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A Batalha

O jornal A Batalha é um periódico operário de tendência anarcossindicalista fundado em 23 de Fevereiro de 1919, no mesmo ano da Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa, de que seria porta-voz. Foi seu primeiro redactor principal o tipógrafo e jornalista Alexandre Vieira. Como jornal diário alcançou a terceira maior tiragem em Portugal. Cessou a sua publicação como diário a 26 de maio de 1927, data em que as suas instalações foram destruídas pela polícia. Ressurgiu inúmeras vezes, com periodicidade diferente, tendo sido relançado em 2017, por uma equipa constituída por antigos e novos militantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Descrição

Nesse jornal operário, e no seu Suplemento Literário Ilustrado, colaboraram distintos jornalistas, escritores e artistas de afinidades libertárias como Pinto Quartim, Julião Quintinha, Mário Domingues, Ferreira de Castro e Roberto Nobre. A Batalha publicou ainda uma revista gráfica quinzenal, intitulada A Renovação sob o lema «novos horizontes sociais». Durante a Primeira República Portuguesa o jornal foi suspenso diversas vezes e as suas instalações na Calçada do Combro, em Lisboa, foram assaltadas pela polícia. Em consequência do Golpe de 28 de Maio de 1926, a CGT e o jornal sindicalista-revolucionário A Batalha foram proibidos, tendo publicado o seu último número no dia 26 de maio de 1927, sendo nessa data as suas instalações completamente destruídas pela polícia. Não obstante a destruição das suas instalações e de muitos militantes anarco-sindicalistas se encontrarem presos no Campo de Concentração do Tarrafal, entre os quais Mário Castelhano, o seu último redactor principal, que ali morreria, A Batalha foi sendo editada de forma irregular e clandestina até ao final da década de 1940.

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