American Gothic
American Gothic ou Gótico Americano é uma pintura de Grant Wood da coleção do Art Institute of Chicago. A inspiração de Wood veio de uma casa desenhada em estilo gótico rural com uma distinta janela superior e uma decisão de pintar junto a casa com "o tipo de pessoa que eu imaginava viver naquela casa." A pintura mostra um fazendeiro ao lado de sua filha. A mulher está vestida com um avental em estilo colonial americano e o homem segura uma forquilha.
Em agosto de 1930, Grant Wood, um pintor americano com formação na escola europeia, passeava por Eldon, no estado americano de Iowa, na companhia de um pintor local, John Sharp, procurando inspiração. Foi então que reparou uma uma pequena casa branca construída em estilo revivalista gótico, conhecida como Dibble House. Segundo um dos biógrafos do pintor, Wood achou a casa "uma forma de pretenciosismo emprestado e um absurdo estrutural, ao colocar uma janela em estilo gótico numa humilde e frágil casa de madeira". Após obter autorização dos proprietários, a família Jones, Wood executou prontamente um esboço a óleo sobre cartão da vista frontal da casa. O esboço, inspirado nas catedrais góticas que o pintor visitara na Europa, acentuava as características arquitectónicas da casa original, exibindo um telhado mais inclinado e uma janela mais comprida com um arco ogival mais pronunciado.[carece de fontes?]
Wood concorreu com a obra a uma competição do Art Institute de Chicago. Um dos júris alcunhou o quadro de os "amantes cómicos", mas um mecenas do museu persuadiu os jurados a atribuir a medalha de bronze ao quadro e a quantia de 300 dólares em prémio monetário. O mecenas persuadiu ainda o Instituto a comprar a pintura que ainda hoje permanece no acervo da instituição. A imagem rapidamente começou a ser reproduzida em jornais, primeiro no Chicago Evening Post e depois em Nova Iorque, Boston, Kansas City, e Indianápolis. Wood recebeu no entanto uma reacção negativa quando a imagem foi finalmente publicada no Gazette Cedar Rapids. Os habitantes do Iowa ficaram furiosos por terem sido representados como uns "caquéticos, sombrios e puritanos religiosos ". Wood declarou em sua defesa, que não pintara uma caricatura dos habitantes do Iowa, mas uma representação do seu apreço, afirmando: "Eu tive que ir a França para apreciar o Iowa. "


