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Nazismo nos Estados Unidos

Partidos nazistas e outras organizações em prol do nazismo foram formados nos Estados Unidos durante o final do período entre guerras. Os membros desses grupos refletiam a simpatia de alguns germano-americanos pela Alemanha nazista, abraçando o espírito nacional-socialista na Europa e estabelecendo-o nas Américas. Durante o período entre guerras e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, os partidos nazistas americanos se envolveram na propaganda nazista, invasão de sedes de jornais, espalhar materiais pró-nazi, e se infiltravam em outras organizações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Cultura

Em partes do Estados Unidos, várias pessoas não brancas foram proibidas de manter empregos do governo, mesmo durante a segunda metade do século XX, repercutindo até hoje em uma parcela relevante da população e atualmente isso inclui muçulmanos também. A população branca dos Estados Unidos usou o seu poder econômico e político para legalmente segregar os espaços públicos e edifícios e estabelecer o domínio social sobre as pessoas de cor no sul dos Estados Unidos. A legislação aprovada nos Estados Unidos entre 1921 e 1924 foi interpretada como anti-semita, pois restringia severamente as cotas de imigração de nações da Europa Oriental com grandes populações judaicas; cerca de três milhões de judeus tentaram emigrar para o Estados Unidos em 1920. Na época houve trocas culturais mútuas entre as duas sociedades, como no caso dos elogios mútuos entre a Gestapo e o FBI. Segundo Jeane J. Kirkpatrick, embaixadora do governo norte-americano na ONU nos anos 80, seria possível reformar apenas regimes autoritários de direita totalitários mediante um comércio com os Estados Unidos, ao contrário do autoritarismo de esquerda que seria na visão dele irreformável. O nazismo norte-americano em sua versão recente se manifesta com influências esotéricas herdada do movimento de contracultura dos anos 60, mas também houve influências unidirecionais de uma cultura política para outra como nos casos a seguir. Em 2017, houve várias manifestações inspiradas na Unite the Right no mundo todo, incluindo no Reino Unido, organizados e liderados pelo Partido Nacional Britânico.

Influências da sociedade norte-americana no nazismo

A Associated Press (AP) continuou a operar na Alemanha Nazista, mesmo tendo recebido o prêmio Pulitzer de 1939, que criticava a ascensão de Adolf Hitler e o anti-semitismo no país. Seguindo as novas leis, a AP empregou apenas funcionários alemães, e demitiu funcionários judeus. O jornal foi o único do mundo ocidental a poder continuar operando no país até o Ataque a Pearl Harbor em 1941, mas continuava a receber fotografias da Alemanha e dos frontes do leste europeu com a permissão do exército americano. A Fundação Rockefeller financiou o programa eugenista de Joseph Mengele e em 1934 eugenistas norte-americanos organizaram uma feira científica para recepcionar os médicos higienistas alemães além do fato de que estas pesquisas serviram de inspiração para a criação das leis de Nuremberg. A família Rockefeller através do Chase Bank foi investigada por guardar dinheiro que nazistas tomaram de judeus franceses na Suíça ainda durante a Segunda Guerra.

Influências do nazismo na sociedade norte-americana

Durande a Fed Cup de 2017 nos Estados Unidos, na recepção de uma tenista alemã descendente de eslavos foi colocado o hino da Alemanha Nazi, fato este que ofendeu a atleta, sendo que ela mais tarde solicitou que os organizadores do evento pedissem desculpas. A eugenia norte-americana influênciou o nazismo, cientistas nazistas ajudaram na fundação da NASA. e foram usadas pesquisas nazistas dos riscos sanitários do Fosgênio na saúde humana para ver se poderia proibi-lo. Um dos principais heróis da Marvel, o capitão América foi admitido como nazista. e pastores como Rick Warren se inspiraram na juventude hitlerista para o trabalho de evangelização.

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Relações político-econômicas

O país durante a Guerra Fria apoiou nacionais-socialistas na tentativa de tomar o poder na Síria em 1949. Além disso, o pais tem sido descrito como o maior promotor de democídios desde a Segunda Guerra Mundial. Ilustres norte-americanos como Walt Disney promoveram a Operação Paperclip para trazer cientistas e engenheiros nazistas para a NASA e segundo Wallace, o nazismo americano imita a via prussiana de Hitler exceto no uso inicial da força interna. O governo Trump em 2017 cortou incentivos fiscais a ongs antinazistas dos Estados Unidos e de desradicalização deste movimento alegando nada após o episódio e o mesmo usou de um lema fascista dos anos 20 para sua campanha eleitoral. A Ford, por exemplo, reduziu os custos do trabalho de quinze por cento dos volumes de negócios em 1933 para apenas onze por cento em 1938 e trabalhadores da Coca-Cola em Essen antes da guerra não podiam mudar de emprego ou protestar além de produzirem em um ritmo frenético. Prescott Bush era dono do Banco União que emprestou dinheiro para a ThyssenKrupp, uma das patrocinadoras do Partido nacional-socialista antes de chegar ao poder. Durante a guerra, os nazistas negociaram a sua rendição com norte-americanos sem o envolvimento dos soviéticos em 1944 na Itália, deixando muitos deles fugirem, inclusive o assassino de 300 mil judeus Karl Wolff.

Comparações políticas entre a política americana e o nazismo

O sistema jurídico norte-americano do século XXI também tem similaridades com o da Alemanha Nazi no estímulo a delações e na desproporcional força jurídica delas além de poder ampliar condenações judiciais indefinitivamente mesmo depois de cumpridas. Autoras como Naomi Wolf descreveu similaridades entre o governo de George W. Bush com o governo nazista, pois ambos buscam um inimigo externo, crian campos de tortura, uso da base de apoio política como tropa de choque de suas políticas, estimular a vigilantes, criarem bodes expiatórios para fazer um encalço persistente,[carece de fonte melhor] efetuar detenções temporárias e solturas arbitrárias de prisioneiros sem uma justificativa consistente, ameaçar críticos proeminentes, controlar a imprensa, acusar os dissidentes de traição, e suspender o Estado Democrático de Direito.

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Na atualidade

No dia 11 de agosto de 2017, ocorreu uma manifestação na cidade de Charlottesville, no Estado da Virgínia na qual participaram centenas de homens e mulheres carregando tochas, fazendo saudações nazistas e gritando palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus. No dia 12 de agosto, ocorreram confrontos entre supremacistas e grupos antirracistas que resultaram em uma morte e 20 pessoas feridas. A polícia local também evitou enfrentamentos com grupos neonazis na manifestação. Há diversos grupos neonazistas nos Estados Unidos, incluindo o Partido Nazista Americano, o Movimento Socialista Nacional e o mais visível deles: a Aliança Nacional, que participou dos eventos em Charlottesville em agosto de 2017.

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Movimentos de resistência ao nazismo no país

Nos anos 30 os norte-americanos que lutaram contra o nazi-fascismo na Espanha eram considerados pela sociedade norte-americana como antifascistas prematuros e geralmente associados a comunistas e esquerdistas e inclusive radialistas como Walter Winchell expuseram a força de organizações nazi-fascistas norte-americanas na época do entre-guerras. Antifascistas foram acusados de assassinatos de lideranças nazis na época, casos que inclusive houve condenação destes. Em reação a Mussolini em 1923, italianos radicados nos Estados Unidos e seus descendentes criaram a Liga Antifascista da América do Norte. Na década de 20, W. E. B. Du Bois criou uma associação de negros antifascistas nos Estados Unidos com braços em Gana, sendo criticado pelo autor nazista Alfred Rosenberg e mesmo tendo sucesso na instauração de um governo antifascista um golpe arquitetado pela CIA derrubou aquela administração. Embora a nomeação de Hitler como chanceler da Alemanha estimulasse a atividade, a determinação comunista de controlar os grupos anti-fascistas que se formaram provocou divisão, fragmentação e fraqueza. A Liga Nacional de Estudantes, formada em dezembro de 1932, votou uma regência anti-fascista em sua plataforma. A Liga Americana Contra a Guerra e o Fascismo era uma frente comunista, com apenas 20.000 membros em 1939, mas organizaram 1.023 organizações afiliadas (mais de 7 milhões de membros), a maior organização anti-fascista dos Estados Unidos. Em seu 2º congresso, em setembro de 1934, havia delegados que representavam 1.807.210 membros; No 3º congresso, delegados que representam 3.291.906 americanos e 350.000 na Liga Canadense Contra a Guerra e o Fascismo.

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