Franciszek Dzierożyński
Francis Dzierozynski foi um padre católico polaco e jesuíta que se tornou num importante missionário nos Estados Unidos. Nascido na cidade de Orsha, no Império Russo, ele ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote em 1806. Francis ensinou e estudou em Polotsk e Mogilev até liderar os alunos numa fuga da invasão francesa da Rússia em 1812. Ele voltou para Polotsk, onde lecionou até à expulsão dos Jesuítas do Império Russo em 1820. Posteriormente, ele começou a lecionar em Bolonha, na Itália.
Franciszek Dzierożyński nasceu no dia 3 de janeiro de 1779, em Orsha, no Império Russo (actualmente na Bielorrússia). Mais tarde matriculou-se no Colégio Jesuíta em Orsha, antes de entrar na Companhia de Jesus em 1794, aos quinze anos. Estudou no noviciado de Polotsk até 1809, mas foi ordenado sacerdote em 1806, depois de estudar teologia por apenas um ano, devido ao número insuficiente de padres. Ele então estudou filosofia durante os seus anos escolares, durante os quais foi designado para ensinar francês, física, música e gramática no Collegium Nobilum em São Petersburgo. Após a conclusão da sua educação ele continuou a ensinar filosofia e matemática no colégio jesuíta em Mogilev, onde também se dedicou ao trabalho pastoral. Ele então voltou para Polotsk, onde ensinou seminaristas jesuítas e alunos leigos no Colégio Jesuíta. Franciszek liderou uma fuga de alunos da invasão francesa de 1812 e, mais tarde, regressou à cidade para reassumir a sua posição como professor de teologia dogmática, apologética e homilética.
Quando o czar Alexandre I expulsou os jesuítas do Império Russo em 1820, Dzierozynski partiu para a Itália, onde começou a leccionar em Bolonha. Lá, desenvolveu uma amizade com o futuro cardeal Giuseppe Caspar Mezzofanti, uma relação que manteve ao longo da sua vida. Em seguida ele foi para Roma, onde recebeu ordens do Superior-geral da Companhia de Jesus, Luigi Fortis, para se tornar num missionário e ajudar a reavivar a Companhia de Jesus nos Estados Unidos após a sua supressão. A tarefa de Dzierozynski era restaurar o espírito dos jesuítas, melhorar a administração e expandir o apostolado para novas áreas. Partindo com Angelo Secchi de Livorno, a viagem durou cinco meses, três dos quais foram passados no mar, cruzando o Atlântico, e a viagem encontrou muitas tempestades perigosas, antes de chegar à Filadélfia no dia 7 de novembro de 1821.
Ensino e administração
Dzyierozynski finalmente chegou à Universidade de Georgetown em Washington, D.C. no dia 12 de novembro de 1821. Após a sua chegada aos Estados Unidos foi nomeado socius (assistente) e procurador da Missão de Maryland e conselheiro de Charles Neale, o superior da missão. Ele encontrou-se com uma comunidade de jesuítas que viviam como plantadores e suspeitavam muito dos jesuítas europeus que procuravam modificar o seu estilo de vida e a abordagem pastoral. As suas suspeitas aumentaram ainda mais pela vasta autoridade que Dzierozynski recebeu. O presidente da Universidade de Georgetown, Benedict Joseph Fenwick, escreveu a Fortis solicitando que o poder de Dzierozynski não fosse aumentado; enquanto isso, o missionário nascido na Europa, John W. Beschter, apoiou a tentativa de reforma dos jesuítas americanos de Dzierozynski.
Em abril de 1823, Dzierozynski foi nomeado por Luigi Fortis para suceder a Charles Neale como superior da Missão Jesuíta em Maryland. A sua jurisdição estendia-se por 95 jesuítas, espalhados de Maryland até à Nova Inglaterra e tão a oeste quanto os vales dos rios Mississippi e Missouri. Ele assumiu o cargo num momento de má administração da missão. As plantações da missão em Maryland mal estavam equilibradas, o noviciado havia sido efectivamente encerrado e uma das suas maiores instituições, a Universidade de Georgetown, via o seu número de estudantes a diminuir cada vez mais. Dzierozynski permaneceu como professor em Georgetown onde também se tornou vice-presidente e tesoureiro. Passado alguns anos a inscrição de novos alunos em Georgetown havia recuperado. Ele também reabriu o noviciado em Georgetown em 1827 e exerceu pessoalmente o cargo de mestre de noviços. Conforme ordenado por Fortis, ele também abordou uma administração fragmentada da missão, que foi dividida entre a própria Companhia de Jesus e a Corporação dos Clérigos Católicos Romanos, que foi criada para manter e administrar a propriedade dos Jesuítas durante a repressão.[Nota 1] Em maio de 1825 a Corporação foi relutantemente posta sob o controlo da Sociedade (mas continuou a existir como uma entidade legal). Em 1827 ele aceitou o convite do Bispo de Louisiana e das Duas Floridas, Louis Dubourg, para transferir a responsabilidade do Colégio de Saint Louis da diocese para os Jesuítas. Depois de visitar o colégio em Missouri no mesmo ano ele pediu permissão aos superiores em Roma, que aprovaram a transferência em 1829. Quando o Superior-geral ordenou o encerramento do Seminário de Washington, Dzierozynski permitiu que todos os alunos se transferissem para Georgetown gratuitamente.
Disputa de White Marsh
Fortis nomeou Dzierozynski na crença de que um superior não americano seria o mais adequado para resolver uma disputa entre os jesuítas e Ambrose Maréchal decorrente de termos disputados de um acordo feito durante a repressão da Companhia de Jesus, sobre a propriedade de terras substanciais em Maryland, especialmente em White Marsh. Maréchal argumentou que as propriedades que a Corporação dos Clérigos Católicos Romanos recebeu foram dadas para o benefício de toda a Igreja, não apenas dos Jesuítas; ele também reivindicou o direito a um subsídio que os jesuítas haviam pago aos seus dois predecessores, que eram jesuítas (enquanto Maréchal era sulpiciano). Os jesuítas negaram ambas as afirmações. Maréchal navegou para Roma e obteve uma instrução do papa Pio VII em 1822 ordenando que os jesuítas transferissem a propriedade e os escravos para o arcebispo. Fortis ordenou que Dzierozynski obedecesse ao mandato papal, mas o conflito continuou a escalar.
Após o seu mandato como superior de missão, Dzierozynski permaneceu activo na Missão de Maryland e mais tarde na Província de Maryland, que foi elevada em 1833. Ele foi nomeado consultor e foi encarregado por Kenney de nomear pessoal dentro da província. Ele permaneceu mestre de noviços em Georgetown até 1831, e retomou o cargo em 1834, no noviciado em Frederick. Ele manteve essa função até 1841 e, novamente, de 1844 a 1846. Enquanto mestre de noviços em Georgetown ele também ensinou filosofia e teologia para escolásticos jesuítas e alunos laicos até 1837. Durante a década de 1840 ele também foi mestre terciano. Além das suas obrigações educacionais, Dzierozynski foi director espiritual e director de retiro para jesuítas, freiras e alunas em estabelecimentos de ensino em Georgetown e em Frederick. Benedict Joseph Fenwick, então bispo de Boston, convidou-o para participar do Segundo Conselho Provincial de Baltimore em 1833, contudo ele não compareceu.
Vice-superior provincial
William McSherry, superior provincial da Província de Maryland, morreu em 1839, apenas seis meses depois de ser nomeado para o cargo. Os jesuítas de Maryland escolheram Dzierozynski para ser vice-superior provincial para administrar a província no período interino. Embora Dzierozynski tenha efectivamente actuado na qualidade de superior provincial, Jan Roothaan recusou-se a elevá-lo para indicar que a província não usufruía de liberdade total devido aos escândalos anteriores. A combinação da sua idade avançada e o facto de ter adoecido vários dias antes da sua nomeação resultou numa autoridade provincial reclusa que deixou Frederick, em Maryland, somente depois de receber ordens de Roothaan. Os jesuítas criticaram Dzierozynski por ser muito passivo no governo da província. Da mesma forma, Roothaan advertiu-o por permitir determinados comportamentos entre os jesuítas, como a ingestão excessiva de álcool, a celebração de feriados nacionais e outros costumes que os jesuítas europeus não permitiam.
Últimos anos
Dzierozynski voltou ao papel de mestre dos noviços, mas depois de três anos a sua saúde piorou ainda mais e as suas desavenças com Roothaan aumentaram, resultando no fim do seu mandato. Em agosto de 1850 ele previu que morreria em breve e recebeu os seus últimos ritos. A sua saúde impedia-o até de celebrar a missa. Ele morreu no dia 22 de setembro de 1850. Atendendo ao seu pedido, o corpo de Dzierzynski foi levado para a frente do Convento da Visitação em Frederick, onde as freiras o prantearam, antes de ser levado para ser sepultado. Ele foi descrito como o mais proeminente dos primeiros missionários jesuítas polacos nos Estados Unidos.


