Amadeo Bordiga
Amadeo Bordiga foi um destacado marxista e teórico italiano, fundador do Partido Comunista da Itália, um dos líderes da Internacional Comunista e mais tarde uma figura de liderança no Partido Comunista Internacional. Embora associado ao PCIt, Bordiga fora expulso em 1930, acusado de trotskismo. Bordiga é considerado um dos mais notáveis representantes da esquerda comunista da Europa.
Bordiga nasceu em Resina, na província de Nápoles, opositor ativo à guerra colonial italiana na Líbia, Bordiga militou ativamente no Partido Socialista Italiano, fundando o círculo Karl Marx em 1912. Rejeitava uma abordagem pedagógica ao trabalho político e desenvolveu uma teoria do partido, segundo a qual este constituía uma forma de organização de objetivos não imediatos e que em termos sociológicos, não necessariamente pertenciam à classe trabalhadora, isto não significava uma compreensão do partido como separado do restante da classe, mas sim como uma parte desta. Se opunha profundamente à democracia e a associava ao eleitoralismo burguês, declarando: "Assim, se houver uma completa negação da teoria da ação democrática, ela encontra-se no socialismo." Il Socialista, 1914 Opôs-se à autonomia do grupo parlamentar do Partido Socialista Italiano, à realização de alianças com setores e partidos burgueses bem como se colocou contra a influência política da maçonaria , tal como a maioria dos socialistas dos países latinos.
No Partido Comunista de Itália
Após a revolução de Outubro, Bordiga junto de outros comunistas formaram a fração Abstencionista dentro do Partido Socialista Italiano, opondo-se à participação em eleições burguesas e a tática de alianças, democratismo e pacifismo a qual identificavam ser predominante no Partido Socialista Italiano. Este grupo, junto do grupo L'Ordine Nuovo de Turin, formariam o núcleo do que viria ser o Partido Comunista da Itália (PCd'I, Partito Comunista d'Italia) - fundado em Livorno em Janeiro de 1921. Isto veio depois de um longo período de conflito no PSI que tinha em 1919 concordado em se juntar à Internacional Comunista mas que ao mesmo tempo se recusava a expurgar a sua ala reformista. No decurso deste conflito Bordiga compareceu ao Segundo Congresso da Internacional Comunista em 1920 onde contribuiu com a adição de duas condições à lista proposta por Lenin para o ingresso na Internacional. Bordiga é criticado por Lenin em sua obra "Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo" , esta obra no entanto foi bem aceita entre os Comunistas da Esquerda Italiana , que defendiam que a posição abstencionista assumida por eles não assumia o caráter de princípio e sim de uma consideração tática, defendendo o texto contra o que acreditavam ser a sua distorção por oportunistas e reformistas que o interpretam como uma "autorização de Lenin" de se tornarem partidos reformistas, democratas e parlamentares.


