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Alice no País das Maravilhas (1951)

Alice in Wonderland é um filme de animação estadunidense de 1951, dos gêneros musical, fantasia e aventura, dirigido por Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske, com roteiro baseado nos romances Alice no País das Maravilhas (1865) e Through the Looking-Glass (1871), de Lewis Carroll. É o décimo terceiro longa-metragem dos estúdios Disney.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/10/2026
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Enredo

Alice fica entediada com a aula de história de sua irmã sobre a conquista normanda da Inglaterra e expressa sua chateação, levando-a para a margem de um rio próximo. Lá, Alice avista um Coelho Branco portando um relógio de bolso, exclamando que ele está "atrasado para um grande encontro". Ela o persegue, seguindo-o até um grande buraco na terra. Ela o vê sair por uma porta minúscula, cuja maçaneta falante a aconselha a encolher até a altura apropriada bebendo de uma garrafa escrita "beba-me". Ela o faz e atravessa pelo buraco da fechadura em um mar produzido de suas próprias lágrimas após chorar depois que ela come uma bolacha escrita "coma-me", que a fez crescer muito a ponto de bater a cabeça no teto, machucando-se. Enquanto ela continua a seguir o Coelho, ela encontra vários personagens, como Tweedledee e Tweedledum, que contam a história da Morsa e do Carpinteiro. Alice persegue o Coelho até sua casa; ele a confunde com sua empregada, Mariana, e a manda buscar suas luvas. Enquanto procurava as luvas na casa do Coelho, Alice encontra e come outro doce escrito "coma-me" e fica grande novamente, ficando presa na casa. Pensando que ela era um monstro, o Coelho pede ao Dodô ajuda para expulsá-la. Quando o Dodô sugere incendiar a casa, Alice foge comendo uma cenoura do jardim do Coelho, o que a faz encolher para sete centímetros de altura. Após escapar da casa, ela continua a seguir o Coelho e encontra um jardim de flores falantes que inicialmente a recebe alegremente com uma música, mas depois faz comentários depreciativos sobre sua aparência e a manda embora. Alice então encontra uma Lagarta, que fica furiosa com Alice depois que ela reclama de seu pequeno tamanho, que é o mesmo da Lagarta; a Lagarta então se transforma em uma borboleta e voa para longe. Antes de partir, a Lagarta aconselha Alice a comer um pedaço de um lado do cogumelo em que estão para mudar de tamanho. Ela o faz e retorna à sua altura original, continuando sua perseguição ao Coelho.

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Produção

Desenvolvimento

Walt Disney estava familiarizado com os livros de Lewis Carroll sobre Alice, Alice no País das Maravilhas (1865) e Through the Looking-Glass (1871), uma vez que os havia lido quando menino. Em 1923, Disney era um aspirante a cineasta aos vinte e um anos que trabalhava no Laugh-O-Gram Studio em Kansas City, fazendo a fracassada série de curtas-metragens com o nome de Newman Laugh-O-Grams. O último episódio desta série de curtas foi chamado de Alice's Wonderland, que foi vagamente inspirado nos livros de Alice. O curta apresentava uma garota em carne e osso (Virginia Davis) interagindo com um mundo animado. Enfrentando problemas de negócios, no entanto, o Laugh-O-Gram Studio foi à falência em julho de 1923 e o filme nunca foi lançado para o público em geral. No entanto, Disney partiu para Hollywood e usou o curta para mostrar a distribuidores em potencial. Margaret J. Winkler, da Winkler Pictures, concordou em distribuir uma série a ser produzida por Disney que seria baseada na personagem chamada Alice Comedies, e Disney fez parceria com seu irmão mais velho, Roy O. Disney recontratando colegas de trabalho de seu antigo estúdio no Kansas City, incluindo Ub Iwerks, Rudolph Ising, Friz Freleng, Carman Maxwell e Hugh Harman para formar a Disney Brothers Studios, que mais tarde foi rebatizada como Walt Disney Productions. A série de curtas começou em 1924 e foi encerrada em 1927.

Escrita do roteiro

Por meio de vários rascunhos do roteiro, muitas sequências que estavam presentes no livro de Carroll entraram e saíram da história. No entanto, Disney insistiu que as cenas em si mesmas se mantivessem próximas às do romance, já que a maior parte do humor estava na escrita. Uma cena descartada dos primeiros esboços de 1939 do filme ocorreu do lado de fora da mansão da Duquesa, onde o Peixe Lacaio está dando uma mensagem ao Lacaio Sapo para levar à Duquesa, dizendo que ela foi convidada a jogar croqué com a Rainha de Copas. Alice ouve isso e foge para a cozinha da mansão, onde encontra a cozinheira da Duquesa cozinhando loucamente e a Duquesa amamentando seu bebê. A cozinheira está espalhando pimenta por todo o quarto, fazendo com que a Duquesa e Alice espirrem e o bebê chore. Depois de uma rápida conversa entre Alice e a Duquesa, a cozinheira de temperamento forte começa a jogar panelas e frigideiras no bebê barulhento. Alice resgata o bebê, mas ao sair de casa o bebê se transforma em um porco e foge. A cena foi deletada por ter sido muito frenética.

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Música

Em um esforço para reter alguns dos poemas imaginativos de Carroll, a Disney contratou os melhores compositores para compor canções construídas em torno deles para uso no filme. Mais de trinta possíveis canções foram escritas e muitas delas foram incluídas no filme (embora algumas por apenas alguns segundos), fazendo de Alice o filme com mais canções da história da Disney. Em 1939, Frank Churchill foi designado para compor canções enquanto esboços de desenhos eram feitos sob a liderança de David S. Hall. Embora nenhuma de suas canções tenha sido usada no filme final, a melodia de "Lobster Quadrille" foi usada para a canção "Never Smile at a Crocodile " em Peter Pan. Quando o trabalho em Alice foi retomado em 1946, os compositores da Tin Pan Alley, Mack David, Al Hoffman e Jerry Livingston começaram a compor canções para o filme depois de trabalharem em Cinderela. No entanto, a única música do trio que fez parte do filme foi "The Unbirthday Song".

Trilha sonora

A trilha sonora do filme foi lançada pela primeira vez em LP em 28 de julho de 1951, sendo relançada em CD pela Walt Disney Records em 3 de fevereiro de 1998. Todas as faixas escritas por Sammy Fain, Bob Hilliard, Mack David, Al Hoffman, Jerry Livingston, Oliver Wallace, Ted Sears, Gene de Paul e Don Raye

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Lançamento

Alice no País das Maravilhas estreou no Leicester Square Theatre em Londres em 26 de julho de 1951. Durante a temporada teatral inicial do filme, o filme foi lançado como uma sessão dupla com o curta documentário True-Life Adventures ou com Nature's Half Acre. Após a recepção morna inicial do filme, ele nunca foi relançado nos cinemas durante a vida de Disney, sendo, em vez disso, mostrado ocasionalmente na televisão. Alice no País das Maravilhas foi ao ar como o segundo filme a ser exibido no programa de televisão estadunidense Walt Disney's Disneyland na ABC em 3 de novembro de 1954 em uma versão severamente editada para menos de uma hora. A partir de 1971, o filme foi exibido em vários locais com ingressos esgotados em campus universitários, tornando-se o filme mais alugado em algumas cidades. Então, em 1974, a Disney deu a Alice no País das Maravilhas seu primeiro relançamento teatral; a empresa chegou a promovê-lo como um filme em sintonia com os "tempos psicodélicos", usando comerciais de rádio apresentando a música "White Rabbit" interpretada pela banda Jefferson Airplane. Este relançamento mostrou-se significativamente mais bem sucedido.

Marketing

Walt Disney procurou usar o novo meio da televisão para ajudar a anunciar Alice no País das Maravilhas. Em março de 1950, ele falou com seu irmão Roy sobre o lançamento de um programa de televisão com os curtas de animação do estúdio. Roy concordou e, mais tarde naquele verão, eles conversaram com a Coca-Cola sobre o patrocínio de uma transmissão de Natal de uma hora em que a Disney apresentava vários desenhos e uma cena do próximo filme. Tal atração viria a originar o especial One Hour in Wonderland, que foi ao ar na NBC no dia de Natal de 1950. Ao mesmo tempo, um curta-metragem de dez minutos sobre o making of do filme chamado Operation: Wonderland foi produzido e exibido em cinemas e estações de televisão; além disso, Disney, Kathryn Beaumont e Sterling Holloway apareceram no programa The Fred Waring Show em 18 de março de 1951, para promover o filme.

Mídia doméstica

O filme foi um dos primeiros títulos disponíveis para o mercado de aluguel em VHS e Betamax e para venda no varejo no formato CED Videodisc de curta duração da RCA. Alice no País das Maravilhas foi lançado em 15 de outubro de 1981 em VHS, CED Videodisc e Betamax e novamente em 28 de maio de 1986, em VHS, Betamax e Laserdisc. Em janeiro de 2000, a Walt Disney Home Video lançou a "Gold Classic Collection", com Alice in Wonderland sendo relançado em VHS e pela primeira vez em DVD em 4 de julho de 2000. O DVD continha como extra o making of Operation: Wonderland, vários vídeos musicais, um livro de histórias digital, um jogo de curiosidades e um trailer teatral.

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Recepção e legado

Desempenho comercial

Durante sua exibição teatral original em 1951, o filme arrecadou US$ 2,4 milhões de receita interna estadunidense, causando quase um milhão de dólares em prejuízo se comparado com seu custo de produção estimado em US$ 3 milhões na época. Durante seu relançamento teatral em 1974, Alice acumulou US$ 3,5 milhões de receita, tornando-se um modesto sucesso comercial.

Reação da crítica

Bosley Crowther, resenhando para o jornal The New York Times, elogiou o filme dizendo que "[...] se você não for muito meticuloso sobre as imagens de Carroll e Tenniel, se gosta muito da Disney e se tem um ritmo um tanto lento e desigual, deve achar este filme divertido. Especialmente para as crianças, que não exigem fidelidade como seus pais. Algumas partes do filme são elegantes, como o chá dos loucos e a cena da corrida; a música é melada e açucarada e a cor é exuberante". A revista Variety escreveu que o filme "tem um charme sincero e uma beleza quimérica que melhor mostra a fantasia de Carroll. No entanto, não foi capaz de adicionar qualquer coração ou calor verdadeiro, ingredientes ausentes no filme e que sempre foram parte integrante dos desenhos animados anteriores da Disney".

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Fontes consultadas

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