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Alma Mahler-Werfel

Alma Maria Mahler-Werfel, mais conhecida como Alma Mahler, foi uma compositora, pintora, editora e socialite austríaca. Ativa musicalmente desde tenra idade, foi aluna de Max Burckhard e autora de pelo menos 17 composições para piano e voz.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Alma Maria nasceu em 1879, em Viena, na Áustria-Hungria. Era filha do pintor Emil Jakob Schindler e de sua esposa, Anna Sofie. Foi criada na fé católica romana e não frequentou a escola, tendo tutores e professores particulares em casa. A vida financeira da família não era das melhores, tanto que ela precisava dividir o apartamento com um dos colegas de Emil, Julius Victor Berger, com quem a mãe de Alma acabou tendo um caso extraconjugal, do qual nasceu a meia-irmã de Alma, Grete, em 1881. No mesmo ano, Emil ganhou um proeminente prêmio artístico, o que tirou a família da pobreza e permitiu que eles mudassem de residência. Em 1886, Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Áustria demonstrou interesse pelas pinturas de Emil depois do sucesso deste com o prêmio que recebeu e contratou o pintor para uma viagem com a família pela costa do Mar Adriático para produzir várias paisagens para a família real, tornando-se um dos mais importantes artistas para a Casa de Habsburgo. Em 1892, a família também atravessou o mar do Norte até a ilha Sylt, onde Emil acabou falecendo em 9 de agosto de 1892 devido à uma apendicite. Alma tinha 13 anos na época.

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Casamento com Gustav Mahler

Em 9 de março de 1902, Alma se casou com Gustav Mahler, que era 19 anos mais velho que ela e diretor do Vienna Court Opera. Com ele, Alma teve duas filhas, Maria Anna (1902–1907), que morreu de escarlatina ou difteria e Anna (1904–1988), que posteriormente se tornaria escultora. Gustav não tinha interesse no trabalho de Alma. Ainda se discute entre os historiadores se ele teria totalmente proibido Alma de compor. Sabe-se que ela se dedicou ao cuidado das filhas e da casa, tornando-se uma esposa dedicada, ainda que em seus diários ela se sentisse sozinha e frustrada. Alma entrou em depressão profunda em junho de 1910, quando sua filha Maria morreu. Pouco depois ela começou um caso com um jovem arquiteto, Walter Gropius, que seria depois o diretor da Bauhaus. Gustav chegou a procurar Sigmund Freud em busca de conselhos. Com o casamento em crise depois que Gustav descobriu o caso de Alma com Gropius, Gustav começou a levar mais a sério as composições de Alma e a incentivar seu talento musical. Chegou a ajudá-la a organizar suas músicas para publicação, tendo editado algumas, como Die stille Stadt e Ich wandle unter Blumen. Com o auxílio de Gustav, Alma preparou cinco de suas composições para publicação pela mesma empresa que publicava Gustav, mas ele ficou seriamente doente em fevereiro de 1911 devido a um problema de coração diagnosticado anos antes e morreu em 18 de maio.

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Relacionamento com Walter Gropius

Após a morte de Gustav, Alma não entrou em contato imediatamente com Gropius. Entre 1912 e 1914, ela teve um caso tumultuado com o pintor Oskar Kokoschka, que criou vários quadros inspirados em Alma. A possessividade de Oskar e os caprichos de Alma acabaram desgastando a relação. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Oskar se alistou no Exército Austro-Húngaro. Alma logo se distanciou dele e retomou o contato com Gropius, que também estava alistado nessa época. Os dois se casaram em 18 de agosto de 1915, em Berlim, durante uma folga militar. Os dois tiveram uma filha, Manon Gropius (1916–1935), que morreu aos 18 anos devido à poliomielite. Alma ficou grávida e deu à luz a um menino, Martin Carl Johannes Gropius (1918–1919). Gropius acreditava inicialmente que o filho era seu, mas o caso de Alma com Franz Werfel era bem conhecido em Viena. Um ano depois, Alma se divorciou de Gropius. Martin nasceu com hidrocefalia e morreu com menos de um ano de vida.

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Relacionamento com Franz Werfel

Imagem: --Anima 19:33, 28 September 2007 (UTC) · BY-SA · Openverse

Alma começou um relacionamento com o poeta e escritor tcheco Franz Werfel em 1917. Ela passava muito tempo sozinha enquanto ainda estava com Gropius por conta de suas obrigações militares. Em algum momento nessa época, os dois começaram a morar juntos, mas Alma postergou um casamento com Franz até 1929, período em que adotou o nome de Alma Mahler-Werfel. Em 1938, com a anexação da Áustria pela Alemanha Nazista, Alma e Franz foram obrigados a deixar o país por serem judeus e fugiram para a França. Eles se estabeleceram na Riviera Francesa entre 1939 e 1940. Com a ocupação da França pela Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial e a deportação de judeus e adversário políticos para campos de concentração nazistas, o casal não estava mais a salvo na França e assim foram obrigados a buscar abrigo nos Estados Unidos. Em Marselha, eles entrara em contato com um jornalista norte-americano, Varian Fry, também emissário de uma organização norte-americana que ajudava refugiados artísticos e intelectuais na época.

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Últimos anos e morte

Imagem: Gugerell · CC0 · Openverse

Em 1946, Alma se tornou cidadã norte-americana. Vários anos depois, em 1952, se mudou para Nova Iorque, onde permaneceu como uma figura de influência na cultura da cidade. Alma morreu em 11 de dezembro de 1964, em Nova Iorque. Foi sepultada em 8 de fevereiro de 1965 no Cemitério Grinzinger, em Viena, ao lado da filha Manon e quase ao lado do túmulo de Gustav Mahler.

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Compositora

Imagem: frankrolf · BY-NC-SA · Openverse

Alma tocava piano desde a infância e em sua biografia, "Mein Leben", ela afirma que sua primeira tentativa de composição foi no começo de 1888, na ilha grega de Corfu. Estudou composição com Josef Labor no começo de 1894 ou 1895 e daí até 1901. No começo de 1900, conheceu Alexander von Zemlinsky, com quem teve aulas de composição e continuou com sua aluna até seu relacionamento com Mahler em dezembro de 1901. Ao se casar com Mahler, ela parou de compor. Depois dessa época, ela voltou a compor, tendo 20 peças para piano e vários trabalhos menores, incluindo uma cena para ópera. Retornou à composição brevemente em 1910, mas parou novamente em 1915. A cronologia de seus trabalhos é difícil de acompanhar, já que ela não deixou manuscritos a respeito e destruiu muitos deles. Ao todo, cerca de 17 composições sobreviveram, sendo 14 delas publicadas durante sua vida e três delas datadas de 1910, 1915 e 1924. As duas primeiras aparecem como de autoria de Alma Maria Schindler-Mahler, e o último assinado apenas por Alma Maria Mahler. Três músicas adicionais foram descobertas depois de sua morte. Duas foram publicadas em 2000 e a outra em 2018. Suas memórias pessoais, como cartas e manuscritos, estão depositados na biblioteca da Universidade da Pensilvânia, na Biblioteca Nacional de Viena e na Biblioteca Estadual da Bavária, em Munique.

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Alma em Lisboa

Imagem: · BY-NC-SA · Openverse

"Alma", uma peça do escritor israelita Joshua Sobol, é a história de Alma Mahler-Werfel. A originalidade da peça é que não é representada no palco de um teatro mas sim num edifício completo, totalmente equipado com mobiliário e adereços que são semelhantes ao local da cena de um filme. Vários episódios da vida de Alma são representados em simultâneo, em todas as salas e pisos do edifício. Cada um tem de escolher os acontecimentos, o caminho e a pessoa que deseja conhecer, construindo a própria versão de um "Polidrama". Convida-se os visitantes a abandonar a posição imóvel do espetador num drama convencional, e a substituí-la pelo papel ativo de um viajante. Serão espetadores de uma “viagem encenada". Quando Gustav Mahler morre, a meio da peça, o banquete do seu funeral pode ser interativamente seguido pela música e os espetadores são em seguida convidados para um jantar-buffet, durante o intervalo.

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