Pesquisa · Mapa mental

Silésia

Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, a Chéquia (Tchéquia) e a Alemanha. A Silésia é uma importante zona industrial da Polônia e da Chéquia. No entanto, nos últimos anos depois das mudanças políticas ocorridas em 1989, a região tem sofrido enormes restruturações econômicas que implicam o fechamento de dezenas de minas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
01

Topônimo

Uma teoria reivindica que o nome latino Silésia é derivado de silingos, que em sua maior parte era um povo vândalo que supostamente viveu ao sul do mar Báltico ao longo dos rios Elba, Oder e Vístula no século II. Quando os silingos se deslocaram da região durante o período de migrações bárbaras, eles deixaram provas de sua civilização para trás. As mais evidentes provas são os nomes de lugares, que eram adotados (na forma eslava) pelos novos habitantes, que eram de fato eslavos (polonês: Śląsk, polonês antigo Śląžsk [-o], eslavo antigo *Sьlьąžьskъ [<*Sьlьągьskъ], do vândalo antigo *Siling-isk [terra]). Esses povos se tornaram associados com o lugar, e passaram a ser conhecidos desde então como silesianos (forma latinizada do nome em polonês Ślężanie), mesmo que eles tivessem pouca coisa em comum com os silingos. Achados arqueológicos dos séculos VII e VIII também descobriram antigas áreas amplamente habitadas, protegidas por um grande sistema de fortificações no oeste e no sul. A falta de um sistema semelhante no norte e no leste supõe que a noção de Silésia era parte de um grande estado habitado por antigas tribos eslavas.

02

História

Povos antigos

A Silésia era habitada por vários povos que pertenciam às culturas arqueológicas da Idade da Pedra, Idade do Bronze e Idade do Ferro. De acordo com Tácito, no século I a Silésia era habitada por uma liga multi-étnica denominada Lúgios. Os silingos eram também parte desta federação, que na maioria eram povos vândalos que viviam ao sul do Mar Báltico na região dos rios Elba, Oder e Vístula.

Idade Média

Documentos antigos mencionam algumas tribos que muito provavelmente viviam na Silésia. O "Geógrafo Bávaro" (cerca de 845) especifica os seguintes povos: slenzanie, dzhadoshanie, opolanie, lupiglaa e golenshitse. Um documento do Bispado de Praga de 1086 também menciona os zlasane, trebovyane, poborane e dedositze. Nos séculos século IX e X, o território que seria depois chamado Silésia foi submetido aos governantes morávios e depois aos boêmios da região vizinha ao sul onde hoje é a Tchéquia. Por volta de 990, a Silésia foi incorporada à Polônia por Miecislau I (embora alguns historiadores movam esta data para 999 e para o governo de Boleslau I, duque da Polônia e último rei da Polônia). Durante a fragmentação da Polônia (1138 - 1320), dentro dos ducados governados por diferentes ramos da dinastia Piast, a Silésia era governada por descendentes da antiga família real.

Idade Moderna

A Reforma Protestante do século XVI foi aceita rapidamente na Silésia, e a maioria dos habitantes se tornaram luteranos. Em 1526, o rei Fernando I foi eleito para a coroa da Boêmia e herdou as posses da dinastia Habsburgo. Em 1537, o duque Piast Frederico II de Brzeg, concluiu o tratado com o Príncipe-eleitor Joaquim II de Brandemburgo, segundo o qual os Hohenzollerns de Brandemburgo herdariam o ducado devido à extinção dos Piasts, mas o tratado foi rejeitado por Fernando I. A segunda "Defenestração de Praga" em 1618 estimulou a Guerra dos Trinta Anos, causada pelas tentativas do rei Fernando II para restaurar o Catolicismo e reprimir o Protestantismo. Após o fim da Guerra dos Trinta Anos em 1648, os Habsburgos encorajaram grandemente o Catolicismo, o que sucedeu na reconversão de cerca de 60% da população da Silésia. Em 1675, o último governante Piast silesiano tinha morrido.

Silésia na Prússia

A Silésia se tornou parte do Império Alemão quando a Alemanha foi unificada em 1871. Havia considerável industrialização na Alta Silésia, e houve migração de muitas pessoas para essa região nessa época. A maioria da população da Baixa Silésia era germano-falante e luterana, incluindo a capital Breslávia, então conhecida como Breslau. Havia áreas tais como o distrito de Opole e partes da Alta Silésia, contudo, onde uma grande parte ou até mesmo a maioria da população era polaco-falante e católica romana. Na Silésia como um todo, os poloneses compunham cerca de 30% da população. A Kulturkampf coloca os católicos em oposição ao governo e inicia um renascimento polonês na província.

Entre as duas grandes guerras

Após o referendo, houve três insurreições silesianas, como resultado de que a Liga das Nações decidiu que a província deveria ser dividida novamente e que as áreas que votaram pela Polônia deveriam se tornar uma área autônoma dentro da Polônia, organizada como a Voivódia Silésia (Autonomiczne Wojewodztwo Śląskie). Uma das figuras políticas centrais que conduziu estas mudanças foi Wojciech Korfanty. As revoltas ocorreram entre 1919 e 1921: A Silésia foi então reorganizada dentro das duas províncias prussianas da Alta Silésia e da Baixa Silésia. Em outubro de 1938, a Silésia Cieszyn (área disputada a oeste do rio Olza, também chamada Zaolzie - 906 km² com 258.000 habitantes), foi retomada pela Polônia da Tchecoslováquia, como previa o Acordo de Munique.

Silésia após a Segunda Guerra Mundial

Em 1945, toda a Silésia foi ocupada pelo Exército Vermelho soviético. Até então uma grande parte da população alemã havia fugido da Silésia, mas muitos retornaram após a capitulação alemã. Sob os termos dos acordos da Conferência de Ialta de 1944 e da Conferência de Potsdam de 1945, a maior parte da Silésia a leste dos rios Oder e Neisse foi transferida para a Polônia. A maior parte dos silesianos alemães remanescentes, que antes da segunda guerra eram cerca de quatro milhões, foram mortos ou forçadamente expulsos. Uma pequena parte da Silésia, em torno da cidade de Görlitz, passou a fazer parte da Alemanha Oriental, sendo agora parte do Estado Federal da Saxônia na atual Alemanha.

03

Demografia

A moderna Silésia é habitada em sua maioria por poloneses, mas também por minorias silesianos, alemãs, tchecas e morávias. O último censo polonês de 2002 mostrou que os silesianos são a maior minoria étnica na Polônia, sendo os alemães a segunda - ambos os grupos estão localizados principalmente na Silésia. A parte tcheca da Silésia é habitada por tchecos, morávios e poloneses. Antes da Segunda Guerra Mundial, a Silésia era habitada por alemães, poloneses e tchecos. Em 1905, um censo mostrou que 75% da população era alemã e 25% polaca. Durante e depois da segunda guerra, a maioria dos silesianos alemães fugiu da Silésia, foram retirados, expulsos ou emigraram; um grande grupo de silesianos vive hoje na Alemanha. Para uma integração suave na sociedade alemã, eles eram organizados em organizações reconhecidas e oficiais, como a Landsmannschaft Schlesien, financiada diretamente pelo governo alemão.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando