Edward S. Morse
Edward Sylvester Morse foi um zoólogo, arqueólogo e orientalista estadunidense, que trabalhou na Universidade de Tóquio, no Japão, durante a Era Meiji. É considerado o "Pai da arqueologia japonesa".
Os pais de Morse eram Jonathan Kimball Morse, um pregador congregacionalista, e sua esposa, Jane Seymour Beckett, de Cape Elizabeth. Edward não teve muito sucesso na escola, mas teve sucesso como colecionador de caramujos e mexilhões e descobriu duas novas espécies quando adolescente. Seu trabalho principal era como desenhista técnico. Por causa de sua reputação como um coletor e suas habilidades de desenho, ele tornou-se assistente de Louis Agassiz no Museu de Zoologia Comparada na Universidade de Harvard. Lá ele era responsável pela coleta de Moluscos e braquiópodes. Em 1863 fundou a revista The American Journalist com outros alunos de Agassiz e tornou-se um dos editores. Em 1864 publicou um livro sobre os moluscos terrestres do Maine e em 1870 um sobre os braquiópodes, que contou entre os vermes. A partir de 1871 ele foi professor de anatomia comparada e zoologia no Bowdoin College e, a partir de 1874, professor em Harvard.
Em 1872, Morse notou que mamíferos e répteis com dedos reduzidos os perdiam começando pelos lados: polegar o primeiro e mínimo o segundo. Pesquisadores posteriores revelaram que este é um padrão geral em tetrápodes (exceto Theropoda e Urodela): os dígitos são reduzidos na ordem I → V → II → III → IV, a ordem inversa de seu aparecimento na embriogênese. Essa tendência é conhecida como Lei de Morse.


