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Almerinda Farias Gama

Almerinda Farias Gama foi uma advogada, jornalista, pianista, poetisa, sindicalista, compositora e política brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Biografia

Nascida na capital alagoana em 16 de maio de 1899, era filha da professora Eulalia Maria da Rocha e do comerciante José Antônio Gama. Em 1907, Gama mudou-se para Belém (PA), depois da morte do pai, sendo criada pela avó paterna Almerinda Silva Gama e pela tia Emília Gama. Formou-se como datilógrafa, em Belém, e como advogada, no Rio de Janeiro, atuando também como atriz, professora e como tradutora de espanhol, francês e inglês. Casou-se aos 23 anos com o poeta e escritor Benigno Farias Gama, com o qual teve um filho, mas perdeu a criança ainda na infância. Ficou viúva em 1925, quando o marido foi vitimado pela tuberculose. Em 1935, teve outro filho, de um relacionamento com um engenheiro, mas estes faleceram antes de Almerinda Gama.

Vida política

Em 1929, mudou-se para o Rio de Janeiro por uma questão trabalhista, ao descobrir que um colega homem ganhava 300 réis para o mesmo trabalho que ela fazia por 200 réis, assim sendo, decidiu trabalhar em um lugar onde pudesse ser melhor remunerada. Pouco depois de se estabelecer na cidade, ela se tornou presidenta do Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos e Secretárias do Distrito Federal. Apoiou a campanha de Bertha Lutz para a presidência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). Na capital fluminense, Gama formou-se advogada, e envolveu-se de vez nas lutas políticas e feministas. Foi presidenta da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e também foi figura engajada na conquista do direito ao voto pelas mulheres. Como representante classista, acabou sendo indicada, em 1933, como delegada na votação que escolheu os integrantes da Assembleia Constituinte que elaboraria uma nova Constituição para o Brasil. Gama e Carlota Pereira de Queirós foram as únicas mulheres na Assembleia Constituinte mencionada.

Vida na Música

Almerinda Gama aprendeu a tocar piano na infância e retomou o hábito quando idosa, conforme mostra a pesquisa da jornalista Cibele Tenório. Gama afirmou ter criado 90 músicas, das quais 29 foram localizadas no Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro. Tratam-se de composições ecléticas e de ritmos diversos, como valsa, samba e baião; e não possuem datação. Algumas dessas peças foram gravadas pelo Instituto do Piano Brasileiro. Ela criou composições em diversos ritmos como roda de coco, baião e samba. Em 1944, a canção "Quem chora comigo" (música de Hilda Matos e letra de Almerinda Gama), foi apresentada na edição do festival de Sally Loretti em benefício do músico Assis Valente (1911 – 1958), que estava doente conforme reportagem do jornal A Noite, de 19 de novembro de 1944, na primeira coluna.

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Homenagens e morte

Em 18 de fevereiro de 1934, Almerinda Gama foi homenageada ao ter seu nome intitulando o Ginásio Almerinda Gama, que era dirigido por Laurentino Garrido, em São João do Meriti, no Rio de Janeiro, devido às suas contribuições na educação. A advogada também foi homenageada como protagonista no curta-metragem documental Almerinda, uma Mulher de 30, dirigida pelo cineasta Joel Zito Araújo, em 1991. Almerinda Gama faleceu aos 99 anos de idade, em 31 de março de 1999, em São Paulo. A data de morte de Almerinda Gama, antes desconhecida, foi revelada pela jornalista Cibele Tenório durante sua pesquisa, que encontrou a certidão de óbito. Em 2015, foi lançado o curta-metragem Almerinda, a Luta Continua, produzido e dirigido pela pesquisadora Cibele Tenório, em parceria com o CPDOC. E, em 2016, a Prefeitura de São Paulo instituiu o Prêmio Almerinda Farias Gama para distinguir iniciativas na área de comunicação relacionadas à defesa da população negra.

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Obras

A advogada começou a atuar nas letras quando morava no Pará, escrevendo crônicas para o jornal A Província do Pará. Contribuiu escrevendo artigos para vários periódicos, como para O Jornal, em 1930, no qual era responsável pela sessão "Perspectivas", da coluna "Para a Mulher no Lar"; e para A Esquerda neste mesmo ano; Diário de Notícias, em 1932; atuando ainda em jornais como em O Dia, em 1956. Publicou de forma autoral um livro de poesias intitulado Zumbi, em 1942, que concorreu ao Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1943. Já em 1964, publicou o livro O Dedo de Luciano - Noções de Higiene, pela Companhia Antárctica Paulista, que foi distribuído de forma gratuita em todo o país como uma contribuição na saúde pública.

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Fontes consultadas

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