Slipknot
Slipknot é uma banda norte-americana de nu metal formada em Des Moines, Iowa, em 1995. Seu estilo musical é o nu metal, que explodiu no fim dos anos 1990 nos Estados Unidos. A banda é conhecida por seu grande número de integrantes ao longo dos anos, pelas máscaras usadas por cada um, e pelos shows enérgicos, o que garantiu um número grande de fãs até os dias atuais. Entre 1999 e 2010, a banda foi constituída por Sid Wilson, Chris Fehn, James Root, Craig Jones, Shawn Crahan, Mick Thomson, Corey Taylor, Paul Gray e Joey Jordison, responsáveis pela gravação de quatro álbuns de estúdio nesse período. Após a morte do baixista Paul Gray em 2010 e a saída do baterista Joey Jordison em 2013, Alessandro Venturella (baixo) e Jay Weinberg (bateria) foram escolhidos como substitutos. Em 2019, após um processo de Chris Fehn contra a banda, o percussionista a deixou, sendo substituído por Michael Pfaff. Weinberg deixou a banda em 2023 e, no ano seguinte, Eloy Casagrande assumiu como o novo baterista. E em 2026 o tecladista Sid Wilson que estava na banda desde 1998, acabou deixando a banda após brigas internas.
Em 29 de maio de 2012, a Roadrunner Records postou um vídeo em seu site intitulado Antennas to Hell. Mais tarde naquele dia, Corey Taylor revelou no Twitter que o Slipknot lançaria um álbum de grandes sucessos em 23 de julho de 2012. Ele também tuitou dizendo que a banda não estava gravando um material novo ainda, mas estavam preparando demos para um novo álbum. No dia 4 de junho de 2012, foi anunciado no site oficial da banda o KnotFestival, o primeiro festival anual organizado pela banda, realizado nos dias 17 e 18 de agosto nos EUA, e com a presença das bandas Deftones, Lamb of God, Dethklok, The Urge, Cannibal Corpse e Serj Tankian. Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013 um comunicado anunciando a saída do baterista Joey Jordison, foi publicado no site oficial da banda. É com muita dor, mas com um respeito silencioso que, por razões pessoais, Joey Jordison está deixando o Slipknot. Todos nós desejamos ao Joey o melhor em tudo o que seu futuro reserva. Nós entendemos que muitos de vocês vão querer saber como e por que isto aconteceu, e nós faremos o nosso melhor para responder a essas perguntas em um futuro próximo. É o nosso amor por todos vocês, assim como por nossa música que criamos, que nos estimula a continuar e seguir em frente com nossos planos para lançar um novo material no próximo ano. Esperamos que todos vocês entendam isso, e nós apreciamos o seu apoio enquanto planejamos a próxima fase do futuro do Slipknot. Obrigado, The 'KNOT".
Primeiros anos (1995 - 1998)
Em setembro de 1995 a banda "The Pale Ones" foi criada, com Shawn Crahan na bateria, Gray no baixo, Anders Colsefini nos vocais e Steele na guitarra. Joey Jordison ingressou na banda pouco depois, tendo o papel de baterista e, posteriormente, transferindo Crahan para a percussão. A banda continuou a desenvolver sua visão mais do que seria na banda, tomaram a decisão de acrescentar o segundo guitarrista, entrando em ação Josh Brainard e Colsefini mudando para a percussão junto com os vocais. A banda fez a sua primeira performance ao vivo sob o nome "Meld", em 4 de dezembro de 1995 em um clube chamado, The CroBar, em Des Moines. Logo depois, Jordison sugeriu a banda a mudar o nome para Slipknot, devido à música de mesmo nome da demo, Mate. Feed. Kill. Repeat. A banda também começou a experimentar sua imagem, vestindo roupas grotescas, e eventualmente, a anti-imagem foi conceito desenvolvido entre os membros usando máscaras e macacão industrial.
Álbum de estreia e o sucesso comercial (1998 - 2001)
No início de 1998, a banda criou uma pequena demo, que incluía Spit It Out. O Slipknot Demo foi enviado para muitas gravadoras e, juntamente com uma crescente popularidade na Internet, o interesse cresceu a partir de gravadoras e eventualmente pelo produtor Ross Robinson. A banda, que tinha um forte interesse em trabalhar com Robinson, reuniu-se com ele e foi então decidido que iriam trabalhar em conjunto. Logo após, o DJ Sid Wilson foi levado à banda, e impressionou a todos pelo seu talento como DJ. Com a aquisição de Ross Robinson, a banda cresceu e começou a receber ofertas de gravadoras. Em 6 de julho de 1998, Welts foi convidado a deixar a banda, se tornando o primeiro e único membro da banda a ser despedido. Welts foi temporariamente substituído por Brandon Darner (que tocou apenas um show com a banda mas desenvolveu sua própria máscara). Em 8 de julho eles assinaram com a Roadrunner Records e em setembro, Chris Fehn assumiu a percussão herdando a máscara de Darner.
Iowa e Projetos paralelos (2001 - 2003)
Após o sucesso de seu álbum de estreia, Slipknot decidiu entrar no estúdio novamente para gravar seu segundo álbum. Até então, a banda tinha criado uma grande base de fãs, e as expectativas para o acompanhamento do novo álbum foram ótimas. Iowa, o segundo álbum da banda com a Roadrunner Records, foi lançado em 28 de agosto de 2001. Jason Birchmeier do Allmusic comenta: "É realmente tudo que você poderia pedir em um álbum do Slipknot, e então alguns - talvez um pouco mais do que você gostaria, na verdade, se você não é parte do culto." David Fricke da revista Rolling Stone chamou o álbum de "o primeiro grande registro da era new metal." Iowa também teve um grande sucesso comercial, atingindo a terceira colocação na Billboard, e primeiro lugar nas paradas do Reino Unido na categoria álbuns gráficos. Em meados de 2001, a banda saiu mais uma vez em turnê, passando pelos festivais Ozzfest e o Kill The Industry, em apoio ao álbum Iowa. Em 2002, a banda apareceu em um concerto na cena do filme Rollerball. No mesmo ano, passaram pela Europa na turnê The European Iowa Tour. A BBC afirmou que Slipknot roubou o espetáculo e provou entretenimento após a banda ter realizado um show no Reading Festival, na Inglaterra. Depois de excursionar pela Europa, a banda fez apresentações no Japão na Japan Iowa Tour. No mesmo ano, Slipknot liberou seu segundo visual de produção com o lançamento do seu DVD Disasterpieces.
Vol. 3: (The Subliminal Verses), 9.0 Live e projetos paralelos (2003 - 2007)
Foi o renascimento do Slipknot, voltando a se reunir, pegando de volta a energia que já existia. E percebendo que: "Danem-se esses intrusos, vamos nos reunir novamente". Nós temos que ganhar nosso espaço, temos que esquecer as pessoas que falam demais. — Depoimento de Paul Gray sobre o terceiro álbum No final de 2003, a banda Slipknot começou a escrever e gravar com o nomeado produtor Rick Rubin, conhecido por trabalhar com artistas como Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, System of a Down, Slayer e Linkin Park. A Roadrunner Records também anunciou que deixaria de distribuir álbuns na Escandinávia, devido às condições financeiras. No entanto, Slipknot conseguiu lidar com a gravadora Nuclear Blast Records no início de 2003 para os lançamentos na Escandinávia. A banda lançou seu terceiro álbum, Vol. 3: (The Subliminal Verses), em 24 de maio de 2004, que alcançou o segundo lugar na Billboard 200. Johnny Loftus do Allmusic chamou o álbum de "uma satisfação, cuidadosamente concebido de representação da banda e da carreira, até à data", enquanto Robert Cherry da Rolling Stone disse que o álbum é "novas experiências, mesmo com condições extremas, o que, em caso do Slipknot em meios de tradição canção de suas musicas estruturadas." O título do álbum indica que este é o seu terceiro álbum; os membros posteriores mencionaram que eles não consideram Mate. Feed. Kill. Repeat. como um álbum que reflete a banda. Em 2004, a banda excursionou no Ozzfest pela terceira vez; no mesmo ano, fizeram também sua primeira aparição no Download Festival. Em 2005, o Slipknot fez vários shows sem a presença de Shawn Crahan, que estava apoiando a sua esposa durante uma doença, incluindo o seu regresso ao Download Festival.
All Hope Is Gone (2008 - 2009)
Depois de algum tempo, o Slipknot lançou o tão aguardado quarto álbum, All Hope Is Gone, que foi liberado em todo o mundo em 20 de agosto de 2008. É o primeiro álbum do Slipknot a ficar no lugar de número 1 na Billboard 200. A preparação para o álbum começou em outubro de 2007, com gravação adiada para fevereiro de 2008. Para este lançamento, a banda manifestou o interesse de tornar o quarto álbum o mais pesado de todos até a data, com uma expansão do thrash metal introduzido no Vol. 3: (The Subliminal Verses). No entanto, eles também queriam deixar os seus experimentos na gravação, pretendendo incluir mais violões, vocais melódicos, e pratos na percussão. O álbum foi o primeiro trabalho da banda com Dave Fortman como produtor. Juntamente com o álbum, a banda estreou e "evoluiu" as máscaras e uniformes, o que corresponde ao estilo do álbum. Slipknot fez sua performance pela primeira vez no Mayhem Festival em julho e agosto de 2008. A banda estava agendada para tocar no Reading e Leeds Festival em agosto de 2008, mas foi obrigada a cancelar suas performances após o baterista Joey Jordison quebrar seu tornozelo.
Morte de Paul Gray (2010-2011)
A polícia da cidade de Urbandale, no Iowa, afirmou que Paul Gray, baixista da banda Slipknot, foi encontrado morto em um quarto de hotel. A informação foi do jornal local “KCCI”. O corpo de Gray foi encontrado por volta das 11h da manhã (horário local) no dia 24 de maio de 2010 no hotel Marriott da cidade. Não havia sinais de crime, mas a polícia fez uma investigação completa das razões da morte do músico. O corpo do baixista passou por uma autópsia e exame toxicológico. Os oito integrantes do Slipknot se emocionaram bastante ao se pronunciarem pela primeira vez sobre a morte do companheiro em entrevista coletiva concedida no dia 25 de maio de 2010, um dia após o falecimento. Sem máscaras, eles falaram sem discurso e não responderam a perguntas. Os membros estavam acompanhados pela viúva do baixista, Brenna, que estava grávida de cinco meses. "Meu marido era uma pessoa maravilhosa e eu quero que ele seja lembrado por isso. E sua filha irá conhecê-lo pelo que ele foi", disse. Entre lágrimas, Corey Taylor comentou: "Perdemos nosso irmão, e o mundo parece menor após isso. Ele tinha o maior coração que qualquer um já conheceu". "A única palavra que pode resumi-lo é amor." Artistas também prestaram as últimas homenagens a Gray, entre eles, James Shaffer do KoЯn, Jacoby Shaddix do Papa Roach, Benji Madden do Good Charlotte e Wes Borland do Limp Bizkit. Sid Wilson gravou uma música para Paul Gray.
A banda já afirmou que suas principais influências incluem Metallica, Pantera, Sepultura, Led Zeppelin, Black Sabbath, Slayer, Judas Priest, Korn, Ministry, AC/DC, Kiss e Beastie Boys. O death metal e heavy metal tradicional têm sido mencionados como uma das principais influências da banda sobre a direção musical juntamente com nu metal, como a banda geralmente é apresentada. Eles também afirmaram que são influenciados por bandas industriais como Head of David, Godflesh e Skinny Puppy, ou também Neurosis e jungle music como Roni Size. Eles podem ser comparados com grupos como Pantera, Machine Head, Biohazard, Life of Agony, e Prong, que também são conhecidos por serem caóticos e energéticos nos shows ao vivo. Robert Cherry da Rolling Stone chamou o som sonoro do Slipknot de "uma máquina debulhante devorando um corpo militar.". Em trabalho mais recente, o estilo de "vocal escandaloso" continua presente, mas agora inclui mais melodias. As letras geralmente seguem uma tom muito agressivo e apresentam temas como a escuridão, niilismo, raiva, desinteresse, ódio, misantropia, nocaute e psicose. Rick Anderson do Allmusic respeita as letras do grupo, como "geralmente não cotável para um site de família". Houve controvérsia em torno das letras do Slipknot, incluindo um caso em que o par de assassinos Amber Rose Riley e Jason Lamar Harris culpou a letra da canção "Disasterpiece" como um crime vicioso, e um caso em 2006, em que a letra da canção "Surfacing" foi encontrada no local de uma sepultura. No ano de 2008, um jovem de 18 anos assassinou um colega de classe na África do sul. O homicida empunhava uma espada e tinha uma máscara kabuki parecida com a de Joey Jordison, do Slipknot, de acordo com o depoimento de autoridades e testemunhas. "Sabemos que a música errada e as drogas dão mau resultado. Os mais novos precisam estar informados sobre os efeitos da música satânica", defende Pierre Efsteen, diretor de uma instituição de apoio a estudantes. Já a polícia sul-africana tem uma opinião distinta: "Sempre que há um homicídio, as pessoas tiram conclusões precipitadas, e acham sempre que foi Deus ou o Demônio que mandou os assassinos matarem", lembra o chefe do departamento de psicologia da polícia local. A banda não se pronunciou sobre o ocorrido.
A banda é conhecida por sua imagem que chama a atenção. Os membros vestem uniformes industriais, têm máscaras exclusivas, respectivamente, e têm apelidos que são simplesmente números de #0 a #8. A ideia original de usar máscaras durante os shows é muitas vezes atribuída à uma máscara de palhaço que o percussionista Shawn Crahan trazia para os ensaios, quando a banda começou. Com o conceito que foi desenvolvido no final de 1997, a banda decidiu que cada músico teria que usar máscaras e macacões originais correspondentes. O vocalista Taylor disse, quando questionado sobre as máscaras em 2002: "É a forma de nos tornarmos mais íntimos com a música, é uma maneira de nos tornarmos inconscientes de quem somos e o que fazemos fora da música". O conceito dos macacões industriais tem sido descrito como uma resposta ao mercantilismo no negócio da música e levou à ideia de atribuir os membros da banda aliases numéricos. "Originalmente, nós iríamos vestir os macacões [...] achamos que poderíamos muito bem levar isso diante de nós mesmos. [...] Nós estávamos basicamente dizendo: 'Ei, nós somos um produto!" explicou Taylor. Sua imagem tem sido alvo de muitas críticas, geralmente considerada como um artifício para tentar vender mais álbuns. A banda critica fortemente essas reivindicações, proclamando que as máscaras são usadas para chamar a atenção sobre si mesmos como indivíduos e colocá-los na música. Vários membros da banda têm observado que o uso das máscaras também ajuda a manter sua vida pessoal privada. Durante uma entrevista em 2005, o então percussionista Chris Fehn chegou a dizer que era uma "bênção" eles não serem reconhecidos.


