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Transportes Urbanos de Braga

Os Transportes Urbanos de Braga, normalmente designados por TUB, é uma empresa municipal portuguesa, de transporte de passageiros. Tem como principal objetivo servir as populações do concelho de Braga.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

O Carro Americano

Em 1877 são iniciadas as obras para a instalação dos carris para o chamado carro Americano, que foi inaugurado a 19 de Maio. A Carris de Braga, companhia concessionária das linhas, foi fundada por Francisco A. Peixoto Gama. No entanto, pouco tempo após a fundação, por dificuldades financeiras foi adquiria por um abastado capitalista bracarense, Manuel Joaquim Gomes. O depósito e oficina do carro Americano situava-se onde hoje se encontra o Centro Comercial Avenida, na avenida Central. A primeira linha atravessava o centro de Este para Oeste. Iniciava-se na Avenida Central (depósito), percorrendo a Rua do Souto, Arco da Porta Nova, Campo das Hortas e terminando na recente estação ferroviária de Braga. Mais tarde foi prolongada para Este, pela rua de São Victor, rua Nova de Santa Cruz, estrada do Bom Jesus até ao Santuário do Bom Jesus do Monte.

Elevador do Bom Jesus do Monte

Com o aumento de peregrinos ao Bom Jesus do Monte a utilizar o carro Americano, que lotavam o carro Americano, os cavalos que o puxavam não conseguiam vencer o grande desnível da estrada Real do Bom Jesus do Monte. Para tal, existia em reserva nos dias mais intensos uma junta de bois para auxiliar na tração. No entanto esta solução não era de todo uma boa solução. Joaquim Gomes contrata então o engenheiro suíço Niklaus Riggenbach para construir um ascensor para vencer o desnível. A construção foi então iniciada em 1880, e a 25 de Março de 1882 foi inaugurado. A linha um do carro Americano passa a ir apenas até ao pórtico do Bom Jesus do Monte. Foi o primeiro funicular construído na Península Ibérica. A partir desta data a companhia passou a designar-se de Carris e Ascensor.

O comboio urbano a vapor

Com o bom desempenho do novo ascensor, a linha um do carro Americano não conseguia manter o ritmo nem a frequência necessária para abastecer o ascensor. Foi então feito um novo investimento no final da década de oitenta, adquiriu-se duas máquinas a vapor para melhorar o desempenho da linha um. Assim, na linha um, a tração passou de animal para a vapor. No entanto, com o decorrer do tempo, foram surgindo problemas com a circulação das máquinas a vapor. A população que vivia ao pé da linha queixava-se da trepidação, barulho e as faúlhas. A velocidade com que circulavam dentro da cidade era também considerada elevada. O Atheneu Commercial, actual Associação Comercial de Braga, fez imensa pressão na Câmara Municipal para interditar a circulação das máquinas a vapor. E no dia 8 de Julho de 1891, o traçado entre a estação de caminhos de ferro e a Rua Nova de Santa Cruz voltou a ser feito através de tração animal, sendo o resto do percurso feito por tração a vapor.

O elétrico

Em 1905 a Companhia Carris e Ascensor lança o projeto para substituir toda a rede por composições elétricas, e em 1914 os carros americanos e vapor foram substituídos pelo elétrico. Na década de 1920 a linha um e dois passaram a ser designadas como apenas linha um, e foi criada uma nova linha dois. A rede foi definitivamente encerrada em 1963, sendo substituída pelos tróleis de Braga. Os carris perduraram até aos anos oitenta do século XX.

Autocarros e Troleicarros

Em 1948 a câmara municipal de Braga adquire autocarros Leyland para completar a rede de elétricos dentro da cidade, e cria circuitos cidade periferia. A grande diferença de idades e tecnologia entre os antigos elétricos e os novos autocarros pôs os elétricos em decadência. E em 1963 os elétricos foram definitivamente encerrados, sendo substituídos pelos troleicarros, que entraram em funcionamento no dia 28 de Maio de 1963. No entanto a estadia dos troleicarros em Braga foi curta acabando em 10 de setembro de 1979. Os oito tróleis que existiam, foram vendidos aos Serviços Municipalizados de Coimbra. No ano 1968 a câmara municipal entrega a concessão da rede novamente a privados. A empresa escolhida foi a SOTUBE, empresa detida por um empresário Vimaranense.

Século XXI

Com a massificação do transporte próprio e uma rede desatualizada face à necessidade da cidade os Transporte Urbanos de Braga entram novamente em declínio, com perdas anuais de milhares de passageiros. O não investimento por parte do governo português em relação à TUB, entre outros operadores públicos de pequenas e médias cidades, ao invés dos avultados investimentos por parte do governo nas operadoras públicas das cidades de Lisboa (Carris) e Porto (STCP), aumenta ainda mais as dificuldades financeiras da empresa.[carece de fontes?] Em 2014, um autarca do Barreiro considerou que este é um tipo de «serviço público raro, apenas existente em cinco concelhos no país»[obs. 1]

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Fontes consultadas

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