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A Dama e o Vagabundo

Lady and the Tramp é um filme de animação musical estadunidense de 1955, produzido por Walt Disney e lançado pela Buena Vista Distribution. Foi o primeiro filme de animação a ser distribuído pela própria empresa, sendo o décimo quinto longa-metragem de animação da Disney e o primeiro longa-metragem de animação produzido em widescreen pela CinemaScope.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Enredo

Na noite de Natal de 1909, em uma pitoresca cidade do Centro-Oeste americano (inspirada visualmente na cidade onde Walt Disney passou sua infância, Marceline, Missouri), Jim "Querido" dá a sua esposa "Querida" um filhote de cachorro fêmea da raça cocker spaniel que eles chamam de Lady. Lady desfruta de uma vida alegre com o casal e, com o passar dos meses, faz amizade com dois cães da vizinhança: um terrier escocês chamado Joca e um bloodhound chamado Caco. Enquanto isso, na cidade, um vira-lata vadio chamado Vagabundo vive sozinho pelas ruas, jantando sobras de um restaurante italiano de um chef chamado Tony; Vagabundo vive protegendo seus outros amigos cães de rua Peg, um pequinês fêmea, e Bull, um buldogue, de serem capturados pela carrocinha. Um dia, Lady fica chateada depois que seus donos começam a tratá-la com bastante frieza; Joca e Caco a visitam e determinam que sua mudança de comportamento se deve à Querida estar esperando um bebê. Enquanto Joca e Caco tentam explicar o que é um bebê para Lady, Vagabundo surge da rua e interrompe a conversa, dizendo seus próprios pensamentos sobre o assunto e fazendo com que Joca e Caco tenham uma antipatia imediata pelo cão vadio, ordenando-o ir embora do quintal. Quando Vagabundo sai, contudo, ele lembra Lady que "quando chega um bebê o cão dança", deixando a cadela ainda mais preocupada. Meses depois, o bebê do casal nasce e Querido e Querida apresentam seu filho à Lady; a cachorra se torna cada vez mais afeiçoada da criança, sendo uma fiel protetora dela. Quando Querido e Querida partem para férias, eles colocam sua tia Sarah, que odeia cachorros, no comando da casa para tomar conta do bebê. Sarah traz consigo dois gatos siameses problemáticos chamados Si e Am que deliberadamente bagunçam a casa e fazendo com que sua dona pense que Lady seja responsável pela bagunça.

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Produção

Imagem: (Arab_V.A.N) · BY · Openverse

Desenvolvimento da história

Em 1937, o artista de histórias da Walt Disney Productions, Joe Grant, teve uma ideia inspirada nas travessuras de sua cadela Springer spaniel inglesa chamada Lady e como ela foi "deixada de lado" após o nascimento de seu filho. Ele se aproximou de Walt Disney com esboços de desenhos de Lady; Disney aprovou os esboços e pediu a Grant para iniciar um desenvolvimento para uma história de um novo filme de animação do estúdio intitulado "Lady". No final da década de 1930 e início da década de 1940, Joe Grant e outros artistas trabalharam na história, adotando uma variedade de abordagens, mas a Disney não estava satisfeita com nenhuma delas, principalmente porque achava que Lady era muito doce e não havia ação suficiente.

Animação

Como haviam feito com os veados em Bambi, os animadores estudaram muitos cães de diferentes raças para capturar o movimento e a personalidade dos animais. Embora a sequência de comer espaguete seja hoje a cena mais conhecida do filme, Walt Disney estava propenso a cortá-la, pensando que não seria romântico e que o público encararia a cena como tola. O animador Frank Thomas foi contra a decisão de Walt e animou toda a cena com a utilização de layouts extras. Walt ficou impressionado com o trabalho de Thomas e como ele "romantizou" a cena, desistindo de descartá-la. Ao assistir a primeira versão dessa cena, os animadores acharam que a ação deveria ser mais lenta, então um estagiário aprendiz foi designado para criar diversos desenhos para serem utilizados como forma de alongar mais a cena.

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Lançamento

Imagem: lgoose · BY-NC-SA · Openverse

A Dama e o Vagabundo foi originalmente lançado nos cinemas estadunidenses em 22 de junho de 1955. Um episódio da série Disneyland chamado "A Story of Dogs" foi ao ar antes do lançamento do filme. O filme também foi relançado nos cinemas em 1962, 1972, 1980 e 1986. A animação também teve exibições limitadas em alguns cinemas da rede norte-americana do Cinemark entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2013.

Mídia doméstica

O filme foi lançado pela primeira vez em VHS e Laserdisc na América do Norte em 1987, como parte da série de lançamentos "Walt Disney Classics" e no Reino Unido em 1990. No final de seu lançamento em vídeo, foi relatado que o filme havia vendido mais de três milhões de cópias se tornando o home video mais bem sucedido comercialmente na época. Foi relançado no formato VHS em 1998 como parte da série de vídeos "Walt Disney Masterpiece Collection". Um DVD da série de edição limitada da Disney foi lançado em 23 de novembro de 1999 por um período limitado de sessenta dias. Após o primeiro lançamento do formato VHS, Peggy Lee buscou royalties pelas suas performances nas músicas do filme durante as vendagens do disco de trilha sonora do longa. O CEO da Disney na época, Michael Eisner, recusou, fazendo com que a artista entrasse com uma ação contra a empresa em 1988; posteriormente, em 1992, o Tribunal de Apelações da Califórnia ordenou que a Disney pagasse a Lee US$ 3,2 milhões como indenização (equivalente a cerca de 4% das vendas dos discos).

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Recepção

Imagem: igorlt · BY-NC · Openverse

Resposta crítica

Durante seu lançamento original em 1955, o filme foi inicialmente contestado pelos críticos de cinema. Bosley Crowther do jornal The New York Times afirmou que o filme "não mostrou o melhor que a Disney tinha. O sentimentalismo é poderoso, mas nem o tamanho do CinemaScope ajuda o filme a ter uma melhor reputação"; ele também afirma que "o uso do novo formato de tela contribui para que as falhas dos desenhos se tornem mais notáveis. Infelizmente, e surpreendentemente, o trabalho dos artistas está abaixo do padrão neste filme". A revista Time publicou: "A Walt Disney [estúdio] há muito tempo apostou sentimentos pegajosos e horror em desenhos animados lucrativos, mas os espectadores ficaram surpresos que, com A Dama e o Vagabundo, esta tentativa mais deu errado do que certo desta vez". Em contraste, a Variety afirmou que o filme é "uma delícia para as crianças e uma alegria para os adultos". Os críticos do extinto jornal cinematográfico Harrison's Reports sentiram a "partitura musical cintilante de várias músicas [do filme], o diálogo e as vozes, os comportamentos e expressões dos diferentes personagens, os fundos suaves da virada do século, a bela cor e varredura do processo CinemaScope - tudo isso se soma a um dos mais divertidos desenhos animados que a Disney já criou". Edwin Schallert, do Los Angeles Times, descreveu o filme como uma "fantasia assustadoramente encantadora que é notavelmente enriquecida com música e, ademais, com raras conversas entre os personagens caninos".

Bilheteria

Em seu lançamento original, A Dama e o Vagabundo teve uma receita mais alta do que qualquer outro filme de animação da Disney desde Branca de Neve e os Sete Anões, ganhando cerca de US$ 6,5 milhões contra um orçamento de cerca de US$ 4 milhões, tornando-se um modesto sucesso comercial. Quando foi relançado em 1962, o filme arrecadou aproximadamente entre seis e sete milhões de dólares; durante seu relançamento em 1971, o filme arrecadou US$ 10 milhões e, quando foi relançado novamente em 1980, arrecadou mais US$ 27 milhões. Durante seu quarto relançamento em 1986, A Dama e o Vagabundo arrecadou US$ 31,1 milhões. Estima-se que A Dama e o Vagabundo tenha obtido uma receita interna total de US$ 93,6 milhões, considerando a soma de todos os seu lançamentos mais a inflação. Mundialmente, sob as mesmas considerações, o filme obteve cerca de US$ 187 milhões acumulados.

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Trilha sonora

A trilha sonora do filme foi lançada em LP em 22 de Junho de 1955. Ela foi relançada em 16 de Setembro de 1997 e em 2006 com faixas remasterizadas. A gravadora foi a Walt Disney Records. A instrumental da trilha sonora foi composta por Oliver Wallace, Peggy Lee, o coral do estúdio Disney e "Home Sweet Home". Em 1970, foi lançado o LP de "A Dama e o Vagabundo" como parte da coletânea "Estorinhas de Walt Disney" no Brasil, sob o selo da "Abril Cultural". O LP contém as músicas do filme de Walt Disney, direção artística de Cazarré, adaptação de Edy Lima e é narrado por Ronaldo Batista, com participação do elenco RCA. Em 1975, uma trilha sonora do filme foi lançada pela "Disneyland Records" em formato de LP com o título de "Estória e Canções da Trilha Sonora do Filme 'A Dama e o Vagabundo'", com narração por Aloysio de Oliveira. Em 1987, a trilha sonora foi relançada em LP e fita cassete no Brasil sob o selo da "Disneylândia Discos" com o título "Lady e o Vagabundo", dessa vez sem a narração presente nas outras edições lançadas no Brasil.[carece de fontes?]

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Sequência e remake

Imagem: MARCEL NASCIMENTO · BY-NC-ND · Openverse

Sequência

Em 27 de fevereiro de 2001, a Disney Television Animation lançou uma sequência diretamente em vídeo do filme intitulada Lady and the Tramp II: Scamp's Adventure. Produzida quarenta e seis anos após o filme original e ambientado dois anos e alguns meses após os eventos do primeiro filme, o longa se concentra nas aventuras do único filhote macho de Lady e Vagabundo, Banzé (em inglês Scamp), que deseja ser um cão selvagem; ele foge de sua família e se junta a uma gangue de cachorros que vive em um ferro-velho para cumprir seu desejo de liberdade e uma vida sem regras. As críticas à sequência foram geralmente mistas a negativas, com os críticos analisando sua trama.

Remake em live-action

A Walt Disney Pictures produziu um remake em live-action do filme com Justin Theroux e Tessa Thompson nas dublagens de Vagabundo e Lady, respectivamente. O filme estreou no novo serviço de streaming da Disney, o Disney+, em 12 de novembro de 2019 nos Estados Unidos.

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Fontes consultadas

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