destas, vários dialetos do baixo-saxão são usados em boa parte do norte e leste, sem reconhecimento oficial. Nas fronteiras meridionais, os idiomas têm variedades baixo-frâncicas e alemãs, sendo possível que sua melhor classificação seja, em vez de holandês, flamengo ocidental ou alemão. Os Países Baixos têm uma tradição de aprender línguas estrangeiras, formalizadas nas leis de educação holandesas. Cerca de 90% da população total indicam que podem conversar em inglês, 70% em alemão e 29% em francês. O Inglês é um curso obrigatório em todas as escolas secundárias.

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Política

A política e governança neerlandesas são caracterizadas pelo esforço em alcançar um amplo consenso sobre questões importantes dentro tanto da comunidade política quanto da sociedade como um todo. Em 2008, a revista The Economist classificou os Países Baixos como o décimo país mais democrático do mundo. Os Países Baixos têm sido uma monarquia constitucional desde 1815 e uma democracia parlamentar desde 1848. São governados por duas câmaras. De um lado a Casa dos Representantes, eleita diretamente e responsável pela criação das leis; e de outro o Senado, eleito indiretamente pelos Conselhos Regionais e responsável por aprovar as leis propostas pela Casa dos Representantes. O monarca é o chefe de Estado. O cargo é ocupado desde 30 de abril de 2013 pelo rei Guilherme Alexandre após a abdicação de sua mãe a então rainha Beatriz. Constitucionalmente, a posição é equipada com poderes políticos limitados. O monarca pode exercer alguma influência durante a formação de um novo gabinete, onde serve como árbitro neutro entre os partidos políticos. Além disso, o rei tem o direito de ser informado e consultado. Dependendo da personalidade e das qualidades do rei e dos ministros, o rei pode ter influência além do poder concedido pela Constituição.

Forças Armadas

Os Países Baixos possuem um dos exércitos mais antigos da Europa, estabelecido por Maurício de Nassau, no século XVII. Suas forças armadas foram cruciais para a expansão e conservação do Império Holandês. Após ajudar a derrotar Napoleão, no começo do século XIX, o exército neerlandês se tornou uma força de conscritos. Contudo, eles tiveram uma péssima participação na Revolução Belga de 1830. Depois disso, se focou mais em suas colônias pelo mundo e permaneceu neutro durante os conflitos na Europa (ficando de fora, inclusive, da Primeira Guerra Mundial), até que o país foi invadido por tropas nazistas, em maio de 1940. O país foi liberto pelos Aliados em 1945. Em 1948, a Holanda abandonou sua política de neutralidade ao assinar o Tratado de Bruxelas e entrou para a OTAN. Nas décadas seguintes, lutou na Coreia, na Bósnia, no Kosovo, no Iraque e no Afeganistão.

Política externa

A história da política externa neerlandesa foi caracterizada por sua neutralidade. Desde a Segunda Guerra Mundial, o país tornou-se membro de um grande número de organizações internacionais. Uma das questões internacionais mais polêmicas em torno do país é sua política liberal em relação às drogas leves. Os valores e princípios fundamentais adotados na política externa neerlandesa foram estabelecidos em 1995: promoção da integração europeia, manutenção das relações com os países vizinhos, garantia da segurança e estabilidade europeia e participação na gestão de conflitos e em missões de manutenção da paz. Os Países Baixos foi cofundador da União Europeia, da OTAN, das Nações Unidas e da OCDE, sendo também é membro do Benelux, do Conselho da Europa, da União da Europa Ocidental, do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). O país abriga, entre outras, as seguintes instituições internacionais: o Tribunal Internacional de Justiça, o Tribunal Penal Internacional, a Europol e a Agência Espacial Europeia. O país ratificou muitas convenções internacionais sobre o direito da guerra, decidindo não assinar o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares proposto pela ONU.

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Divisões administrativas

Os Países Baixos estão divididos em 12 regiões administrativas, também chamadas províncias; cada uma tem à sua frente um governador, que é chamado "Comissário do Rei" ou "Comissário da Rainha". Todas as províncias, por sua vez, subdividem-se em municípios (gemeenten), que são 355. O Reino dos Países Baixos possui mais três países constituintes além dos Países Baixos: são as ilhas de Aruba, São Martinho e Curaçau, no Caribe. Essas ilhas pertenciam às antigas Antilhas Neerlandesas dissolvidas em 2010. Os três territórios são independentes no que se refere a assuntos internos, mas submetidos ao controle central exercido pelo Reino dos Países Baixos em questões de defesa e assistência mútua. Existem também três "municípios especiais" também no Caribe: Bonaire, Saba e Santo Eustáquio.

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Economia

Os Países Baixos têm uma economia muito forte e têm desempenhado um papel especial na economia europeia durante muitos séculos. Desde o século XVI, o transporte, a pesca, o comércio e os bancos têm sido importantes setores da economia neerlandesa. O país é umas das dez maiores nações exportadoras. O país é o maior entreposto comercial do mundo, reexportando produtos que o país importou a preços mais caros, principalmente para a União Europeia. Gêneros alimentícios formam o maior setor da indústria do país. Outras grandes indústrias incluem produtos químicos, metalurgia, máquinas, elétrica, de mercadorias e turismo. Exemplos incluem (Unilever, Heineken), serviços financeiros (ING), produtos químicos (DSM), refino de petróleo (Shell) e máquinas elétricas (Philips, ASML). Os Países Baixos têm a 16.ª maior economia do mundo e o sétimo maior PIB (nominal) per capita. Entre 1998 e 2000, obteve um crescimento econômico anual do PIB de, em média, quatro por cento, bem acima da média europeia. O crescimento diminuiu consideravelmente entre 2001-2005, com o abrandamento econômico mundial, mas acelerou para 4,1% no terceiro trimestre de 2007. A inflação é de 1,3% e o desemprego está em quatro por cento da força de trabalho. Pelos padrões do Eurostat, o desemprego nos Países Baixos é de 4,1% (abril 2010), a mais baixa taxa de todos os estados membros da União Europeia. Os Países Baixos também têm um coeficiente de Gini (que mede a desigualdade social) relativamente baixo: 0,326. Apesar de estar sétimo lugar em PIB per capita, a UNICEF classificou o país no primeiro lugar em bem-estar infantil. No Índice de Liberdade Econômica, os Países Baixos são a 13.ª economia capitalista de livre mercado entre os 157 países pesquisados.

Turismo

Em 2011, os Países Baixos foram visitados por 11,3 milhões de turistas estrangeiros. Em 2012, a indústria do turismo neerlandesa contribuiu com 5,4% no total para o PIB do país e 9,6% no total do seu mercado de trabalho. Classificada globalmente nas posições 147ª e 83ª em porcentagem do PIB e emprego, respectivamente, a indústria do turismo no país ainda é um setor relativamente pequeno da economia holandesa. A Holanda do Norte foi, de longe, a província mais popular entre os visitantes de outros países em 2011. De todos os 11,3 milhões de turistas, 6 milhões visitaram essa região. A Holanda do Sul ficou em segundo lugar, com 1,4 milhão. Alemães, britânicos e belgas constituíram a maioria dos turistas estrangeiros, respectivamente com 3, 1,5 e 1,4 milhões de visitantes. Em 2017, o país foi visitado por 17 milhões de estrangeiros (com mais de 5 milhões vindos da Alemanha), tornando-se o 20º país mais visitado do mundo.

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Infraestrutura

Energia

A partir da década de 1950, os Países Baixos descobriram enormes recursos de gás natural, cuja venda gerou enormes receitas para o país durante décadas, adicionando centenas de bilhões de euros ao orçamento do governo. No entanto, as consequências imprevistas da enorme riqueza energética do país impactaram a competitividade de outros setores da economia, levando à teoria da doença holandesa. Além do carvão e do gás, o país não possui recursos minerais. A última mina de carvão foi fechada em 1974. A exploração do campo de gás Groningen, um dos maiores campos de gás natural do mundo, resultou em 159 bilhões de euros em receitas desde meados da década de 1970. O campo é operado pela Gasunie, de propriedade do governo, e a produção é explorada em conjunto pelo governo, a Royal Dutch Shell e a Exxon Mobil por meio da NAM (Nederlandse Aardolie Maatschappij). Os Países Baixos têm cerca de 25% das reservas de gás natural da União Europeia. O setor de energia foi responsável por quase 11% do PIB em 2014.

Educação

A educação nos Países Baixos é obrigatória entre as idades de 5 e 16 anos. Se uma criança não tiver uma "qualificação inicial", ela ainda será forçada a frequentar as aulas até obter tal qualificação ou alcançar a idade de 18 anos. O educação secundária tem quatro graus e está subdividido em vários níveis. Concluir com sucesso essa etapa resulta em um diploma vocacional de baixo nível que concede acesso a educação de nível médio, uma forma de educação que se concentra principalmente no ensino de um ofício prático ou de um diploma vocacional. Com essa certificação, o aluno pode se inscrever para o ensino profissionalizante, que concede diplomas de bacharelado profissional, semelhantes aos diplomas politécnicos. Um diploma desses dá acesso ao ensino superior. As universidades oferecem um bacharelado de três anos, seguido de um mestrado de um ou dois anos, que por sua vez pode ser seguido por um programa de doutorado de quatro ou cinco anos. Os Países Baixos ficaram em 5º lugar no Índice de Inovação Global em 2020, abaixo do 4º lugar em 2019.

Saúde

Em 2016, os Países Baixos mantiveram a sua posição no topo do Euro Health Consumer Index (EHCI), que compara os sistemas de saúde na Europa, marcando 916 de um máximo de 1 000 pontos. O país está entre os três principais em cada relatório publicado desde 2005. Em 48 indicadores, como direitos e informações do paciente, acessibilidade, prevenção e resultados, os Países Baixos garantiram sua posição de liderança entre 37 países europeus por seis anos consecutivos. O país foi classificado em primeiro lugar em um estudo em 2009 comparando os sistemas de saúde dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Alemanha e Nova Zelândia. Desde uma grande reforma do sistema de saúde em 2006, o sistema holandês recebeu mais pontos no índice a cada ano. De acordo com o HCP (Health Consumer Powerhouse), os Países Baixos têm um “sistema do caos”, o que significa que os pacientes têm um grande grau de liberdade, desde onde comprar o seu seguro de saúde até onde obtêm o seu serviço de saúde. A diferença com outros países é que como caos é administrado. As decisões de saúde são feitas em um diálogo entre os pacientes e os profissionais de saúde. A saúde no país pode ser dividida de várias maneiras: três escalões, em saúde somática e mental e em 'cura' (curto prazo) e 'cuidado' (longo prazo). Os médicos domiciliares (huisartsen, comparáveis ​​aos clínicos gerais) formam a maior parte do primeiro escalão. Ser referenciado por um membro do primeiro escalão é obrigatório para o acesso ao segundo e terceiro escalão. Em comparação com outros países ocidentais, o sistema de saúde é bastante eficaz, mas não é o mais econômico.

Transportes

A mobilidade nas estradas holandesas tem crescido continuamente desde 1950 e agora ultrapassa 200 bilhões de km percorridos por ano, três quartos dos quais são feitos de carro. Cerca de metade de todas as viagens na Holanda são feitas de carro, 25% de bicicleta, 20% a pé e 5% de transporte público. Com uma rede rodoviária total de 139 295 km, que inclui 2 758 km de vias expressas, a Holanda tem uma das redes rodoviárias mais densas do mundo - muito mais densa do que a Alemanha e a França, mas ainda não tão densa quanto a Bélgica. Como parte de seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, o governo da Holanda iniciou um plano para estabelecer mais de 200 estações de recarga para veículos elétricos em todo o país, tendo como objetivo fornecer pelo menos uma estação em um raio de 50 quilômetros de cada casa na Holanda. Atualmente, o país hospeda mais de um quarto de todas as estações de recarga na União Europeia. Essa participação sobe para 30% se o Brexit for levado em consideração. Além disso, os carros recém-vendidos nos Países Baixos têm, em média, as emissões de CO2 mais baixas da UE.

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Cultura

Artes, filosofia e literatura

Os Países Baixos têm tido muitos pintores renomados ao longo dos séculos. Durante o século XVII, quando a república neerlandesa era bem próspera, houve o surgimento de grandes artistas e aquela época ficou conhecida como a era dos mestres neerlandeses, entre eles: Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer, Jan Steen e Jacob van Ruysdael. Grandes pintores dos séculos XIX e XX foram Vincent van Gogh e Piet Mondriaan. M.C. Escher é um artista gráfico também muito conhecido por suas obras. Willem de Kooning nasceu e se aperfeiçoou em Roterdão, embora tenha conquistado sua fama sendo conhecido como um artista estadunidense. Um outro mestre dos Países Baixos é Han van Meegeren.

Sistema de valores holandês

Os holandeses têm um código de etiqueta que governa o comportamento social e é considerado importante. Devido à posição internacional dos Países Baixos, muitos livros foram escritos sobre o assunto. Alguns costumes podem não ser verdade em todas as regiões e nunca são absolutos. Além daqueles específicos para os holandeses, muitos pontos gerais de etiqueta europeia também se aplicam aos holandeses. As maneiras holandesas são abertas e diretas com uma atitude sensata; informalidade combinada com a adesão ao comportamento básico. De acordo com uma fonte bem-humorada da cultura holandesa, "Sua franqueza dá a impressão de que eles são rudes e grosseiros - atributos que eles preferem chamar de abertura". Uma fonte bem conhecida e mais séria sobre a etiqueta holandesa é "Dealing with the Dutch" de Jacob Vossestein: "O igualitarismo holandês é a ideia de que as pessoas são iguais, especialmente do ponto de vista moral, e consequentemente, causa a postura um tanto ambígua dos holandeses. para a hierarquia e status".

Música

Os Países Baixos têm várias tradições musicais. A música tradicional holandesa é um gênero conhecido como "Levenslied", que significa Canção da vida, em uma extensão comparável a uma "Chanson" francesa ou a um "Schlager" alemão. Na música clássica, Jan Sweelinck é o compositor holandês mais famoso, com Louis Andriessen entre os compositores clássicos holandeses vivos mais conhecidos. Ton Koopman é um maestro, organista e cravista holandês. Ele também é professor do Conservatório Real de Haia. Violinistas notáveis ​​são Janine Jansen e André Rieu. Este último, junto com sua Johann Strauss Orchestra, levou música clássica e valsa em turnês mundiais de concertos, cujo tamanho e receita só são vistos nos maiores grupos de rock e pop do mundo. A composição clássica holandesa mais famosa é "Canto Ostinato" de Simeon ten Holt, uma composição minimalista para vários instrumentos. A aclamada harpista Lavinia Meijer em 2012 lançou um álbum com obras de Philip Glass que ela transcreveu para harpa, com a aprovação do próprio Glass. O Concertgebouw (concluído em 1888) em Amsterdã é o lar da Orquestra Real do Concertgebouw, considerada uma das melhores orquestras do mundo.

Esportes

Aproximadamente 4,5 milhões dos 16,8 milhões de pessoas nos Países Baixos estão registradas em um dos 35 mil clubes esportivos do país. Cerca de dois terços da população entre 15 e 75 anos prática esportes semanalmente. O futebol é o esporte mais popular nos Países Baixos. Em seguida vêm o hóquei em campo e o vôlei como o segundo e terceiro esportes coletivos mais populares, respectivamente. A Seleção Neerlandesa de Futebol é um dos aspectos mais populares do esporte holandês; especialmente desde os anos 1970, quando um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, Johan Cruyff, desenvolveu o Futebol Total com o técnico Rinus Michels. Tênis, ginástica e golfe são os três esportes individuais mais amplamente praticados no país.

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Fontes consultadas

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