Almostacim
Almostacim Bilá foi o último califa abássida a reinar em Bagdá, iniciando em 1242 e terminando com a sua morte na invasão mongol no Cerco de Bagdá em 1258.
Almostacim é lembrado por sua oposição à ascensão de Shajar al-Durr ao trono egípcio durante a Sétima Cruzada. Ele enviou uma mensagem de Bagdá aos mamelucos no Egito que dizia: "Se você não tem homens aí, digam-nos que enviaremos alguns." Porém, Almostacim teve que enfrentar a maior ameaça ao Califado Abássida desde a sua fundação em 632, a invasão das hordas do Império Mongol que, sob o cã Hulagu, já tinha exterminado qualquer resistência na Transoxiana e no Grande Coração. Em 1255/56, as forças de Hulagu forçaram os abássidas a emprestarem-lhe exércitos para a campanha contra Alamute. Em 1258, Hulagu invadiu os já reduzidos domínios abássidas, que na época consistia pouco mais do que é hoje o Iraque e a Síria. Em seu avanço contra Bagdá, Hulagu enviou várias colunas simultaneamente em direção à cidade e a cercou. O califa foi iludido por promessas de seu vizir de que os mongóis poderiam ser derrotados literalmente pelas mulheres da cidade lhes atirando pedras e, por isso, fez o pior que poderia ter feito: nada. Ele não convocou seus exércitos para defender Bagdá contra o maior exército mongol já reunido - um em cada dez mongóis foi recrutado - e nem tentou negociar com Hulagu. Ao invés disso, ele enviou ameaças vazias ao general mongol.
Os sultões mamelucos posteriormente apontaram Almostancir II (um bisneto de Almostarxide) como califa abássida no Cairo, mas estes eram ainda mais simbólicos do que os já marginalizados califas de Bagdá. Mesmo assim, eles mantiveram o título por mais 250 anos e, fora a tarefa cerimonial da instalação dos novos sultões, estes califas não tiveram importância nenhuma. Quando os otomanos conquistaram o Egito em 1517, o último califa abássida do Cairo, Almotauaquil III, foi levado à Constantinopla e o sultão otomano Selim I se autoproclamou califa.


