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Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti, é um treinador e ex-futebolista italiano que atuava como volante. Atualmente, comanda a Seleção Brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Carreira como jogador

Parma

Jogador com qualidade no passe e boa saída de bola, Ancelotti começou sua carreira em 1976, no Parma. Ele realizou sua estreia profissional na Serie C durante a temporada 1976–77, aos 18 anos de idade. Sob o comando do técnico Cesare Maldini, era frequentemente escalado como um meia-ofensivo, atuando atrás dos atacantes, ou até mesmo como um segundo atacante, devido à sua habilidade de marcar gols. Carletto destacou-se nesses papéis e ajudou o Parma a conquistar o segundo lugar no girone A da Serie C1 durante a temporada 1978–79, o que garantiu à equipe uma vaga nos playoffs da Serie B. No jogo decisivo em Vicenza, contra a Triestina, Ancelotti marcou dois gols quando o placar estava empatado em 1–1, o que deu ao Parma uma vitória por 3–1 e assegurou sua vaga na Serie B na temporada seguinte.

Roma

Em 1979 transferiu-se para a Roma, onde viveu seu auge, formou uma grande dupla ao lado de Falcão e conquistou uma Serie A (Campeonato Italiano) e quatro Copas da Itália. Com o elenco Giallorossi, Ancelotti tivera seus primeiros grandes momentos na Elite do Futebol. Em 1981, apenas dois anos após sua chegada, integrou pela primeira vez a Seleção Italiana e garantiria, pela segunda vez consecutiva, o título de Campeão da Coppa Italia. Apesar dos bons momentos, em especial a grande conquista do Campeonato Italiano de 1982–83 – esta que ele chamou de "minha primeira grande vitória", Carletto também tivera de amargar lesões que o deixaria de momentos importantes daquela década. Em 1981, sofreu uma lesão no menisco que o deixaria de fora dos gramados até o ano seguinte, onde venceu o Scudetto, mas ficando de fora do tricampeonato na Copa do Mundo FIFA de 1982. Entretanto, em 1983, tivera mais uma séria injúria no mesmo local que o impediria de disputar a final da Taça dos Campeões Europeus contra o Liverpool – vencida pelos ingleses nas penalidades.

Milan

Após seus anos na Roma, Arrigo Sacchi se interessou pelo atleta e o chamou para integrar o Milan na época 1987–88. Rapidamente o médio sentiu a diferença nos treinamentos e afirmou que Sacchi "mudou a metodologia". Ele também chegou a afirmar que ele era um marciano e que havia aprendido a jogar em equipe. Ademais, afirmou que ele tinha força de inovar neste jogo. Sacchi era exigente, mas adorava o confronto. Ele também discutia com van Basten, mas não se irritava. Munido de um elenco lendário, como Franco Baresi, Paolo Maldini e Ruud Gullit, o Milan atuou de maneira consistente na Série A de 1987–88 e liderou a tabela na reta final do Campeonato e concluiu a edição com o título nacional – o primeiro de Carlo com a equipe Rossonera.

Seleção Italiana

Carletto começou sua carreira na Seleção Italiana de Futebol em 1981, aos 19 anos, enquanto ainda performava com a camisa da Roma; na ocasião foi chamado por Enzo Bearzot. Seu primeiro jogo aconteceu em janeiro e o atleta foi titular contra os Países Baixos em um amistoso. Já no debut, acertou um chute de longa distância aos sete minutos de jogo e abriu o placar no empate por 1–1. O jogador passou a ser chamado nos demais jogos, mas deixou de participar da Copa do Mundo FIFA de 1982, vencida pelos italianos, por conta de uma lesão sofrida ainda sob contrato com a Roma. Outros problemas físicos fizeram com que o jogador não estivesse no elenco dos próximos anos, mas voltou a atuar pela equipe nos últimos amistoso de 1986 – o que o fizera constar na lista de convocados à Copa do Mundo FIFA de 1986. Apesar disso, Enzo não o colocou em nenhum jogo da competição e Carlo contemplou a eliminação da Itália perante a França de Michel Platini nas oitavas de final.

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Carreira como treinador

Foi anunciado como substituto de Antoine Kombouaré no comando do Paris Saint-Germain em 30 de dezembro de 2011. Sua estreia foi em 4 de janeiro de 2012, em uma derrota para o Milan por 1–0 nos Emirados Árabes Unidos, com gol de seu ex-jogador Alexandre Pato, na Dubai Challenge Cup, torneio amistoso em que ficou com o vice-campeonato. Seu início na França foi irregular. Mesmo com um começo positivo, o PSG passou a oscilar ao longo do segundo turno e viu o Montpellier Hérault Sport Club assumir a ponta da tabela da Ligue 1 ainda sob o comando do italiano. Apesar das vitórias, o PSG não conseguiu diminuir a diferença de pontos e também foi eliminado das demais copas francesas, acompanhando a conquista inédita do clube da cidade homônima. Ainda que sem o troféu, Ancelotti viu o brasileiro Nenê — ídolo do Paris — liderar a artilharia junto com Olivier Giroud, ambos com 21 gols. Mesmo longe dos títulos franceses, o treinador teve seu trabalho mantido para a temporada seguinte, na qual o clube se classificou para a Liga dos Campeões da UEFA de 2012–13. Ciente dos reforços necessários, o PSG investiu pesado na janela de transferências e levou ao time de Ancelotti os craques Zlatan Ibrahimović e Thiago Silva — ambos vindos do Milan. Com a saída de Mamadou Sakho, antigo líder do elenco, o italiano optou por colocar Thiago Silva, recém-chegado como capitão em alguns jogos. A decisão mostrou-se polêmica desde o início, e a mídia local questionava o mérito de um jogador tão recente assumir justamente o posto mais alto dentro de campo. Apesar de repetir o insucesso nas copas, Carlo levou a equipe a conquistar resultados positivos com frequência na Ligue 1 de 2012–13. Com tantas vitórias, impulsionadas pelo artilheiro Zlatan, o clube passou a liderar a competição e permaneceu assim até a 38ª rodada, quando alcançou 83 pontos — 10 a mais que o vice-líder Olympique de Marseille.

Auxiliar técnico na Seleção Italiana

Após concluir sua carreira como jogador, Carlo Ancelotti assumiu o posto de auxiliar técnico de Arrigo Sacchi na Seleção Italiana de Futebol em 1992. Ambos ficaram no cargo até 1995. Nesse período, os dois levaram a Itália à final da Copa do Mundo de 1994, mas viram Roberto Baggio errar o pênalti decisivo, garantindo o tetracampeonato ao Brasil. Em 2016, Carlo disse que um retorno à Seleção Italiana "seria ótimo". Ainda na entrevista, afirmou que trabalhar com Arrigo em 1994 foi "inesquecível", mas que havia faltado "a cereja do bolo" (título).

Reggiana

Iniciou sua carreira de treinador no Reggiana, em 1995. Por lá ficou pouco tempo e teve um desempenho aquém. Atuando pela Série B de 1995–96, Ancelotti não venceu nenhum dos cinco jogos disputados na competição – duas derrotas e três empates – e foi eliminado pelo Bologna Football Club 1909 na Coppa Itália por 3–0 nas oitavas de final. Além disso, havia eliminado o Trapani Calcio nas penalidades no jogo de estreia do treinador e o Società Sportiva Calcio Bari por 2–0. Carmelo La Spada, atleta de Ancelotti, foi o primeiro jogador a marcar um gol sob o comando dele. Isso aconteceu no empate por 1–1 diante do Trapani na Coppa. Ancelotti trouxe ao clube o acesso à Série A. Repetindo o esquema que já conhecia com Arrigo Sacchi, o italiano colocou o time para jogar em um 4-4-2 e aproveitou os gols marcados pelo russo Igor Simutenkov para arrancar pontos em busca da primeira divisão.

Parma

Na temporada seguinte foi técnico do Parma e chegou a ser vice-campeão italiano. No Parma, encontrou um grande elenco. A equipe contratou Hernán Crespo ao ataque na mesma época que Carletto assumiu o elenco. Pietro Strada, ala que havia trabalhado com ele no clube anterior, também foi chamado para integrar o elenco. Na sua segunda temporada, recebeu do time a camisa 10. Crespo viria a afirmar que ouvi-lo é uma boa escolha e que Carletto o ensinara a ter uma vida de atleta: Além deles, Dino Baggio, Fabio Cannavaro, Enrico Chiesa e Lilian Thuram performaram ao longo da temporada. Ademais, foi nessa temporada que Ancelotti utilizou de Gianluigi Buffon, que estava no profissional há um ano e sem sequência no time titular. O goleiro viria a dizer que Ancelotti era o treinador a quem ele mais devia:

Juventus

Entre 1999 e 2001, treinou a Juventus. Lá conquistou a Copa Intertoto da UEFA de 1999, seu primeiro título como treinador. Sua chegada à Juventus ocorreu na reta final da temporada 1998–99, logo após a demissão de Marcello Lippi. A equipe tinha uma pontuação relativamente baixa, o que a deixava no meio da tabela já no segundo turno, mas havia alcançado as quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA de 1998–99. Nessa fase, eliminou o Olympiacos FC, mas acabou superada pelo Manchester United, treinado por Alex Ferguson, na semifinal. Sua passagem pela Juventus não foi proveitosa. Além do título em 1999, Ancelotti não conquistou outros troféus e tampouco chegou tão perto do título da Liga dos Campeões quanto em sua estreia. Nesse período, protagonizou uma das maiores perdas de título do Campeonato Italiano. Na temporada encerrada em 2000, a Juventus liderava a Série A na reta final e tinha vantagem considerável sobre a Lazio, que viria a ser campeã após a 34.ª rodada. O time de Carletto passou a oscilar e perder jogos importantes até que, na última rodada, foi derrotado pelo Perugia — enquanto a Lazio vencia a Reggina — e acabou ultrapassado por apenas um ponto.

Milan

Comandou o Milan de novembro de 2001, quando sucedeu Fatih Terim, até o fim da temporada 2008–09. Sua chegada ao clube de Milão também marcou o cumprimento de uma sugestão feita pelo próprio ex-jogador ao presidente Silvio Berlusconi em 1992: — Ancelotti sobre o comentário que fizera para Berlusconi quase uma década antes. Retornando ao Milan pela primeira vez desde sua aposentadoria, agora como treinador, o ex-volante reencontrou seu antigo companheiro de equipe, o já lendário Paolo Maldini, que assumia a braçadeira de capitão e atuava essencialmente como zagueiro do time. No futuro, o treinador diria que o defensor, com quem dividiu os gramados nas décadas de 1980 e 1990, foi um atleta “especial” para ele:

Chelsea

Foi para o Chelsea em junho de 2009. Carlo assinou com o clube após a saída de Guus Hiddink, que acumulava os cargos de treinador do time londrino e da Seleção Russa após a demissão de Luiz Felipe Scolari no mesmo ano. Antes da contratação de Felipão, Roman Abramovich, bilionário proprietário do Chelsea na época, cogitou Ancelotti para assumir o cargo em 2008. No entanto, a pouca experiência do treinador com o idioma inglês afastou o dirigente da contratação. Após a demissão do brasileiro, o interesse do clube foi retomado, e Carlo se dispôs a fazer um curso intensivo do idioma durante dois dias inteiros nos Países Baixos. Rapidamente, o resultado apareceu, e o italiano concedeu sua primeira entrevista coletiva na Inglaterra em inglês, apesar do nervosismo.

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Vida pessoal

Em maio de 2009, lançou o livro autobiográfico Preferisco la coppa. Vita, partite e miracoli di un normale fuoriclasse, escrito junto com Alessandro Alciato. O treinador tem dois filhos: Katia e Davide, frutos de seu matrimônio com Luisa Gibellini, que foi sua esposa por 25 anos. Seu filho, por sinal, já chegou a trabalhar como preparador físico e atualmente é membro da sua comissão técnica. Ancelotti é casado com a empresária canadense Mariann Barrena McClay desde 2014, mas não possuem filhos juntos. Ancelotti é católico.

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