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Tomar

Tomar é uma cidade portuguesa de 14123 habitantes (2021), pertencente ao distrito de Santarém, na histórica província do Ribatejo. Integra atualmente a região do Oeste e Vale do Tejo, NUT3 do Médio Tejo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Geografia

O município de Tomar é limitado a norte pelo município de Ferreira do Zêzere, a leste por Abrantes, a sul por Vila Nova da Barquinha, a oeste por Torres Novas e a noroeste por Ourém. A cidade e o município de Tomar são atravessados pelo rio Nabão, que é um afluente do rio Zêzere, estando incluída na bacia hidrográfica do Tejo, o maior rio da Península Ibérica. Situa-se numa das zonas mais férteis de Portugal continental para a produção de azeite, figo ou a vinha por exemplo.[carece de fontes?]

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Toponímia

Há várias teses concorrentes, quanto à origem etimológica do topónimo «Tomar». Dentre as mais reconhecidas, contam-se a do linguista português, José Pedro Machado, que advoga que o étimo do topónimo «Tomar» provém do latim medieval «Villa Theodemari», que significa 'a herdade de Teodemaro', sendo que Teodemaro corresponderia ao nome de um antigo povoador da região. Por outro lado, o filólogo português Ivo Xavier Fernandes, defendia, por sua vez, que o topónimo derivaria de uma deturpação moçárabe do substantivo grego thymus, que significa «tomilho», por alusão à flora local. Para o filólogo alemão, Joseph-Maria Piel, a origem do topónimo seria sensivelmente mesma, embora excluísse qualquer influência do árabe, antes defendendo que a derivação do nome proviria apenas por via romana. Mais recentemente, o arqueólogo português Jorge de Alarcão defendeu, contudo, que a origem do topónimo será pré-romana, assente no étimo tamaris, e que em vez de se reportar à flora local, reportar-se-á ao nome do rio que atravessa a cidade - hoje em dia conhecido como rio Nabão - uma vez que há registos históricos do séc. XII que identificam o rio com os nomes Tomar ou Tomarel.

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Economia

O turismo constitui hoje uma atividade de primeira importância, já que o Convento de Cristo, principal Monumento da cidade foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983. Foi outrora um centro industrial, com fábricas de papel, fiação, derivados de madeira e outras atividades. Comercialmente a cidade acolhe ainda a maior parte dos serviços ligados ao seu passado industrial mas vão surgindo as novas ofertas no nicho turístico, como o artesanato de nova geração, a gastronomia de qualidade e o acompanhamento turístico especializado. A terra é relativamente fértil acolhendo sobretudo a cultura de milho em regadio, o olival e a vinha.

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História

Foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo a 8 de Junho de 1964.

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Festividades

Imagem: Francisco (PortoPortugal) · BY-NC-SA · Openverse

Festa dos tabuleiros

É uma festa realizada de 4 em 4 anos no início do mês de julho. É uma das manifestações mais antigas de Portugal e a sua origem encontra-se nas festas de colheita à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel, tendo por base a Congregação do Espírito Santo. No Domingo de Pentecostes, juntavam-se ricos e pobres sem distinção, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos simbolizando a igualdade de todos perante Deus. Esta festa manteve as suas características até ao século XVII. As mudanças feitas a partir daí permitiram uma maior grandiosidade à Festa. A tradição continua e as suas cerimónias permanecem: o Cortejo das chegadas dos Bois de nome Cortejo do Mordomo, o Cortejo dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos das raparigas que transportam os Tabuleiros e a Pêza ou distribuição do pão e da carne. A principal característica desta festa é o desfile ou procissão onde desfilam inúmeros tabuleiros que representam as dezasseis freguesias do concelho. Este percorre as principais ruas da cidade, num percurso de 5 km. As ruas enfeitam-se com colchas pendentes nas janelas, onde se encontram milhares de visitantes e são lançadas pétalas, entusiasticamente, sobre o Cortejo. O tabuleiro deve ter a altura da rapariga que o leva à cabeça, sendo constituído por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga e é rematado ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo. Tabuleiros decorados com flores, pão e espigas de trigo desfilam pelas ruas de Tomar.

Círio de Nª Senhora da Piedade

O Círio de Nª Senhora da Piedade é uma festa que tem lugar nas ruas de Tomar no 1.º domingo de setembro. Um cortejo de oferendas realizado em carros típicos enfeitados com flores de papel percorre a cidade.

Feira de Santa Iria

É feito em honra da padroeira de Tomar (Santa Iria), e decorre normalmente entre a sexta-feira anterior ao dia 20 de outubro, até ao domingo a seguir a esta mesma data, que é o ponto alto das comemorações, quando se efectua a procissão. A feira realiza-se normalmente na Várzea Grande e nos arredores (perto da estação de caminhos-de-ferro e central de camionagem) mas pelo menos no ano de 2018 irá realizar-se no espaço envolvente ao mercado municipal de Tomar. Tem divertimentos, vendedores, exposição de automóveis, motos e tractores agrícolas, e conta ainda com a presença de tasquinhas onde se dá a conhecer alguns dos sabores da região.

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Freguesias

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O município de Tomar está dividido em 11 freguesias:

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Evolução da população do município

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

Os Recenseamentos Gerais da população portuguesa, regendo-se pelas orientações do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, tiveram lugar a partir de 1864, encontrando-se disponíveis para consulta no site do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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