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Jacaré

Jacaré também chamado aligátor e caimão, são crocodilianos da família Alligatoridae, semelhantes aos crocodilos, dos quais se distinguem pela cabeça mais curta e larga, pela presença de membranas interdigitais nos polegares das patas traseiras e, com relação à dentição onde o quarto dente canino da mandíbula inferior encaixa em um furo da mandíbula superior, enquanto que nos crocodilos sobressai para fora, quando têm a boca fechada. O tamanho de um jacaré pode variar de 1,2 metros (jacaré-anão) até 5,5 metros (jacaré-açu), podendo pesar de seis a seiscentos quilos.[carece de fontes?]

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Etimologia

O termo "jacaré" se origina do termo tupi iakaré, de significado etimológico incerto. O termo "aligátor" se origina do termo inglês "alligator", que provavelmente é uma forma anglicanizada do espanhol "el lagarto". Algumas variações antigas da grafia em inglês incluem "allagarta" e "alagarto". Já o termo "caimão" se origina do termo taíno "kaiman". Caimão é um nome comum a diversos jacarés americanos do gênero Caiman.

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Características

Os jacarés se diferenciam dos crocodilos por possuírem uma cabeça mais curta e mais larga, com focinhos mais avantajados. Onde Jacarés ingerem carne e peixe. O menor jacaré é o jacaré-anão, cujo comprimento varia entre 1,2 e 1,4 metros e pesa de 6 a 7 quilogramas. O aligátor-americano tem um tamanho médio de 3 a 4,6 metros, chegando até 5,3 metros e 400 quilogramas. O tamanho médio do jacaré-açu é de 2,8 a 4,2 metros, podendo alcançar os 6 metros e mais de 400 quilogramas.

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Distribuição geográfica

O aligátor-americano (Alligator mississippiensis) é uma espécie típica dos Estados Unidos. O aligátor-chinês (Alligator sinensis) é encontrado no leste da China, na região do rio Yangtzé. Os jacarés da subfamília Caimaninae são encontrados na América do Sul, porém o jacaretinga (Caiman crocodilus) também é encontrado na América Central e sul do México.

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Caça ao jacaré pelos nativos do Novo Mundo

Os nativos do Novo Mundo apreciavam a carne do jacaré e utilizavam seu couro para fazer gamelas. Os ovos do jacaré eram muitos apreciados pelos Kaxúyana do Amazonas e Pará, que os consumiam durante as refeições. Ossos deste animal eram usados como ponta da zagaia, uma lança curta usada pelos Guató do Mato Grosso. O jacaré era um voraz predador dos peixes eventualmente presos às armadilhas montadas pelos nativos nas pescarias. O animal também estava associado à lenda do fogo, já que se acreditava que ele engolira o fogo que o deus Tupã esquecera sobre uma pedra. Os Kisêdjé do Mato Grosso consumiam uma grande quantidade de jacarés. Os Timucua da Geórgia e Flórida também o faziam e os Pariana e os Kayu-vicena dos rios Tocantins e Solimões estimavam a carne do jacaré feita no moquém. Os cintas-largas, de Mato Grosso e Rondônia, capturavam os jacarés arrancado-os de suas tocas nos leitos dos córregos.

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Fontes consultadas

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