Althaea
Althaea é um género botânico de 18 espécies reconhecidas de herbáceas perenes pertencente à família das malváceas, comummente designadas malvaísco O género foi descrito por L., tendo sido publicado em Species Plantarum 2: 686. 1753.
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Além do nome malvaísco, dá ainda pelos nomes alteia e malvavisco
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Herbáceas perenes com talos geralmente cotanilhosos ou com densa penugem. Folhas inteiras, crenadas, dentadas, palmatilobadas o palmatipartidas razoavelmente pubescentes. Flores relativamente pequenas, em general largamente pedunculadas, solitárias ou em fascículos axilares. Epicálice de 6-12 peças soldadas na base e cálice de 5 sépalas também soldados. Pétalas de 1 a 3 centímetros, obovados, geralmente marginados, em forma de cunha, coloridos em tons de púrpura-azulado ou esbranquiçados. Carpelos uniloculares, que podem alternar entre 8 aos 25 exemplares por verticilo. Fruto em esquizocarpo discóide com mericarpos indeiscentes, planos, de dorso convexo, ápteros, pubescentes ou glabros.
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São nativas da Europa e do Próximo Oriente.
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Em Portugal este género está representado pelas seguintes espécies, todas nativas de Portugal Continental:
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Privilegiam as zonas ribeirinhas e ripícolas, medrando sobre solos húmidos e arenosos. As espécies do género Althaea servem de alimento às larvas de algumas espécies de Lepidopteras, incluindo a Bucculatrix quadrigemina.
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Este género foi descrito por Carlos Linneo e publicado na obra Species Plantarum, vol. 2, p. 686, em 1753. A espécie-tipo é a Althaea officinalis L. O termo Althaea provém do Grego αλθαία, -ας, derivado de άλθω, «médico, medicina, curar»; que chegou ao Latim sob a forma de althaea, -ae, alusivo ao Malvaísco ou alteia (Althaea officinalis), mas também a outras malváceas. Este género anteriormente abarcava espécies agora incluídas no género Alcea.
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A raiz contém amido (37%), mucilagem (11%), pectina (11%), flavonoides, ácidos fenólicos, sacarose e asparagina.
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As alteias são usadas como ervas medicinais, especialmente, para tratar das úlceras de garganta, mas também para tratar das úlceras gástricas. As flores e os talos tenros são comestíveis. Amiúde juntam-se a saladas ou servem-se cozidas ou fritas. São utilizadas também em cosméticos para a pele.


