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Alpinópolis

Alpinópolis é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Na região é mais conhecida pelo seu antigo nome "Ventania". De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sua população em 2022 era de 18 300 habitantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

O povoado de Alpinópolis surgiu no final do século XVIII, encravado ao pé da Serra da Ventania. Em 1759, após a queimada dos Quilombos pelo bandeirante Bartolomeu Bueno do Prado, uma expedição de mineiros comandada pelo Padre João Côrrea de Mello, vinda de Mariana, atravessou o Rio Grande, passou pela Barra do Pontal, Fazenda Pouso Alegre e chegou a Jachuy, tomando posse das terras. Em 1762, uma expedição de paulistas, comandada por Mathias de Carvalhaes, entrou em sentido contrário, retomando a posse das terras até a margem esquerda do Sapucaí, fato comemorado em cerimônia solene em 5 de fevereiro de 1762, na Barra do Pontal. Em 1764, uma nova expedição de mineiros, comandada pelo Governador da Capitania, General Luiz Diogo Lobo da Silva, saiu de Villa Rica, atravessando o Rio Grande na Barra do Pontal, passando pelo famoso Sítio do Zundu e chegando a Jacuhy, onde instalou a vila, tomou posse das terras e demarcou as divisas das Capitanias de Minas Gerais e São Paulo.

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Atrativos turísticos

Casarões antigos

A Fazenda Quilombo, construída por escravos, às margens direita da rodovia BR-265 km 538, entre as cidades de Alpinópolis e Carmo do Rio Claro (latitude e longitude -20.893446, -46.330433, distante 9 km de Alpinópolis (séde do município). A Fazenda Quilombo passou por várias gerações abaixo, onde ficaram gravadas recordações. Anotação no site https://minasgeraistour.blogspot.com/2013/03/alpinopolis-mg.html , por CPadua informa que "a fazenda do Quilombo, antigamente chamada de Quilombo Queimado, por ter sido construída sobre as ruínas de um antigo Quilombo, foi construída pelo meu 5o. avô, Manuel José de Faria, na década de 1810. Passou para sua neta, Anna Rodrigues de Faria, e daí para a filha dela, Maria Cristina de Oliveira, esposa do Joaquim Bento de Carvalho, citado".

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Igreja Católica

A Igreja teve como seu destaque o Monsenhor Ubirajara Cabral, que promoveu várias obras importantes para a cidade, tais como a fundação de um colégio, que leva o nome de Instituto Educacional Padre Ubirajara Cabral, e um hospital, hoje a Santa Casa de Misericórdia de Alpinópolis, que leva seu nome como patrono da instituição, além de várias outras obras de caráter social. Devido à relevância da Igreja Católica na construção da cidade desde sua origem, o censo de 2010 do IBGE apontou que 89,09% da população se declara católica, tornando-se o município com maior número de católicos da Diocese de Guaxupé. Atualmente, a cidade conta com duas paróquias, sendo elas a Paróquia São Sebastião, cujo pároco é o Padre Reginaldo, e a Paróquia São Vicente de Paulo, presidida pelo Padre Antônio Carlos.

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Quilombo das Pedras

Em seu livro Quilombo do Campo Grande - A História de Minas que se Devolve ao Povo, o autor Tarcísio José Martins, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, dá conta de que o hoje território do município de Alpinópolis abrigou, no século XVIII, em um período anterior à formação do arraial de São Sebastião da Ventania, o Quilombo das Pedras, parte integrante do Quilombo do Campo Grande, debelado pelo capitão-mor Bartolomeu Bueno do Prado.

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Fontes consultadas

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